Alerta Total
Michel Temer vai até o fim do governo
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Ciberataque e Responsabilidade
O Novo julgamento de Carlos – o Chacal
Posted: 16 May 2017 04:47 AM PDT
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Não precisa ser bidu para prever que Michel Temer vai terminar seu mandato-tampão – a não ser que tenha um problema de saúde inesperado. Os deuses do mercado – que dão sustentação ao Presidente - estão dando bola nenhuma para o julgamento, no Tribunal Superior Eleitoral, para definir se a chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014.
Os controladores econômicos apostam que Temer será poupado – como já deu a entender o supremo-ministro Gilmar Mendes – "em nome da estabilidade conjuntural". A "incompetenta Dilma" caiu porque os donos da grana quiseram. Temer ficará no cargo pelo desejo da mesma turma que detém o poder real, manipulando a política e a economia. Os dias sempre foram assim em Bruzundanga...
Gilmar Mendes, presidente do TSE, deve anunciar a retomada do julgamento da chapa Dilma/Temer no dia 25 de maio ou no começo de junho. Gilmar só volta ao Brasil na quinta-feira – pois está em viagem oficial em São Petersburgo, na Rússia, onde participa da 14ª Conferência Europeia de Órgãos de Organização de Eleições. Gilmar já antecipou que deseja resolver tudo até o final do ano. Ontem, o mercado não se abalou com a liberação do processo para julgamento – feita pelo ministro-relator Herman Benjamin.
O caso vai dar uma esquentadinha. Será retomada a fase de coleta de provas com quatro novos depoimentos: do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, do marqueteiro João Santana, da empresária Mônica Moura, e de André Santana, assistente do casal. Nas delações da Lava Jato, os marketeiros comprovaram que ocorreu abuso do poder econômico na eleição de 2014. Temer deve ser poupado, com a ajuda do depoimento deles.
Mônica e João Santana alegaram que Dilma sabia do uso de caixa 2 na sua campanha à reeleição. No entanto, os marketeiros ressalvaram que não trataram de assuntos financeiros com Temer. O vice-procurador-geral eleitoral Nicolao Dino vai usar tais argumentos para justificar o pedido de que Dilma seja considerada inelegível por oito anos. Porém, Temer será poupado. No máximo, se a chapa toda for punida, ele tem a chance de concorrer na eleição indireta que será marcada no Congresso Nacional para garantir o mandato até o fim.
Temer não teme perder o Palácio do Planalto. O foco dele são os negócios. Não é à toa que o governo promoverá nos dias 30 e 31 de maio o Fórum de Investimentos Brasil 2017, no hotel Gran Hyatt, em São Paulo. Já confirmaram presença pesos-pesados do Capitalismo Global: Sergio Marchionne (CEO mundial da Fiat Chrysler), José Antonio Álvarez (Santander) e presidentes da América Latina ou das subsidiárias brasileiras de empresas como GE, ABB, Siemens, Citi, Credit Suisse, Syngenta, Merck, Shell e State Grid.
Organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o evento vai reunir, com empresários daqui e de fora, os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Dyogo de Oliveira (Planejamento), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Grace Mendonça (Advocacia-Geral da União), Blairo Maggi (Agricultura), Marcos Pereira (Indústria), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) e Ricardo Barros (Saúde).
Temer só deu um sustinho nos rentistas com a promessa de aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda das Pessoas Físicas para R$ 4 mil ou R$ 5 mil. O probleminha é que essa desoneração precisa ser compensada por aumento de outros impostos. Uma das alternativas cogitadas é aumentar a tributação de lucros e dividendos distribuídos aos acionistas de empresas. Outra saída seria cobrar IR sobre lucros de multinacionais que são auferidos no Brasil, porém remetidos, de forma isenta, para o exterior.
Apesar do sustinho, os rentistas não querem Temer fora do Palácio do Planalto. Vale a tese do ruim com ele, pior com outro ainda pior que ele. E assim o Brasil será "reformado", para ficar do mesmo "jeitinho" que sempre...
Releia o artigo desta segunda: Incertezas no galinheiro para 2018
























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