Lava Jato, pouco adianta prender o “Sofá”...
Zabumba
Por trás das palavras
Suspensão de atos de ofício dos parlamentares corruptos
Os Dias eram assim
Depois da histeria com José Mayer e da baixaria com o BBB17, Guerra Cultural segue com “O que é isso, Surfistinha?”
Os 19 mortos pelos terroristas antes do AI-5
Posted: 22 Apr 2017 06:07 AM PDT
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Confirmar se Luiz Inácio Lula da Silva é o "poderoso chefão", ou se ele acabará ou não preso no dia 3 de maio, quando sentará na 13ª Vara do juiz Sérgio Moro, é um detalhe de importância apenas simbólica na Lava Jato. Na verdade, os brasileiros deveriam se preocupar com aquilo que a Força Tarefa ainda não apurou e quais mecanismos de controle social precisam ser adotados para inibir a Corrupção Institucionalizada. O sistema de Crime Organizadíssimo, a partir da parceria delitiva entre bandidos de toda espécie e a máquina estatal, continua intocável e se reinventa, a partir das ameaças a sua hegemonia.
A única solução contra o Crime Institucionalizado é a reinvenção do modelo estatal brasileiro. Temos de romper com o Capimunismo – arraigado na cultura dos brasileiros acostumados a serem extremamente dependentes do Estatismo e dos supostos "salvadores da Pátria" invocados e inventados a cada eleição. De imediato, é preciso acabar com a tal "Nova República" – regime que já nasceu morto em 1985. Para isso, é imprescindível uma Intervenção Constitucional para outorgar uma Carta Magna fora da influência criminosa. Dela deve derivar um enxugamento legal que viabilize a Democracia – a Segurança do Direito. Reformas e remendos não resolvem e ainda podem criar novos problemas.
A Lava Jato chamou atenção do Brasil para os males causados pela corrupção sistêmica e pelo Crime Institucionalizado. No entanto, nada adianta apurar e punir algumas centenas de bandidos, sem fechar a "fábrica de criminosos" que é o modelo estatal brasileiro: o Capimunismo rentista, corrupto e improdutivo. O País é dominado pela cultura da especulação financeira. Há décadas, muitas pessoas e empresas se acostumaram a vivem de ganhos de aplicações – e não do bom resultado da atividade produtiva. Outros cidadãos, políticos e empresários, mais "ousados, ambiciosos e gananciosos" decidiram enriquecer pelo caminho do crime – que também lava e esquenta muita grana no ganho financeiro-especulativo.
Até agora, a Lava Jato ainda não chegou à essência deste sistema especulativo – que serve de base para a hegemonia do Crime Institucionalizado. O esquema é viciante e viciado: O Estado rouba a sociedade via impostos que sustentam a gastança perdulária da máquina pública. Incentivados pela cultura da imunidade e do regramento excessivo que a tudo permite, seja certo ou errado, cidadãos e empresários corruptos, em conluio com servidores sem escrúpulos, cometem crimes remunerados pelo dinheiro públicos. As fortunas acumuladas são aplicadas, aqui ou lá fora, nas instituições financeiras que rolam nossa dívida pública (impagável). Os juros estratosféricos remuneram os delinqüentes.
As pessoas que não se beneficiam do Crime Institucionalizado – e são por ele prejudicado - precisam ir muito além da Lava Jato. Sucessos de bilheteria e audiência, como as duas edições do "Tropa de Elite", já explicaram como funciona o sistema do Crime Institucionalizado. Os brasileiros, dos mais pobres aos mais ricos, não têm direito de alegar que "não sabem de nada". Sabemos de tudo. Por isso, é hora de a Força Tarefa da Lava Jato partir para cima daqueles que sabem mais ainda.
A figura-chave para desnudar muitos esquemas sofisticados de corrupção chama-se Antônio Palocci Filho. Não se pode cometer o imperdoável erro de tirar dele informações apenas para punir alguns políticos, alguns empresários e até alguns banqueiros. É fundamental usar a delação premiada de Palocci, em fase de negociação, para identificar e compreender como realmente funciona o sofisticado esquema Capimunista brasileiro.
Como ex-Prefeito de uma grande cidade (Ribeirão Preto – SP), como ex-coordenador de arrecadação de campanhas eleitorais, como ex-ministro da Fazenda, como ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras e conselheiro de outras estatais, como ex-ministro-chefe da Casa Civil, e pela vivência como "consultor empresarial", o médico Palocci sabe de tudo e muito mais sobre a Corrupção Sistêmica no Brasil dominado pelo Crime Institucionalizado.
Nosso maior problema é a reação às mudanças e a conseqüente sabotagem, explícita ou nos bastidores do poder, promovidas por aqueles que ganham muito dinheiro como beneficiários diretos do Capimunismo tupiniquim. Por enquanto, eles têm a hegemonia. Eles querem apenas "reformas", para que a essência continue a mesma, dentro de um "regime de corrupção tolerável".
A idealista turma da Lava Jato precisa reunir mais força e apoio da opinião pública para enfrentar esta guerra na qual, como diria o Capitão Nascimento, "o inimigo é o sistema". Por isso, não dá para perder tempo com Lulas da vida, que são meros fantoches de um complexo sistema que fabrica outras marionetes, sempre que for conveniente, para explorar o Brasil e os brasileiros, obedecendo a ordens de seus controladores externos – que se fingem de "sócios" dos corruptos daqui, quando, na verdade, são os "chefões" deles.
Quem não entender que a banda corrupta toca deste jeitinho vai perder tempo correndo atrás do sofá em cima do qual alguma amante cometeu traição. Jogar o sofá pela janela ou "mandar prendê-lo" não resolve o problema. $talinácio é um sofá... Seria recomendável ouvir o que outras "amantes" – mais ou menos votadas – têm a revelar, no festival de "delações premiadas". Afinal, no Brasil, trair e roubar é só começar...
Resumindo: se não eliminarmos a o Capimunismo e a mentalidade rentista, pai e mãe do Crime Institucionalizado, todo o trabalho da Lava Jato não passará de um enxugamento de gelo.
Sabonete
A bem da justiça histórica, cabe reproduzir o editorial de O Globo confirmando quem era realmente o chefão da tal Organização Criminosa:
No escândalo do mensalão, denunciado em 2005, faltou uma peça, o chefe do esquema. No encaminhamento das denúncias pelo MP contra aquela "organização criminosa", o ex-ministro José Dirceu parecia caminhar para este patíbulo, em silêncio como disciplinado militante, mas, em julgamento de recurso, a responsabilidade de ser o capo do esquema lhe foi tirada, e o espaço ficou vago. Mas apenas nos autos processuais, porque nunca fez sentido tudo aquilo acontecer sem a aprovação e o acompanhamento de alguém centralizador e vertical como Luiz Inácio Lula da Silva.
O surgimento do petrolão — construído paralelamente ao mensalão, com muitos zeros a mais — foi a estridente evidência de que Lula não podia desconhecer aquilo tudo. A leitura benevolente do mensalão era que desfalques no Banco do Brasil, dados pelo militante Henrique Pizzolato, mancomunado com Marcos Valério, se justificavam pela "causa". O partido tinha um projeto de poder longevo, para "acabar com a pobreza e a miséria". Não serve de atenuante na Justiça criminal, mas aliviava a culpa moral de petistas, com injeções de ideologia.
O enredo, porém, não fechava. Dirceu voava em jatinhos particulares, morava em condomínio de alto padrão. E este lado "burguês" do lulopetismo — já detectado por Golbery do Couto e Silva, na década de 70, segundo Emílio Odebrecht — precisava ser custeado.
Ficou, então, tudo misturado: dinheiro surrupiado de estatais aparelhadas por companheiros, e drenado por meio de conhecidas empreiteiras e seus contratos superfaturados, parte para campanhas petistas e de aliados, parte desviada para bolsos privados de comissários. A "causa" continuava presente — era preciso manter uma grande bancada no Congresso, como já conseguira a Arena/PDS na década de 70, para sustentar a ditadura com fachada de democracia representativa. Mas, desta vez, havia Lula de ego nas alturas, chamado de "o cara" por Obama, com o desejo de ter sítio em Atibaia, tríplex no Guarujá, um instituto para ajudar países subdesenvolvidos a superar a pobreza, também uma adega bem abastecida etc.
O efeito da videoteca das delações da Odebrecht e da decisão de Léo Pinheiro, da OAS, construtora do prédio do tríplex, de fazer delação premiada na Lava-Jato, foi desmontar o jogo de espelhos que Lula, advogados e militância manipulada ainda tentam jogar, e continuarão insistindo. Só fé de religioso sectário para continuar a acreditar. Virou, há tempos, questão de dogma.
Lula tem quase nada em seu nome. Usufrui do patrimônio de amigos e compadres, o advogado Roberto Teixeira o principal deles. A quem Lula indicou para a Odebrecht, a fim de idealizar uma fraude contratual com a finalidade de esconder que a empreiteira gastara bem mais que R$ 500 mil, o orçamento inicial, na reforma do sítio de Atibaia, a pedido da ainda primeira-dama Marisa Letícia, segundo delação da empreiteira.
O GLOBO revelou o tríplex do Guarujá em 2010. Veio uma contínua avalanche de desmentidos, alguns arrogantes e agressivos. Mesmo com o vídeo em que Léo Pinheiro mostrava o imóvel ao ainda presidente da República. O casal Luiz Inácio e Marisa pediu obras, devidamente executadas. Depois, foi dito que a OAS era a real proprietária do imóvel.
Na verdade, era mesmo de Lula e família, acaba de confirmar Léo Pinheiro, perante o juiz Sérgio Moro. E também coube à OAS parte da reforma do sítio em Atibaia, executada, em maior proporção, pela Odebrecht. As cozinhas modeladas do sítio e do tríplex do Guarujá foram compradas no mesmo lugar.
Tanto a empreiteira multinacional Odebrecht quanto a OAS, ambas fundadas na Bahia, utilizaram o mesmo sistema contábil: o custo de reformas em imóveis para Lula e outras despesas pessoais dele foram debitadas de propinas arrecadadas em estatais, por meio de contratos superfaturados. Ou seja, dinheiro público também elevando o padrão de vida de Lula, família e outros lulopetistas, por certo.
Os depoimentos que foram divulgados nos últimos dias da Odebrecht e agora de Léo Pinheiro não surpreendem pelos fatos em si, muitos deles já ventilados, mas pela dimensão do esquema, pela riqueza de detalhes sórdidos na forma como os governos Lula e Dilma foram corrompidos e também corromperam. Não há inocentes na história. Seja em nome da "causa" ou da boa vida.
O desnudamento de Lula em carne e osso, em praça pública, com os pecados da baixa política brasileira, parece apenas começar. Afinal, não se pode admitir que tudo o que foi falado até agora por Marcelo, Emílio Odebrecht e seus executivos, sobre o toma lá dá de cá com o presidente e ex-presidente, não tenha sustentação em provas documentais. O mesmo vale para Léo Pinheiro. Empreiteiros não só sabem fazer contas, como são precavidos. Mas os simples testemunhos já são arrasadores.
Outra grave ameaça a Lula é o depoimento de Léo Pinheiro de que o ainda presidente mandou-o eliminar provas de remessas de dinheiro ilegal para João Vaccari, tesoureiro do PT, há algum tempo na carceragem de Curitiba. Será a segunda denúncia de tentativa de obstrução da Justiça, depois da sua participação, segundo Delcídio Amaral, na manobra para calar Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, um dos dutos do desvio de dinheiro da estatal para o lulopetismo e aliados.
Completando o cerco a Lula, há o ex-ministro Antonio Palocci, também preso em Curitiba, e que estaria negociando um acordo de delação premiada. Seria uma espécie de mãe de todas as delações. Ou uma dessas mães. Foi ministro da Fazenda de Lula, homem de confiança do ex-presidente, escalado por ele para tentar gerenciar a imprevisível Dilma Rousseff. Mas as "consultorias" de Palloci o derrubaram.
Importante é que Palocci surge nas delações da Odebrecht como homem-chave no relacionamento financeiro entre a empreiteira e o ex-presidente. Gratos, os Odebrecht abriram um crédito de R$ 40 milhões para Lula, a serem movimentados por meio de Palocci. Assim, seu cacife aumentou bastante como arquivo de preciosas informações. Mas nada garante que as fornecerá, mesmo que esteja sendo insinuado pelo lulopetismo, como forma de salvar o chefe, que o ex-ministro embolsou dinheiro pedido em nome de Lula.
Emerge desta história a constatação de que os projetos de poder e pessoais do PT e de outros partidos esbarraram em instituições que continuam a funcionar por sobre a maior crise econômica do Brasil República, com sérios desdobramentos políticos. Incluindo um impeachment, justificado pelo atropelamento voluntarioso da Lei de Responsabilidade Fiscal, de mesma inspiração ideológica do aparelhamento de estatais e assaltos realizados em associação com empresários privados. A ordem jurídica se fortalece.
Sem defesa
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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Abril de 2017.
Posted: 22 Apr 2017 06:01 AM PDT
"País Canalha é o que não paga precatórios".
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira
Como uma pequena amostra do estado de coisas vigente, procuraremos imaginar uma conversa (na verdade grunhidos) de jovens da chamada Geração NiNi pelos argentinos: Ni estudia, ni trabaja.
-"Meu, preciso dizer o nome de dois verbos da quarta conjugação; de um lembrei [Por] mas o outro, nem ideia!".
--"Bota Tambor.
-"Mas tambor não é zabumba ?
--"E daí ? Você pode conjuga-lo : Eu tambonho, tu tambões, ele tambõe..."
-Valeu! E um verbo da quinta conjugação?
--" Escreve Ben-Hur. Eu bem hurro, tu bem hurras, ele bem hurra..."
-Massa! Assim você vai terminar como o intelectual do ânus! "
--Obrigado; mas não é doano?
-"Tanto faz... Estudar pra quê ? Não vai ter emprego mesmo !"
--"É verdade; mas sempre há esperança de arranjar uma boquinha..."
-"Vamos mudar de assunto que este papo tá ficando qualquer coisa."
--"Ontem , sem querer, vi um filme chamado MACBETH mas não vi nenhuma cena no banheiro da lanchonete."
-"Esses cineastas viajam na maionese..."
Fonte de inspiração: https://pt.wikipedia.org/wiki/Zabumba
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
Posted: 22 Apr 2017 05:59 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant'Ana
Quando a ex-deputada Luciana Genro, com patrocínio da Odebrecht (Braskem), como revelou o jornalista Otávio Cabral, criou um cursinho pré-vestibular para alunos carentes, deu-lhe o nome de "Emancipa-RS". O espírito empreendedor da socialista é intrigante, mas fiquemos apenas num ponto ideológico invisível aos olhos da maioria.
Que ela fale de "Emancipar" é estranho: tudo que Luciana Genro, o seu partido (Psol) e demais linhas auxiliares do PT REALMENTE NÃO QUEREM é a "emancipação" dos carentes. Pelo contrário. O projeto de socialismo da ex-deputada e afins - com as diretrizes do nefasto Foro de São Paulo – é o de um "estado tutelar" que domine a existência das pessoas em sua totalidade. É a primeira das duas faces da moeda. Para viabilizar o projeto, obviamente é necessário formar massas subalternas, obedientes, com suas crenças monitoradas pelos ideólogos do regime, cidadãos amestrados que se deixem tanger como gado pelos "salvadores" do partido único, eis a outra face da moeda. Para esse fim, os socialistas, inclusive Luciana Genro, falam de "empoderar", não de "emancipar" os ditos excluídos. É a "novilíngua" que o gênio de George Orwell detectou nos projetos totalitários e trouxe à luz em seu "1984".
A análise do discurso, assim como das ações e consequências DESSA esquerda, mostra que "empoderamento" é a faculdade de exercer poder sobre outrem. Chance de abusar! Senão, qual será o resultado quando alguém (quer numa relação interpessoal, quer na qualidade de agente do Estado) exerce o poder aplicando os ditames de uma ideologia autoritária?
Tocando de ouvido o que escreveu Antonio Gramsci, a esquerda brasileira adota a estratégia de forjar a contradição "nós versus eles", prometendo o "empoderamento" de negros, mulheres, índios, adolescentes, homossexuais, pessoas com deficiência, "trabalhadores em educação" (professores, em novilíngua), além doutros "coletivos" que a sua imaginação inventa. Na prática, institui um estranho sistema de cotas, pregando veladamente o direito de, aqueles que se credenciam como vítimas, poderem praticar abusos também. E de quem eles poderão abusar? Ora, daqueles que a onisciência do partido designa como históricos opressores.
Essa lógica irracional, perversa e truculenta aparece, por exemplo, quando ativistas de esquerda justificam o banditismo praticado por quem vem das "classes subalternas", assim como quando exigem que brutamontes de 16 ou 17 anos, autores dos piores crimes, sejam tratados como crianças inocentes. Aliás, não obstante viver a maioria das pessoas pobres com dignidade, é comum a banda raivosa da esquerda afirmar, ainda que obliquamente, que elas têm direito a praticar certos delitos.
Com efeito, foi muito mais do que uma palavra que se incorporou à visão de mundo das pessoas, quando, driblando o discernimento, se introduziu a expressão "empoderamento" e derivados no vocabulário corrente: de modo subliminar, massificou-se uma lógica perversa que trai a bondade e a disposição de melhorar o mundo que há no coração da maioria.
Nunca se saberá se, evocar a "emancipação" no nome de seu cursinho, foi cochilo de Luciana Genro ou astúcia de evitar alguma expressão que desagradaria patrocinadores. Certo é que, embora a estratégia seja cooptar ingênuos com a fantasia do "empoderamento", ela prometeu "emancipar" alunos carentes.
Como tornar a lucidez maior que a ingenuidade e fazer que a maioria compreenda que a manipulação da linguagem é um meio de dominação? Quanto tempo levaremos para eliminar de nossa linguagem expressões insidiosas como "empoderamento"? Até quando permitiremos a utilização abusiva de nosso genuíno e benéfico impulso à solidariedade, acreditando no discurso demagógico de líderes populistas?
Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.
Posted: 22 Apr 2017 05:55 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Laércio Laurelli
Minha manifestação sobre a suspensão de atos de ofício e de aplicação de uma medida cautelar urgente para impedir a possibilidade de utilização de voto nas comissões e no plenário do Congresso Nacional aos senhores deputados e senadores delatados atendeu o pressuposto essencial do cabimento.
Justifica-se pela invocação que preencheu o postulado da legitimidade antecipada de sanar, de modo eficaz, pelo controle preventivo de constitucionalidade, situação de lesividade de preceito fundamental tal como revela o artigo 5º, inciso XXXV da Constituição Federal.
Não deveriam ter direito a livre legislar suspeitos de terem cometido crimes quanto à devassa de dinheiro público, quer por corrupção ativa ou passiva e ou outras figuras delitivas, no exercício de suas funções e por isso investigados na operação lava-jato,
É inadmissível, a sociedade contemplar exposição de fatos e atos de corrupção sistêmica declarados em uma "delação premiada" que se supõem verídicos uma vez, que citados depoimentos foram colhidos sob o crivo da busca da verdade real, conforme previsto no artigo 4º da lei 12.850/13, na presença do ministério público federal constituído na qualidade de autoridade legitima para o ato.
Partindo-se do princípio de que nossa duração não é somente um instante que substitui outro instante, mas, a função complementar que deve ser levada a efeito a seriedade e aceitação, face admitir a função de conservação exatamente como uma função que preenche tanto quanto pode seu ofício de conservar a ideia de uma faculdade de um momento passado classificado no patamar de um registro funesto e, no caso em espécie, uma lesividade de comportamento criminal.
Portanto, o que se deve explicar não é a conservação de uma lembrança que a despeito do tempo, passa para o estado do esquecimento, opondo-se ao presente como o nada ser, mas como o inatual ao atual aflorando o pesadelo da impunidade.
Torno a dizer, que os fatos e atos praticados pelos políticos corruptos deste país, não podem pertencer ao reservatório impune do passado, para se reviver apenas e simplesmente como retórica, mas para se tomar decisões preventivas em antecipação cautelar de correção repressiva.
Pensem nisto!
Laercio Laurelli – Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (art. 59 do RITJESP) – Professor de Direito Penal e Processo Penal – Jurista – Articulista – Idealizador, diretor e apresentador do programa de T.V. "Direito e Justiça em Foco" - Patriota.
Posted: 22 Apr 2017 05:54 AM PDT
"A liberdade da classe operária não é possível sem uma revolução sangrenta" (Lênin)
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso
Plenos de fanatismo, obscurantismo e obediência ao princípio de que "os fins justificam os meios" para imposição do partido único "comunista" cumprindo as ordens de Moscou e acatando submeter o Brasil à soberania limitada sob o tacão da então União Soviética.
Juventude despreparada que desconhecia o processo histórico de implantação do comunismo, a partir do morticínio de 1917, da era stalinista, dos campos de trabalho forçado (gulag), nada comparável ao romantismo que se propaga. Milhões de presos políticos e tantas outras vítimas das deportações forçadas, como no "Holodomor" — Holocausto Ucraniano. Jovens estudantes, presas fáceis de velhos comunistas lançados na luta armada, na insensatez do terrorismo.
Do insucesso em 1935 na Intentona Comunista, liderada por Luís Carlos Prestes, das lições de como se faz um "justiçamento", i.é, como eliminar um parceiro desgarrado/suspeito, tipo Elza Fernandes, menor, estrangulada, aos atos de guerrilha nas décadas de 60/70. Os dias eram assim...
12/11/64 - Paulo Macena, vigia - Morto durante a explosão de uma bomba colocada Cine Bruni, no Rio de Janeiro; feridas seis pessoas. 25/07/66 – atentado a bomba no Aeroporto dos Guararapes/Recife, onde morreram o jornalista Edson de Carvalho e o almirante Nelson Fernandes. O guarda-civil Paraíba que teve amputada a sua perna direita. O Ten-Cel do Exército Sylvio da Silva com amputação dos dedos; gravemente atingido. Civis feridos, sendo um com apenas seis anos de idade.24/11/67 – José Conceição, fazendeiro, Presidente Epitácio/SP, assassinado em função de discordar das ações do movimento campesino na região.
Em 1968, 10/01, Agostinho Lima, Marinha Mercante, Rio Negro/AM; 26/5, mortos pelo Movimento de Ação Revolucionária, o guarda Ailton de Oliveira e o funcionário da Light João Pereira, que se encontrava na calçada da penitenciária; 07/11 - Estanislau Ignácio Correia, civil, morto pelos terroristas integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária, quando roubavam seu automóvel em São Paulo.
Em 1969, 07/01, Alzira de Almeida, dona de casa Rio/RJ; 04/11, Estela Morato, investigadora do DOPS, morta a tiros quando participava da operação em que morreu o terrorista Carlos Marighela e, Friederich Rohmann, protético, também morto durante o confronto; em 07/11, Mauro Celso Rodrigues, soldado PMMA, morto em uma emboscada, durante a luta travada entre lavradores de terra, incitados por militantes da Ação Popular; em 14/11, Orlando Girolo, bancário, morto por terroristas durante assalto à agência do Bradesco em S. Paulo; em 17/11, Joel Nunes, sub-tenente PMRJ, morto a tiros durante um assalto da organização terrorista Partido Comunista Brasileiro Revolucionário ao Banco Sotto Mayor, Rio/RJ.
Em 10/05/70, tenente da PMSP, Alberto Mendes Jr que teve o crânio esfacelado pelo grupo de Lamarca; 10/11, José M. do Nascimento, civil, morto por terroristas em confronto com policiais em S. Paulo; em 10/11/70 - Garibaldo de Queiroz e José Aleixo Nunes, soldados da PMSP, mortos em confronto com terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária, São Paulo.
Em 1971, 04/04, major José Júlio Toja Martinez; 01/11, Nelson Ponce, cabo PMSP, metralhado durante o atentado praticado por terroristas do Movimento de Libertação Popular, contra um ônibus, em São Paulo; em 10/11, João Campos, cabo PMSP, morto na estrada de Pindamonhangaba ao interceptar um carro que conduzia terroristas armados; 22/11, José do Amaral Villela, guarda, morto por terroristas da VAR PALMARES e do MR8, que assaltaram um carro-forte, Rio/RJ e feridos os guardas Sérgio da Silva Taranto, Emílio Pereira e Adilson C. da Silva; 27/11, Eduardo Timóteo Filho, soldado PMRJ, morto por terroristas, durante assalto às Lojas Caio Marti.
Em 1972, 05/02, David A. Cuthberg, marinheiro inglês, desembarcado e passeando pelo Rio/RJ;09/11, Mário Panzariello, detetive Polícia Civil/RJ), morto por militantes da ALN.
Em 1973, 25/02, Octávio Moreira Júnior, delegado de Polícia, morto no Rio/RJ, ao sair da praia. Os dias eram assim, com outros assassinatos, assaltos, carro-bomba, seqüestros de diplomatas, aviões...
Dentre os justiçamentos de elementos do próprio bando, a destacar o de Mário Toledo, com pomposo comunicado: "A Ação Libertadora Nacional executou, dia 23 de março de 1971... teve o fim de resguardar a organização..." Outros, em 70, Geraldo Damasceno, Ari Miranda; em 71, Amaro de Carvalho, Carlos Alberto Cardoso, Antonio Lourenço; em 73, Francisco de Alvarenga e Salatiel Rolins; no Araguaia, Osmar, Pedro Mineiro e João Mateiro.
Violência no Mundo, nas Américas, no Brasil, novela da vida real, sem maquiagem. Nem todos aprenderam a lição de caminhar pela democracia e honestidade. De assaltantes de bancos a assaltantes do Tesouro Nacional. Presenteados pelo compadrio financeiro e mídia, presos na Lava Jato.
Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado-Maior, reformado.
Posted: 22 Apr 2017 05:52 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires
Depois de provocar a Histeria das feminazis em todo Brasil com o escândalo de assédio sexual de José Mayer e de lançar mais um picareta (o tal Melão, ou Mamão, eu sei lá) como deputado federal petista no BBB17, a Rede Globo, a organização criminosa mais nojenta, vagabunda e corrupta do Brasil, segue na ofensiva cultural.
Lançaram "Os dias eram Assim" que deveria, na verdade, se chamar "O que é isso, Surfistinha?", porque mais parece uma mistura de "O que é Isso, Companheiro?"com "Bruna Surfistinha"
Aparentemente trata-se da filha de um "Odebrecht ligado ao DOPS" (um empresário malvado da construção civil que gosta de tortura) que se envolve com um médico metrossexual (é esse o termo?) cujo irmão é comunista.
A Globo usa a técnica vagabunda de sempre inclusive mostrando um casal dentro de um Fusca, no Rio de Janeiro dos anos 70 (porque médico nos anos 70 era um cara que tinha um Fusca, uma caneta Cross e um apartamento pelo BNH) com a música do Legião Urbana (banda dos anos 80) como fundo musical. Abre a minissérie com uma atriz (cujo nome não quero nem saber) numa cena de nudez para atrair o público da Chinelândia e depois começa com as mensagens subliminares.
Parece que a principal mensagem é - "empreiteiras participaram com militares de coisas parecidas com aquilo que participaram com o Lula" - só esqueceram de mostrar Roberto Marinho na foto com o Costa e Silva...
Vale tudo para distrair os brasileiros da Guerra Civil que a Organização Criminosa Petista promete provocar em Curitiba no dia 3 de maio.
Milton Simon Pires é Médico. Editor do Ataque Aberto.
Posted: 22 Apr 2017 05:50 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja
O texto abaixo é de autoria de Reinaldo Azevedo, jornalista da revista Veja. Foi escrito em janeiro de 2010. Há 6 anos, portanto. Julgo que é hora de voltar a publicá-lo. Os produtores da mini-série da Rede Globo, "Os Dias eram assim", bem que poderiam relatar os fatos históricos como eles são, e não no formato de ficção que exagera em omissões, mentiras e criminosas interpretações ideológicas.
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O que é que os livros de história e boa parte da imprensa escondem de você, leitor? Apenas a verdade.
As esquerdas alegam que o Regime Militar, ao longo de 21 anos, matou 424 dos seus militantes. É um número provavelmente inflado. Mortos comprovados são 293 – os outros constam como "desaparecidos" e se dá de barato que tenham sido mortos por "agentes do regime". Nessa conta, diga-se, estão quatro militantes da ALN-Molipo que foram mortos pelos próprios "companheiros". Ela também inclui os que morreram de arma na mão no Araguaia – já lembro a lista total. Este post tem outro objetivo. E, antes que prossiga, uma questão de princípio: não deveria ter morrido uma só pessoa depois de rendida pelo Estado. Ponto final. Não há o que discutir sobre este particular.
O que não se diz é que o terrorismo de esquerda matou nada menos de 119 pessoas, muitas delas sem qualquer vinculação com a luta política. Quase ninguém sabe disso. Também se consolidou uma outra brutal inverdade histórica, segundo a qual as ações armadas da esquerda só tiveram início depois do AI-5, de 13 de dezembro de 1968. É como se, antes disso, os esquerdistas tivessem se dedicado apenas à resistência pacífica.
Neste primeiro post sobre as vítimas dos terroristas de esquerda, listo apenas as pessoas mortas antes do AI-5: nada menos de 19. Em muitos casos, aparecem os nomes dos assassinos.
Se vocês forem procurar na lista dos indenizados com a Bolsa Ditadura, muitos homicidas estão lá, sendo beneficiados por sua "luta contra a ditadura". Ou, então, suas respectivas famílias recebem o benefício, e o terrorista é alçado ao panteão dos heróis. Quem fez a lista dos assassinados pela esquerda é o grupo Terrorismo Nunca Mais. "Ah, lista feita pelo pessoal da direita não vale!!!" E a feita pela extrema esquerda? Vale? Ademais, estes fatos estão devidamente documentados . Seguem os nomes das 19 pessoas assassinadas antes do AI-5 e, sempre que possível, de seus algozes. Ao longo do dia, publicarei os outros 100 nomes.
Ah, sim: PARA AS VÍTIMAS DA ESQUERDA, NÃO HÁ INDENIZAÇÃO. Como vocês sabem, eles não têm nem mesmo direito à memória. Foram apagados da história pela Comissão da Mentira.
AS VÍTIMAS DAS ESQUERDAS ANTES DO AI-5























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