Alerta Total
Exército homenageia Moro e detona os corruptos
Se Palocci delatar, pode virar um Celso Daniel?
Santa Ignoronça
Poder Instituinte
Reforma do Estado é imperativa
Constituição “Bandidã”
Suspensão: Atos de Ofício: Carta Magna = STF
Sobre o Fim da Política no Brasil
Algumas contradições do Marxismo
Posted: 19 Apr 2017 02:12 PM PDT
Temer e Moro em sentidos opostos,
na foto de Ailton de Freitas, de O Globo
2ª Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Só um discurso contundente do Comandante do Exército, General Eduardo Villas Boas, pode ter sido mais constrangedor para o Presidente Michel Temer que o aperto de mão, repleto de falsidade, que ele foi obrigado a dar em Sérgio Moro, na cerimônia em que o juiz temida 13ª Vara Federal da "República de Curitiba" recebeu sua merecida Medalha da Ordem do Mérito Militar. Temer só sentiu um alívio quando o General ressaltou que "não há atalhos fora da Constituição". No entanto, outros trechos da Ordem do Dia do Exército, devem ter servido de recado ao Presidente (Comandante em chefe das Forças Armadas) e seus aliados enrolados na Lava Jato:
"Apesar dos esforços dos Governos, o colapso da segurança pública nos cobra dezenas de milhares de vidas por ano; a aguda crise moral, expressa em incontáveis escândalos de corrupção, nos compromete o futuro; a ineficiência nos retarda o crescimento; a ausência, em cada um de nós, brasileiros, de um mínimo de disciplina social, indispensável à convivência civilizada; e uma irresponsável aversão ao exercício da autoridade oferecem campo fértil ao comportamento transgressor e à intolerância desagregadora. Essa crise fere gravemente a alma da nossa gente, ameaça nossa própria identidade nacional, deprime-nos o orgulho pátrio e, mais grave, embaça a percepção de nosso projeto de Nação, dispersando-nos em lutas por interesses pessoais e corporativos sobrepostos ao interesse nacional. Nossa gente não é assim e não merece isso!
Para bom entendedor, as palavras do Villas Bôas soam como uma bomba "Moab" caindo sobre corruptos que destroem o Brasil.
A íntegra do pronunciamento do Comandante do EB:
Em 1648, um século e meio depois do descobrimento do Brasil, o episódio de GUARARAPES revela a gênese de nossa nacionalidade, sagrado ideal que reúne brancos, índios e negros, conjurados livremente, para defender a Pátria e expulsar o invasor estrangeiro.
Dessa união, da noção de pertencer à terra, da necessidade de proteger nossa gente, nossas famílias e nossas riquezas, nascia uma Nação e, com ela, um Exército. Florescia a percepção de unidade em torno de um projeto, verdadeira força centrípeta capaz de garantir o amálgama que resultaria na integridade do território, na unidade nacional e no delineamento de rumos em direção a um destino de grandeza, prosperidade e felicidade para sua gente.
Não haveria maior exemplo do que esse para identificar um País que, com o passar do tempo, evoluiu em sua consciência para, apegado às suas raízes, acalentar o sonho de construir uma sociedade próspera e justa no Novo Mundo.
O Exército que emergiu em Guararapes nunca esteve distante desse conceito. Exército que é o mais puro e fiel retrato de seu povo. Exército que foi construído, com simplicidade e altivez, pelo exemplo de homens e mulheres oriundos de diversificadas camadas sociais. Exército de todas as raças, de glórias, desafios e sacrifícios.
Nossa Força Terrestre foi sempre a síntese da entrega total à Pátria, participando, inicialmente com a Marinha e mais tarde também com a Força Aérea, nossas Forças coirmãs, dos mais importantes episódios da história do Brasil.
Trezentos e sessenta e nove anos depois de Guararapes, a jovem República Brasileira continua contando com seu Exército em sua marcha em direção ao futuro.
Onde for necessária a presença do Estado Brasileiro, lá estarão os soldados! Do Caburaí ao Chuí, do Acre à Ponta do Seixas. Defendendo nossa soberania, vigiando a fronteira, distribuindo água, abrindo estradas, protegendo índios, preservando o meio ambiente, guardando as riquezas, assistindo a população, garantindo a lei e a ordem ou promovendo a paz em nações irmãs. Vivemos um tempo, no entanto, em que a coincidência de crises extensas e profundas trazem risco inédito aos sonhos de Guararapes.
Apesar dos esforços dos Governos, o colapso da segurança pública nos cobra dezenas de milhares de vidas por ano; a aguda crise moral, expressa em incontáveis escândalos de corrupção, nos compromete o futuro; a ineficiência nos retarda o crescimento; a ausência, em cada um de nós, brasileiros, de um mínimo de disciplina social, indispensável à convivência civilizada; e uma irresponsável aversão ao exercício da autoridade oferecem campo fértil ao comportamento transgressor e à intolerância desagregadora.
Essa crise fere gravemente a alma da nossa gente, ameaça nossa própria identidade nacional, deprime-nos o orgulho pátrio e, mais grave, embaça a percepção de nosso projeto de Nação, dispersando-nos em lutas por interesses pessoais e corporativos sobrepostos ao interesse nacional.
Nossa gente não é assim e não merece isso!
Este momento tão grave não pode servir a disputas paralisantes; pelo contrário, ele exige, do povo e de suas lideranças, a união de propósitos que nos catalise o esforço de regeneração, para reestabelecer a esperança e a confiança que nos permita identificar nossos objetivos comuns e reconstruir, a partir daí, o sentido de projeto de Nação que nos legaram os heróis de Guararapes.
Não há atalhos fora da Constituição! O caminho a ser seguido requer a sinergia de todos. O Exército de ontem, de hoje e de sempre olha para o futuro, transformando-se com seus Projetos Estratégicos, como o Sistema Integrado de Vigilância de Fronteiras (SISFRON); a adoção do blindado Guarani, de fabricação nacional; o desenvolvimento de plataformas de mísseis de longo alcance, como o Astros 2020; e a implantação do Comando de Defesa Cibernética; ao mesmo tempo que implementa um meticuloso processo de racionalização, aceitando os desafios da nova Era.
O País, seu povo e seu Exército não sucumbirão ao pessimismo e à desagregação. Somos feitos da mesma têmpera!
Temos fé nos valores da democracia, na nossa gente, na resiliência que nos fez vitoriosos tantas vezes e na cordialidade que requer respeito às desigualdades e diferenças.
Acreditamos na hierarquia e na disciplina, como preceitos fundamentais de um Exército verdadeiramente leal à sociedade a que serve e defende.
Unamo-nos todos, portanto, tal como nos conclama a Canção dos Cadetes, da Academia Militar das Agulhas Negras: "Irmãos brasileiros formai entre nós. Brasileiros sois todos vós!"
Releia a primeira edição desta quarta-feira: Se Palocci delatar, pode virar um Celso Daniel?
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Abril de 2017.
Posted: 19 Apr 2017 03:23 AM PDT
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Uma quase certa delação premiada de Antônio Palocci Filho tem tudo para ser uma bomba de efeito destrutivo complementar às colaborações premiadas da Odebrecht. Palocci é figura fundamental na arrecadação de grana para o PT. "Doutor" Palocci é o "consultor que sabe demais, tanto que ganhou demais". Se ele soltar a "língua presa", Lula tende a ser o mega prejudicado, mas não só ele.
O grande cagaço é que o médico Palocci pode trazer informações e provas que comprometam o mercado financeiro (de quem ele sempre foi queridinho) e até dos militares (no trio Marinha do Brasil, PT e Odebrecht Defesa), além de revelar mais detalhes sórdidos sobre a máquina de roubalheira petralha, sobretudo na área de saúde.
Se Palocci realmente delatar, ficam dúvidas no ar: Seria uma estratégia para detonar os inimigos, poupando Luiz Inácio Lula da Silva de algum jeito (que parece impossível)? Ou Palocci vai realmente arrasar com parte da petelândia que lhe virou as costas após o longo (e terapêutico) período na cadeia, desde setembro do ano passado.
Ex-conselheiro de Administração da Petrobras, Palocci tem condições de delatar muito além da petrolífera, onde segue concentrada a Lava Jato (certamente por falta de fôlego para abrir novas frentes investigativas). Réu em um processo por corrupção e lavagem de dinheiro, Palocci sabe tudo sobre os problemas na Eletrobrás. Seu irmão Adhemar Palocci, que atuava na Eletronorte, foi citado na delação do ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini.
Doutor Palocci tam tudo para revelar qual foi o papel de instituições financeiras nos esquemas de "engenharia da corrupção" da Lava Jato. Como ex-ministro da Fazenda de Lula, e ex-ministro da Casa Civil de Dilma, ele certamente sabe tudo sobre crimes até agora não apurados. Só alguém muito ingênuo pode supor que dá para lavar e esquentar tanta grana de corrupção sem a providencial ajuda de algum banco daqui ou de fora.
Palocci também sabe tudo sobre como bancos renegociam, diariamente, dívidas milionárias das "estatais". Certamente, deve ter ciência de quanto é a comissão paga (a alguém) em tais operações de "crédito". Palocci também deve ter informações sobre corrupção nas empresas do setor financeiro – principalmente aquelas que fazem o diabo para não pagar impostos em dia...
O "italiano" Palocci tem um problemão para aderir à delação. Seu advogado José Roberto Batochio já avisou nos bastidores que o abandona, caso parta para a deduragem. Batochio também defende Lula e o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. Só isso explica por que, se depender dele, Palocci fica preso e em silencio forçado – a exemplo de ilustres petistas como José Dirceu e André Vargas.
Com certeza, o caseiro Francenildo Costa adoraria que Palocci delatasse os corruptos com a mesma "competência e truculência" com a qual tentou detoná-lo, naquele episódio de quebra descarada de sigilo bancário que acabou em pizza. Francenildo era testemunha-chave contra Palocci na CPI dos Bingos que apurava como rolavam esquemas de corrupção na famosa "Casa do Lobby" ou "Mansão da República de Ribeirão Preto", em Brasília. A coisa foi tão hedionda que até Lula acabou forçado a afastar seu poderoso ministro da Fazenda, em 27 de março de 2006.
Palocci cansou da cadeia. Quer falar... Mas a petelândia e poderosos aliados do passado não querem deixar... Tem gente maldosa recomendando que ele reze muito, para não acabar se transformando em um Celso Daniel – prefeito petista de Santo André sequestrado, torturado e assassinado em 2002. Aliás, Palocci herdou dele o posto de coordenador de arrecadação da campanha presidencial de Lula, no distante 18 de janeiro de 2002, em caso não esclarecido até hoje.
O cerco se aperta. Os marketeiros João Santana e Mônica Moura delataram ao juiz Sérgio Moro que as três últimas campanhas presidenciais do PT foram financiadas por dinheiro de caixa 2 empresarial. Um dos gestores desta arrecadação ilegal era, justamente, Antônio Palocci Filho. No caso da grana ilegal vinda da Odebrecht, o casal confirmou que o intermediador era Palocci.
Não tem jeito: Palocci tem de soltar a língua presa, e delatar tudo, mesmo correndo gigantesco risco de vida... Quem sabe o espírito do cadáver politicamente insepulto de Celso Daniel lhe dá alguma proteção...
Releia a segunda edição de terça-feira: STF tem de afastar os canalhas delatados
Abuso de Autoridade
A Força Tarefa da Lava Jato soltou ontem um vídeo de mobilização para que a opinião pública rejeite o projeto de Abuso de autoridade proposto pelo senador Roberto Requião – inimigo declarado da tal "República de Curitiba".
O assunto pode ser colocado para votação nesta quarta-feira, na base do rolo compressor da maioria senatorial corrupta.
O objetivo claro da proposta de Requião é assassinar a Lava Jato.
Golaço contra o Mengão


























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