A alma pura de Lula foi demitida por 13 milhões de pixulecos
O velho farsante está proibido de reprisar o repulsivo espetáculo do cinismo
Por
Victor Irajá
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11 abr 2017, 22h27
- Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Rio de Janeiro - 03/12/2015 (Ricardo Moraes/Reuters)
Edson Arantes do Nascimento usa a terceira pessoa para
referir-se a si próprio não por soberba, mas por humildade: ele sabe que
merece ser tratada com reverência a incomparável entidade que habita
seu corpo há mais de 60 anos. “O Pelé fez isso, o Pelé faria aquilo”,
conjuga a terceira pessoa do singular esse mineiro de Três Corações
escalado pelos deuses dos estádios para transformar-se no abrigo humano
do maior gênio da bola de todos os tempos. Como todos os que viram o
Atleta do Século jogar, Edson tem consciência de que Pelé não é coisa
deste mundo. Tanto assim que, longe dos gramados desde 1977, continua
instalado no trono do Rei do Futebol ─ e nele permanecerá por toda a
eternidade.
Faz muito tempo que Luiz Inácio da Silva botou na cabeça que o maior
dos governantes desde Tomé de Souza incorporou uma entidade do tamanho
de Pelé. Não pode, portanto, caber num mofino “eu”. Depois da entrevista
em que o marqueteiro João Santana anunciou que o PT tinha “um Pelé no
banco”, pronto para entrar em campo tão logo terminasse o segundo
mandato de Dilma Rousseff, o ex-presidente decidiu que Lula está para
Luiz Inácio da Silva como Pelé para Edson Arantes do Nascimento. É uma
singularíssima sumidade que, disfarçada de pernambucano de Garanhuns,
foi enviada pela Divina Providência para que o país do Rei do Futebol
fosse também o berço do Monarca da Política.
Neste domingo, o velho farsante reprisou o repulsivo espetáculo do
cinismo: “Nunca antes neste país alguém foi tão perseguido quanto o
Lula. Mas o Lula está acostumado com isso. Podem fazer de tudo que o
Lula resiste. Estão investigando todo santo dia e não apareceu nenhuma
prova contra o Lula”. Deu azar. Nesta terça-feira, num depoimento em
Curitiba, Marcelo Odebrecht depositou no colo do Amigo 13 milhões de
provas ─ em dinheiro vivo. É só o começo da tempestade de pixulecos que
vai desabar sobre a cabeça baldia do delinquente que ousa comparar-se a
Pelé.
Não há semelhanças entre o eterno Rei do Futebol e o reizinho
corrupto destronado por excesso de safadeza, cupidez e cafajestagem.
Fora o resto.
11 abr 2017 - 23h04
O marqueteiro também previu que o Brasil só voltaria a ser feliz com uma
nova rainha, uma nobre apta a substituir, de alguma forma, Dona Maria
de Portugal, falecida no Rio em 1816. Além de vidente, o marqueteiro era
navegador. Navegava entre os políticos ambiciosos e os empresários
dependentes do Estado morbidamente obeso.
11 abr 2017 - 23h06
11 abr 2017 - 23h07
12 abr 2017 - 01h14
12 abr 2017 - 03h00
festival de falso/falso nem é novidade. Serão os panos quentes que eu já
percebo na Globonews. Se houver um esforço de ligação da porcariada dá
em quadrilha. Uma baita quadrilha. Há envolvimento até de lavador de
carros.
12 abr 2017 - 04h32