Alerta Total
Posted: 15 May 2017 03:30 AM PDT
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
"Estou preocupado. Se quem entrar em 2018 vier com idéias tortas, vai arrebentar tudo. E vai se arrebentar também". Com esta previsão simples e objetiva o economista Armínio Fraga resumiu o cenário de incertezas políticas, econômicas e judiciais para o ano eleitoral de 2018.
Vamos crescer para valer ou teremos, em breve, mais um voo de galinha? Muita coisa vai depender da velocidade da retomada da economia em um Brasil que opera com alta margem de ociosidade dos fatores produtivos, com perigosos gargalos em infraestrutura e risco permanente de falta de energia.
Também são enormes as dúvidas sobre nomes para disputar o Palácio do Planalto. Lula da Silva terá mesmo condições morais e judiciais de ser candidato? O "mito" Jair Bolsonaro terá apoio partidário para concorrer à Presidência, ou será sabotado no meio do caminho? Michel Temer tentará uma temerária reeleição? Algum outro nome "novo" tem condições de angariar apoio partidário e popular para entrar no jogo e vencer?
O chefe da Casa Civil de Michel Temer, Eliseu Padilha, fez uma previsão ao Correio Braziliense: "Sem dúvida nenhuma. Pergunte ao presidente Romero Jucá que ele vai dizer que o PMDB terá candidatura própria à presidência da República".
Apesar do discurso de Padulha, segue outra incerteza: O PMDB se juntará ao PSDB, PSD, DEM e PSB para bancar a aventura presidencial de João Dória – que ainda nem teve tempo de mostrar que consegue gerir, com eficiência, um "país" do tamanho da cidade de São Paulo?
Quem mais bem esculacha e rechaça um eventual retorno de Lula é Armínio Fraga. Em entrevista ao Valor, indagado se teme que o Lula de hoje seja diferente do Lulinha paz e amor do passado, e seja, pelas circunstâncias, mais vingativo, Armínio mandou na lata: "Sim. Tem o do primeiro mandato até a saída do Palocci. Depois tem o Lula dos numerosos e importantes companheiros de governo que estão presos ou processados. O José Dirceu, o Palocci, todos os tesoureiros, líderes, presidentes do partido, líderes do partido na Câmara... Esse Lula hoje está reagindo como uma fera acuada. E aí vem o medo de ele voltar. Além de ter patrocinado uma estratégia completamente ruinosa e um modelo político corrupto, algo completamente inaceitável, que ele não inventou, mas certamente aprofundou. Voltando agora ele traria essa dimensão da raiva, que assusta. Até porque está de fato, no meio de um tiroteio danado. Esse é um cenário complicado, que preocupa. Porque ele vai apelar para como as pessoas se sentiam durante os dois mandatos dele, sem levar em conta que ele próprio patrocinou o desastre que veio a seguir".
Armínio Fraga não aposta na força de Lula: "É difícil dizer se seria um forte candidato para segundo turno, eventualmente até com chance de ganhar. Hoje parece difícil que alguém que no fundo estava por trás de tudo o que aconteceu - a própria Dilma também foi escolha dele, que deu no que deu - imaginar que ele possa se eleger outra vez. Mas não dá para descartar. Pelo visto o país caminha para uma polarização. De um lado Lula, com o PT e seus satélites mais radicais, do outro uma direita conservadora, até hiperconservadora. Em tese haveria um bom espaço para uma candidatura de centro, hoje personificada no Doria".
Todo bem que ainda é cedo para falar nos nomes que disputarão o Palácio do Planalto em 2018. Mas é assustadora demais a dúvida em torno de nomes viáveis e com capacidade de governar o Brasil com um mínimo de honestidade e competência. Está claro que, sem intervenção Institucional, o Brasil não tem solução de verdade. Sem mudança efetiva, vamos enfeitando a galinha no aeroporto...
Retorno aguardado
Releia o artigo de domingo: O perigo do quanto pior melhor no Brasil






















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