Lula deverá responder a seis inquéritos com abertura pedida por Fachin; tudo ficará com Moro
VEJA OS NOMES DOS 108 INVESTIGADOS PELA OPERAÇÃO LAVA JATO NA LISTA DE EDSON FACHIN
Ministro Edson Fachin ordena a abertura de inquérito contra três governadores:
CONFIRA A LISTA DOS SENADORES QUE SERÃO INVESTIGADOS NA OPERAÇÃO LAVA JATO PELO MINISTRO EDSON FACHIN
VEJA A LISTA DOS DEPUTADOS FEDERAIS QUE SERÃO INVESTIGADOS NA OPERAÇÃO LAVA JATO PELO MINISTRO EDSON FACHIN
Rede D’Or demite médico Sergio Côrtes, da quadrilha do peemedebista Sérgio Cabral, que assaltava o SUS
Ministério Público Federal diz que empresas investigadas ainda mantêm contratos com o governo no Rio de Janeiro
Médico e ex-secretário Sérgio Côrtes tentou combinar delação premiada
Quadrilha do peemedebista Sérgio Cabral na área da Saúde recebia R$ 450 mil de mesada
Côrtes, da aquele da “Dança do Lencinho” em Paris da turma do peemedebista Sérgio Cabral, é preso
O Rio Grande do Sul está matando seus jovens estudantes dentro dos colégios
Moro nega pedido de Lula para incluir papéis da Petrobras em ação
Marcelo Odebrecht detalha os pagamentos a Lula
Laudo da Polícia Federal aponta que onze contratos da empreiteira propineira Odebrecht deram prejuízo de R$ 5,6 bilhões à Petrobras
Moody's eleva nota da Petrobras e muda perspectiva para positiva
Posted: 11 Apr 2017 04:58 PM PDT
O poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula é alvo de seis pedidos de abertura de inquérito que serão remetidos pelo ministro Edson Fachin, relator do processo da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, para a Justiça Federal em Curitiba. Em um deles, Lula será investigado ao lado do filho Luís Cláudio, o Luleco. Em outro, o poderoso chefão da Orcrim petista divide o inquérito com a mulher sapiens Dilma Rousseff, e os ex-ministros da Fazenda, Guido Mantega e Antonio Palocci. Há ainda outro com Paulo Okamotto e um sobre Angola.
Posted: 11 Apr 2017 01:40 PM PDT
Nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas, fazem parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República encaminhou ao Supremo Tribunal Federal com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht.
Senador da República Romero Jucá Filho (PMDB-RR)
Senador Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG)
Senador da República Renan Calheiros (PMDB-AL)
Ministro da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha (PMDB-RS)
Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD)
Senador da República Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Deputado Federal Paulinho da Força (SD-SP)
Deputado Federal Marco Maia (PT-RS)
Deputado Federal Carlos Zarattini (PT-SP)
Deputado Federal Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara
Deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA)
Deputado federal Milton Monti (PR-SP)
Governador do Estado de Alagoas Renan Filho (PMDB)
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco (PMDB)
Ministro da Cultura Roberto Freire (PPS)
Ministro das Cidades Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB-PE)
Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)
Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Antônio Pereira (PRB)
Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Borges Maggi (PP)
Ministro de Estado da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)
Senador da República Paulo Rocha (PT-PA)
Senador Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)
Senador da República Edison Lobão (PMDB-PA)
Senador da República Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Senador da República Jorge Viana (PT-AC)
Senadora da República Lidice da Mata (PSB-BA)
Senador da República José Agripino Maia (DEM-RN)
Senadora da República Marta Suplicy (PMDB-SP)
Senador da República Ciro Nogueira (PP-PI)
Senador da República Dalírio José Beber (PSDB-SC)
Senador da República Ivo Cassol
Senador Lindbergh Farias (PT-RJ)
Senadora da República Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
Senadora da República Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)
Senador da República Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)
Senador da República José Serra (PSDB-SP)
Senador da República Eduardo Braga (PMDB-AM)
Senador Omar Aziz (PSD-AM)
Senador da República Valdir Raupp
Senador Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Senador da República Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Senador da República Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Senador da República Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Deputado Federal José Carlos Aleluia (DEM-BA)
Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA)
Deputado Federal Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
Deputado Federal Nelson Pellegrino (PT-BA)
Deputado Federal Jutahy Júnior (PSDB-BA)
Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS)
Deputado Federal Felipe Maia (DEM-RN)
Deputado Federal Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
Deputado Federal Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)
Deputado Federal Vicente "Vicentinho" Paulo da Silva (PT-SP)
Deputado Federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
Deputada Federal Yeda Crusius (PSDB-RS)
Deputado Federal Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
Deputado Federal José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão
Deputado Federal João Paulo Papa (PSDB-SP)
Deputado Federal Vander Loubet (PT-MS)
Deputado Federal Rodrigo Garcia (DEM-SP)
Deputado Federal Cacá Leão (PP-BA)
Deputado Federal Celso Russomano (PRB-SP)
Deputado Federal Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
Deputado Federal Pedro Paulo (PMDB-RJ)
Deputado federal Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
Deputado Federal Paes Landim (PTB-PI)
Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB-GO)
Deputado Federal Alfredo Nascimento (PR-AM)
Deputado Federal Zeca Dirceu (PT-SP)
Deputado Federal Betinho Gomes (PSDB-PE)
Deputado Federal Zeca do PT (PT-MS)
Deputado Federal Vicente Cândido (PT-SP)
Deputado Federal Júlio Lopes (PP-RJ)
Deputado Federal Fábio Faria (PSD-RN)
Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)
Deputado Federal Beto Mansur (PRB-SP)
Deputado Federal Antônio Brito (PSD-BA)
Deputado Federal Décio Lima (PT-SC)
Deputado Federal Arlindo Chinaglia (PT-SP)
Ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho
Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)
Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)
Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado
Valdemar da Costa Neto (PR)
Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014
Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010
Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig
Senador Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)
Guido Mantega (ex-ministro)
César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal
Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado
Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro
José Dirceu
Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC)
Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy
Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC
João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia
advogado Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão
Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romer Jucá
Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio
Eron Bezerra, marido da senadra Grazziotin
Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos
Humberto Kasper
Marco Arildo Prates da Cunha
Vado da Farmácia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho
José Feliciano
Posted: 11 Apr 2017 01:18 PM PDT
Robinson Faria - Rio Grande do Norte
Tião Viana - Acre
Renan Filho - Alagoas
Posted: 11 Apr 2017 01:17 PM PDT
Confira os senadores que serão investigados na Lava Jato a partir das delações da Odebrecht:
Do PMDB:
- Eunício Oliveira, do PMDB do Ceará, presidente do Senado;
- Romero Jucá, do PMDB de Roraima;
- Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas;
- Edison Lobão, do PMDB do Maranhão;
- Marta Suplicy, do PMDB de São Paulo;
- Kátia Abreu, do PMDB de Tocantins;
- Eduardo Braga, do PMDB do Amazonas;
- Valdir Raupp, do PMDB de Rondônia;
- Garibaldi Alves Filho, do PMDB do Rio Grande do Norte.
Do PSDB:
- Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais;
- Cássio Cunha Lima, do PSDB da Paraíba;
- Eduardo Amorim, do PSDB de Sergipe;
- Ricardo Ferraço, do PSDB do Espírito Santo;
- José Serra, do PSDB de São Paulo;
Do PT:
- Paulo Rocha, do PT do Pará;
- Humberto Costa, do PT de Pernambuco;
- Jorge Viana, do PT do Acre;
- Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro.
Do PSB:
- Fernando Bezerra Coelho, do PSB de Pernambuco;
- Lidice da Mata, do PSB da Bahia;
- Dalírio Beber, do PSDB de Santa Catarina;
Do DEM:
- José Agripino Maia, do DEM do Rio Grande do Norte;
- Maria do Carmo Alves, do DEM de Sergipe.
Do PP:
- Ciro Nogueira, do PP do Piauí;
- Ivo Cassol, do PP de Rondônia.
Do PCdoB:
- Vanessa Grazziotin, do PCdoB do Amazonas.
Do PTC:
- Fernando Collor de Mello, do PTC de Alagoas.
Do PSD:
- Omar Aziz, do PSD do Amazonas.
Posted: 11 Apr 2017 01:15 PM PDT
- Paulinho da Força (SD-SP)
- Marco Maia (PT-RS)
- Carlos Zarattini (PT-SP)
- Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara
- João Carlos Bacelar (PR-BA)
- Milton Monti (PR-SP)
- José Carlos Aleluia (DEM-BA)
- Daniel Almeida (PCdoB-BA)
- Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
- Nelson Pellegrino (PT-BA)
- Jutahy Júnior (PSDB-BA)
- Maria do Rosário (PT-RS)
- Felipe Maia (DEM-RN)
- Onyx Lorenzoni (DEM-RS)
- Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)
- Vicente "Vicentinho" Paulo da Silva (PT-SP)
- Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
- Yeda Crusius (PSDB-RS)
- Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
- José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão
- João Paulo Papa (PSDB-SP)
- Vander Loubet (PT-MS)
- Rodrigo Garcia (DEM-SP)
- Cacá Leão (PP-BA)
- Celso Russomano (PRB-SP)
- Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
- Pedro Paulo (PMDB-RJ)
- Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
- Paes Landim (PTB-PI)
- Daniel Vilela (PMDB-GO)
- Alfredo Nascimento (PR-AM)
- Zeca Dirceu (PT-SP)
- Betinho Gomes (PSDB-PE)
- Zeca do PT (PT-MS)
- Vicente Cândido (PT-SP)
- Júlio Lopes (PP-RJ)
- Fábio Faria (PSD-RN)
- Heráclito Fortes (PSB-PI)
- Beto Mansur (PRB-SP)
- Antônio Brito (PSD-BA)
- Décio Lima (PT-SC)
- Arlindo Chinaglia (PT-SP)
Posted: 11 Apr 2017 12:01 PM PDT
Cortês, primeiro à esquerda, na dancinha ridícula no Hotel Ritz, em Paris
Em comunicado divulgado na tarde desta terça-feira, a rede D'Or decidiu demitir da empresa o médico ortopedista Sergio Côrtes, preso hoje na operação Fatura Exposta, da companhia. A empresa diz em sua defesa que os fatos e eventos citados na investigação dizem respeito ao período anterior à contratação. Sergio Côrtes era vice-presidente da rede D'Or, uma das mais prestigiadas redes de hospitais do Brasil. A Rede D'Or diz ainda que não fez qualquer repasse ao esquema. Mas na busca e apreensão realizada na residência de Luiz Carlos Bezerra, de acordo com a decisão proferida pelo juiz Marcelo Bretas, constam anotações sobre 300 000 reais pagos por Côrtes (e provenientes da rede D'Or) a Francisco de Assis Neto, o Kiko, homem forte da comunicação do governo Sergio Cabral.
Posted: 11 Apr 2017 11:48 AM PDT
O esquema criado no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e na Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, que chegou a desviar 300 milhões de reais dos cofres do Estado entre 2007 e 2016, ainda pode estar em vigor, segundo o Ministério Público Federal. O ex-secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, foi preso na manhã desta terça-feira na deflagração da Operação Fatura Exposta, desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Côrtes comandou um esquema de cartelização na área da Saúde de 2007 a 2016 que era responsável por uma mesada de 450 000 reais à quadrilha montada pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Segundo o Ministério Público Federal, os contratos oriundos do esquema ainda estão em vigor em âmbito estadual e federal. "Os contratos ainda estão em vigor, sabemos que essa contratação ainda existe, mas continuaremos as investigações para verificar se a corrupção permanece tanto no governo do Estado como em âmbito federal", afirmou o procurador Rodrigo Timóteo. De acordo com as investigações, as fraudes aconteceram em importações, licitações internacionais e superfaturamento em contratos com órgãos públicos e os valores podem ser ainda maiores dos que os já descobertos pela investigação. "Não é algo setorizado. O governo Cabral roubou em todas as áreas. Essa é mais uma perna. Até o fim do ano, vamos mostrar isso", afirmou o procurador Eduardo El Hage. Além de Côrtes, foram presos nesta manhã os empresários Miguel Iskin, presidente da Oscar Iskin, uma das maiores distribuidoras de material médico, e seu sócio, Gustavo Estellita Cavalcanti Pessoa. A operação deflagrada nesta manhã investiga fraudes em procedimentos licitatórios do Into e da Secretaria Estadual de Saúde. A força-tarefa também identificou que Côrtes tentou "embaraçar as investigações" pedindo ao delator César Romero, ex-subsecretário da pasta, que não fechasse acordo de delação premiada. "Côrtes tentou combinar versões. O próprio delator apresentou gravações e imagens à força-tarefa para comprovar. Nós já estávamos com as tratativas de delação premiada quando ele (Côrtes) procurou o colaborador para oferecer pagamentos de advogados e combinar versões de depoimentos", afirmou El Hage. Além de responder por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, Côrtes responderá criminalmente por tentar embaraçar as investigações da Lava Jato. Ao longo das investigações, a força-tarefa da Lava Jato identificou também diversos bilhetes no escritório de Luiz Carlos Bezerra, um dos operadores de Cabral preso na Operação Calicute, que remetem aos valores de propina. "Luiz Carlos Bezerra usava anotações manuscritas, bilhetes e mandava e-mails para si próprio com a contabilidade do esquema. Nesses bilhetes, Miguel Iskin era apontado como 'xerife' que é o nome de uma das empresas dele, a Xerife Serviços e Participações", afirmou o procurador.
Posted: 11 Apr 2017 11:38 AM PDT
O ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, o médico Sérgio Côrtes, teve a prisão decretada pelo juiz Marcelo Bretas por tentar atrapalhar as investigações do Ministério Publico Federal e a Polícia Federal. Em março, ele procurou o ex-braço direito, Cesar Romero, ao descobrir que este havia fechado acordo de colaboração com as autoridades. Em uma conversa, gravada por Romero, Côrtes tentou combinar as declarações que ambos fariam à Justiça, estabelecendo os alvos que seriam delatados e poupando outros envolvidos no esquema de corrupção que desviou pelo menos 300 milhões de reais dos cofres do Estado entre 2007 e 2016. A informação foi confirmada por um dos procuradores da Lava Jato no Rio de Janeiro, Eduardo El-Hage. "O senhor Côrtes procurou o colaborador para combinar versões para uma possível delação premiada. E disse: 'Se você falar uma coisa, e eu outra, isso pode prejudicar nós dois'", explicou o procurador. O médico Sérgio Côrtes, um dos homens de confiança do ex-governador peemedebista Sérgio Cabral ao longo de toda a sua gestão, chegou a negociar um acordo de delação premiada. Com a gravação, ficou claro que ele tentava manipular os depoimentos. "Nessa conversa ele confessa a prática de crimes, indica temas que estaria disposto a falar. E ainda enviou um emissário se oferecendo a pagar os advogados", contou o procurador.
Posted: 11 Apr 2017 11:29 AM PDT
O esquema de corrupção na Saúde revelado pelo Ministério Público Federal nesta terça-feira (11) aponta que a quadrilha do peemedebista Sérgio Cabral recebia uma mesada de 450.000 reais. O dinheiro era desviado na compra de materiais médicos, totalizando 16 milhões de reais em propinas. De acordo com o Ministério Público Federal, o ex-governador recebia 5% do que era desviado na compra de próteses e equipamentos médicos. Também eram peças-chave do esquema os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita, assim como o ex-secretário de Saúde, o médico ortopedista Sérgio Côrtes. Ainda segundo a investigação, Côrtes recebia 2% do valor dos contratos fechados entre a Secretaria de Saúde e o empresário Oscar Iskin. Os dois também mantinham um esquema de divisão de 40% do valor arrecadado com estes contratos. O montante, de acordo com o Ministério Público Federal, era depositado em uma conta do Bank of America, nos Estados Unidos. E o Bank of America, como sempre, caladinho, nunca perguntava a origem do dinheiro que entrava em sua tesouraria. O Bank of América é aquele que já confessou desvios de dinheiro no Brasil, nas décadas de 70 e 80, da Centralsul, no Rio Grande do Sul.
Posted: 11 Apr 2017 11:01 AM PDT
A operação Fatura Exposta, versão da Lava-Jato no Rio de Janeiro, chegou à área da saúde pública e prendeu na manhã desta terça-feira o ex-secretário Sérgio Côrtes. A ação, que revelou um dos mais profundos e duradouros golpes no setor, também levou à prisão os empresários Miguel Iskin, presidente da Oscar Iskin, e seu sócio Gustavo Estellita Cavalcanti Pessoa. Os desvios que levaram à prisão do ex-secretário são equivalentes ao dobro do orçamento anual do Hospital Municipal Souza Aguiar, considerado o hospital com a maior emergência pública da América do Sul. A fraude, aplicada nas regras de importação, permitiu que uma máfia formada por empresários e gestores públicos desviasse, por pelo menos 12 anos (2003-2014), de 40% a 60% de um total de R$ 500 milhões gastos pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES) e pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) em compras internacionais de equipamentos médicos de alta complexidade, como macas elétricas, monitores transcutâneos, aparelhos cirúrgicos e unidade móveis de saúde. A delação premiada de um ex-aliado, reforçada por três gravações de conteúdo comprometedor entregues à força-tarefa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, provocou a prisão do ortopedista Sérgio Côrtes, ex-secretário estadual de Saúde e braço-direito do peemedebista Sérgio Cabral, do empresário Miguel Iskin, presidente da Oscar Iskin, uma das maiores distribuidoras de material médico do País, e de seu sócio, Gustavo Estellita Cavalcanti Pessoa. Na delação, o advogado Cesar Romero Vianna, ex-subsecretário executivo da secretaria e ex-assessor da direção do Into, revelou que a prática de propina contaminou todos os gastos da Secretaria de Saúde. O esquema cobrava 10% de propina dos valores reembolsados. No caso da secretaria, afirmou Romero, 5% eram reservados ao ex-governador Sérgio Cabral, 2% ao ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes, 1% para os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e 1% para a "máquina". Romero levava 1%. A propina para o peemedebista Sérgio Cabral era operada pelo ex-assessor Carlos Miranda, também preso na Operação Calicute. Já o 1% para a "máquina" ficava a cargo do ex-secretário de governo do peemedebista, Wilson Carlos, também alvo da Lava Jato. O golpe consistia em usar a seu favor uma das leis que regulamentam a importação de material hospitalar. No esquema, o Into e a Secretaria Estadual de Saúde, ao adquirir os equipamentos, repassavam aos vendedores desses materiais o valor do custo e mais os impostos obrigatórios. Porém, por serem órgãos públicos, ambos (Into e Secretaria Estadual da Saúde) são isentos de pagar tributos. O dinheiro de impostos que era cobrado a mais (de 40% a 60% do total) virava propina paga pelos fornecedores, afirmou o delator. Além de Sérgio Côrtes, o delator denunciou que a fraude envolve o empresário Miguel Iskin, presidente da Oscar Iskin, empresa distribuidora de material hospitalar, e de seu sócio, Gustavo Estellita Cavalcanti Pessoa. Eles são acusados de comandar um cartel de distribuidoras e fornecedoras de serviços que teria fraudado as licitações da Saúde durante a gestão de Côrtes (2007-2013). As empresas de Iskin receberam R$ 360 milhões em contratos públicos. A força-tarefa vai ouvir os representantes legais das pessoas jurídicas Per Prima Comércio e Representações, Rizzi Comércio e Representações Ltda., Drager Indústria e Comércio Ltda., Stryker do Brasil Ltda., Maquet do Brasil Equipamentos Médicos Ltda., bem como dos requeridos Jonas Ferreira Rigo, Michelle Costa Fonseca e Rodrigo Abdon Guimarães. Outras grandes fabricantes internacionais de material médico foram citados por Cesar Romero como os maiores fornecedores dos equipamentos: Siemens do Brasil Ltda., Philips do Brasil Ltda. e Orthofix do Brasil Ltda. Côrtes confirmou que é amigo e médico de Iskin e sua família há mais de 20 anos. Mas negou ter feito qualquer tipo de negócio com o empresário, que também confirmou o laço de amizade. De acordo com a delação, Estellita atuava como caixa do esquema, providenciando o pagamento da propina e controlando a contabilidade paralela. O grupo contava com uma casa de câmbio, a Folk Travel, para gerar recursos e organizar viagens internacionais.
Posted: 11 Apr 2017 09:48 AM PDT
Um adolescente de 14 anos, Gabriel Silveira de Medeiros, de 14 anos, morreu, no começo da tarde desta segunda-feira, após ser esfaqueado em frente a uma escola em Santa Maria. Segundo a Brigada Militar, o crime ocorreu às 13h40min, na Avenida Secundária, bairro Nova Santa Maria, no portão da Escola Estadual Santa Marta. A vítima era aluno da instituição de ensino. A Polícia Civil ainda investiga a motivação para o crime. Testemunhas relataram que um jovem chamou o adolescente para fora do portão, desferiu uma facada e, em seguida, fugiu. O golpe atingiu o abdômen da vítima, que foi levada ao Pronto-Atendimento (PA) do bairro Patronato, mas não resistiu ao ferimento. Conforme a direção da escola, o aluno estava matriculado no sétimo ano do ensino fundamental. Já o suspeito não estudava na instituição. Devido ao crime, os estudantes foram liberados das aulas desta tarde. Isso é o Rio Grande do Sul atualmente. Os jovens estão indo para as escolas e sendo assassinados, como ocorreu no Colégio Estadual Luiz de Camões, em Cachoeirinha, onde foi assassinada a jovem Marta Avellaneda Gonçalves, de apenas 14 anos, dentro de sala de aula. Quarenta anos consecutivos de destruição do ensino e da escola públicas no Rio Grande do Sul, como é praticado sistematicamente pelo sindico comuno-petista Cpers, só poderia resultar em uma situação dessas. Agora os pais riograndenses não têm mais expectativa de que seus filhos voltarão intactos para casa após as aulas.
Posted: 10 Apr 2017 05:57 PM PDT
O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, contrariou a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decidiu que não vai requisitar à Petrobras a liberação de "dezenas, centenas ou milhares de documentos" solicitados pelos advogados do petista. No entanto, o magistrado autorizou que Lula "consulte todos esses documentos requeridos junto à própria Petrobras". Para Moro, os papéis pedidos pelos advogados do petista "são de muita duvidosa relevância ou pertinência para o objeto da ação penal". "[O direito de] ampla defesa não vai ao extremo de exigir a produção de dezenas, centenas ou milhares de documentos da parte adversa sem que tenham pertinência ou relevância para o processo", afirmou Moro. O petista é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema de cartel e propinas na Petrobras. A denúncia do Ministério Público Federal sustenta que ele recebeu 3,7 milhões de reais em benefício próprio – de um valor de R$ 87 milhões de corrupção – da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012. A defesa de Lula rejeita a acusação. As denúncias ao ex-presidente são relativas ao suposto recebimento de vantagens ilícitas da OAS por meio de um tríplex no Guarujá (SP), litoral de São Paulo, e do armazenamento de bens do acervo presidencial, mantidos pela Granero de 2011 a 2016. A defesa de Lula pede cópias de documentos de operações de seguro ou de resseguros dos contratos de construção narrados na denúncia ou listagem de todos os valores mobiliários, ações, debêntures e dívidas de emissão da Petrobras, suas subsidiárias e coligadas, no Brasil e no exterior emitidos desde janeiro de 2003. "Aparentemente, pretende a defesa demonstrar que as entidades de seguro ou resseguro não teriam detectado corrupção nos contratos da Petrobras, tampouco a Comissão de Valores Imobiliários (CVM) ou a Securities and Exchange Comission [equivalente à CVM nos EUA) (…). "Não havendo prova nos autos de que tais entidades tenham detectado tais crimes, é o que se terá presente no julgamento. Isso não quer dizer necessariamente que os crimes não ocorreram, já que [foram] executados, segundo a denúncia, em segredo", escreveu Moro. Na mesma decisão, o juiz autorizou "apenas por liberalidade" que a defesa de Lula "consulte todos esses documentos requeridos junto à própria Petrobras, extraindo cópia por sua própria conta e custo". "Fica determinado à Petrobras, na pessoa de seus advogados, que comuniquem à empresa estatal a presente determinação e que ela deverá disponibilizar, em sua própria sede ou no local onde se encontrem armazenados, a referida documentação", observou Moro.
Posted: 10 Apr 2017 04:52 PM PDT
Marcelo Odebrecht descreveu para Sergio Moro a planilha do departamento de propinas da empreiteira. Os 4 milhões de reais repassados ao Instituto Lula:
Os 12,4 milhões de reais pagos pela Odebrecht para comprar o prédio do Instituto Lula:
Os 50 milhões de reais em propinas para Guido Mantega usados na campanha de Dilma Rousseff:
Os 13 milhões de reais em espécie sacados por Branislav Kontic, ou Programa B, e entregues a Lula, entre 2012 e 2013:
O Antagonista
Posted: 10 Apr 2017 11:41 AM PDT
Laudo da Polícia Federal anexado aos autos da Operação Lava Jato aponta que 11 contratos da Odebrecht na Diretoria de Engenharia da Petrobras ocasionaram, em valores atuais, um prejuízo direto de R$ 5.684.034.410,52 à estatal. O raio-X da PF pegou licitações da área de Engenharia da companhia entre 2003 e 2014. Segundo a perícia da Polícia Federal, "em valores atuais, o prejuízo direto à Petrobras, somente nos contratos da Diretoria de Engenharia com a empresa Odebrecht, foi de R$ 5.684.034.410,52". A vistoria buscava verificar "vestígios" de cartelização em certames vencidos pelo "clube vip" das empreiteiras. Os aditivos dos contratos analisados não foram examinados, segundo a Polícia Federal. "É possível concluir que as licitações que deram origem aos contratos (...) foram fraudadas mediante a atuação direta do cartel composto pela organização denominada 'Clube dos 16'", destaca o laudo. O documento é datado de 30 de setembro de 2016 e foi subscrito pelos peritos criminais federais João de Castro Baptista Vallim, Regis Signor e Alexandre Bacellar Raupp, que analisaram os contratos com valores superiores a R$ 100 milhões. "Caso as autoridades competentes entendam aplicável o artigo 387, IV, do Decreto-Lei 3689/41, os signatários apontam que esses contratos, vencidos pela Odebrecht (isoladamente ou consorciada a outras empresas), ocasionaram, em valores atuais, um prejuízo direto de R$ 5.684.034.410,52 à estatal", enfatizaram os peritos no laudo agora tornado público. Os peritos afirmam que o prejuízo direto "é decorrente da apresentação de propostas com preços artificialmente majorados". "Nas licitações contaminadas pelo cartel há uma forte tendência de que a empresa escolhida para ser a vencedora tenha como alvo alcançar o maior valor de contrato que a contratante esteja disponível a pagar", registra a Polícia Federal. De acordo com a perícia, foram analisadas 99 licitações das quais participaram 16 empresas investigadas e elaboraram um relatório para cada empreiteira. Os técnicos examinaram planilhas, documentos das Comissões Internas de Apuração da Petrobras, relatórios das comissões de licitação de contratos da Engenharia da estatal e termos do Acordo de Leniência da Setal Engenharia perante o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), o órgão antitruste do governo. "Há evidências suficientes para concluir que o chamado 'Clube dos 16' atuou em cartel para elevar arbitrária e injustamente os preços em licitações da Petrobras, anotam os peritos. "A Odebrecht assinou acordo com autoridades do Brasil, Estados Unidos e Suíça e está em entendimento avançado com alguns países da América Latina para esclarecer sua participação em atos praticados pela companhia. A Odebrecht já adota as medidas adequadas e necessárias para continuamente aprimorar seu compromisso com práticas empresariais éticas e de promoção da transparência em todas as suas ações", disse a empresa por meio de nota.
Posted: 10 Apr 2017 10:54 AM PDT
A agência de classificação de riscos Moody's elevou nesta segunda-feira (10) a nota de crédito da Petrobras de "B2" para "B1" e mudou a perspectiva para positiva. Apesar da revisão para cima, o rating da petroleira está 4 níveis abaixo do grau de investimento, o "selo de bom pagador" que assegura baixo risco de investimento.
Segundo a Moody's, a melhora na nota e na perspectiva da Petrobras reflete a expectativa de "contínuas melhoras no portfólio de liquidez da companhia e métricas financeiras para os próximos 12 meses, o que reduz o risco de crédito" da empresa. A Petrobras perdeu o selo de boa pagadora na Moody's, em fevereiro de 2015 e, em fevereiro de 2016, foi rebaixada para o nível mais baixo do grau especulativo. Em outubro do ano passado, a agência elevou a nota da estatal em um nível, para "B2". De acordo com a Moody's, a melhora no perfil de liquidez da Petrobras ajudou a manter o acesso aos mercados de capitais e refinanciar sua dívida com a emissão de títulos. "O ambiente regulatório no Brasil também melhorou, dando maior suporte aos investimentos de longo prazo", diz a agência. Ainda segundo o relatório sobre a elevação da nota, a Moody's afirma que reconhece que a gestão da Petrobras "mostrou comprometimento com suas metas financeiras e operacionais, como exibido em recentes operações de refinanciamento de sua dívida, uso disciplinado do dinheiro, aumento na produção do petróleo cru e queda nos custos". A agência ponderou que, apesar da melhora, o risco de liquidez ainda preocupa. "É positivo, contudo, que a companhia tenha conseguido negociar com 19 de 27 investidores individuais em disputas judiciais relacionadas à operação lava Jato, reduzindo de alguma forma as incertezas sobre acordos adicionais e multas", diz a Moody's. Altamente endividada, a Petrobras anunciou em setembro um corte de 25% nos investimentos previstos para o período 2017-2021. O plano apresentado pela estatal também incluiu a "vendas de ativos", chamada de desinvestimentos -– uma espécie de privatização, por se tratar de uma empresa com controle estatal. De acordo com a companhia, estavam previstos US$ 19,5 bilhões de "parcerias e desinvestimentos" entre 2017 e 2018, além de US$15,1 bilhões projetados em vendas de ativos entre 2015-2016.
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