Alerta Total
Hora de descontinuar a putaria
Escâodalo
A liberdade de José Dirceu e o Brasil num longa jornada noite adentro
Liberando Geral
Caos completo
União Soviética – A classe dos solitários
Posted: 05 May 2017 03:38 AM PDT
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Será que o bom velhinho José Dirceu de Oliveira e Silva vai presidir a próxima reunião emergencial do Foro de São Paulo, mesmo usando tornozeleira eletrônica que lhe restringe a saída do prédio onde mora em Brasília – que agora virou "prisão domiciliar"? Se depender da bronca dos brasileiros, tal manobra será dificultada ao máximo. Dirceu só não vai para Cuba que o pariu porque ainda não ousou fugir, nem pedir asilo a Raul Castro. O Zé seria um belo candidato a presidente da Ilha Perdida. Que pena...
Haverá protestos diários na porta da residência do Zé, no sexto andar do Edifício Kopenhagen, no bloco A da quadra 305 do setor sudoeste da capital federal. Condenado no impune Mensalão e, depois, a 34 anos de prisão por corrupção na Lava Jato, com grandes chances de novas condenações, o ideólogo Dirceu vai morar com a jovem mulher Simone Patrícia Tristão Pereira e a filha Maria Antônia, de seis anos – de longe a maior prejudicada nessa história toda, pois estava há um tempão privada da convivência com o pai.
A maioria das pessoas está, definitivamente, de saco cheio. Os honestos pagadores de impostos abusivos e juros estratosféricos, assaltados, roubados e violentados pelo Estado Ladrão, exigem que a "putaria" sofra descontinuidade. A bronca – quase revolta - da população é suprema. Ontem, diante do prédio do Supremo Tribunal Federal, a galera empunhou faixas e cartazes com dizeres bem objetivos: "Estamos com Sérgio Moro"; "Fora Gilmar Mendes! Fora Lewandowski! Fora Toffoli!"; "Juiz que solta ladrão é inimigo da Nação".
Foi bastante tumultuada a chegada do Zé à "prisão domiciliar", às 21h 25min de ontem, conforme mostra o vídeo de Josiel Ferreira, no Youtube...
Ainda bem que ontem o Presidente Michel Temer, no melhor estilo Velhinha de Taubaté, em entrevista à Rede TV!, proclamou que o STF não impôs derrotas à Lava Jato: "O Judiciário é feito de instâncias. Tem o primeiro grau de jurisdição, o segundo grau de jurisdição, o teceiro grau de jurisdição e o Supremo Tribunal Federal. É por instâncias. Não há derrota, há revisão".
Melhor que tal interpretação é a notícia de que todos os casos polêmicos da Lava Jato irão para referendo pelo plenário formado por 11 ministros do Supremo – e não pelas duas turmas isoladamente. A determinação é do ministro relator Luiz Edson Fachin – que ficou muito pt da vida com a soltura de Zé Dirceu e outros réus menos votados. Pelo menos assim, teremos a chance de saber quem realmente está a fim de impedir que as organizações criminosas "continuem com a putaria" – conforme expressão chula usada pelo médico Sérgio Côrtes - ex-secretário de Saúde de Sergio Cabral Filho.
Aliás, já passou da hora de interromper a carreira da bandidagem institucionalizada do Brasil.
Pura avacalhação
O Brasil é tão surreal que torna verossímil a notícia-piada inventada pelo site Humor Político:
Em protesto contra a alta fiança imposta ao ex-marido, Luma de Oliveira passou a usar uma coleira com a palavra LAVA JATO escrita com brilhantes.
De férias no Mediterrâneo, Thor Batista comunicou aos advogados de seu pai que não pagará a fiança de 52 milhões de reais para que Eike cumpra o resto de sua pena em prisão domiciliar.
"Acho estranho que o valor solicitado seja exatamente o mesmo da lancha que estou negociando. É muito opressor experimentar na própria pele os esforços do Judiciário para cercear os direitos dos herdeiros", afirmou Thor, angustiado, no Snapchat. "Pode parecer que cresci com a vida já ganha, mas batalhar com meu irmão Olin por uma parcela maior da herança, em particular a de vovô Eliezer, não foi fácil. Nada caiu do céu para mim."
Piada séria
Um delator da OAS também revelou que a empreiteira tinha um departamento de propina:
O tragicômico foi ele contar que o setor que cuidava da putaria era a "Controladoria"...
É a prova de como a corrupção sistêmica transforma a "Compliance" em "Culpaiance"...
Sem fim
Dançando no TSE
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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 5 de Maio de 2017.
Posted: 05 May 2017 03:33 AM PDT
"País Canalha é o que não paga precatórios".
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira
Enquanto a porcada do planalto protagoniza "O último osso na PQ Paris", veremos até onde chegarão os politicocôs em tal escãodalo.
Logo, logo chegará a carroncinha e todos virarão sabão.
Dona Onça, a cãotragosto mesmo, não deixará o País a esmo.
Haverá festival de torresmo!
Por ironia, já começou a nascer o novo Brasil.
Jovens cultivam o bel canto.
Por quê as empresas esmerdeadas até o pescoço não procuram se redimir (um pouco) dos estragos cometidos, bancando uma montagem de alta classe da ópera Le nozze di Figaro?
Sairá mais barato que uma reles propina para um cãochorro!
Teatros maravilhosoa já temos:
Amazonas (em Manaus), da Paz (em Belém) e assim por diante. Imaginem mais bela ópera de Mozart levada a todos os rincões deste nosso maravilhoso país.
A maior virtude do brasileiro é o amor.
Amor a Deus, amor a Pátria, amor a família.
A encenação termina com o triunfo do amor.
Canalhas fora, reconciliemo-nos todos com nosso grande destino.
Às vezes, para nos proteger, vestimos até a pele de um asno.
Deixemos o mundo pasmo com o nosso ressurgimento.
Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos, apresenta, Encontros Musicais n° 1125, Opera Studio da Unicamp, Árias & Ensembles de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). Diretor Musical: Prof. Dr. Angelo José Fernandes
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
Posted: 05 May 2017 03:32 AM PDT
Fleury perseguiu pessoas?? Perseguiu, sim ! Torturou?? Torturou, sim ! Matou as pessoas?? Matou !!! Agora EU QUERO QUE VOCÊS ME PROVEM que ele fez tudo isso com apoio e a benção do STF, que ele tinha "o STF na mão", que mandou todo mundo "enfiar o processo no cú", que disse que "a Justiça não vale nada", que é um STF de covardes e decretou que as audiências do processo contra ele deveriam ser ao vivo...aí eu mudo de ideia...
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires
José Dirceu está solto: o Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu o pedido dehabeas corpus do seu advogado e com isso mandou um claríssimo recado para Renato Duque e Antônio Palocci: mantenham-se calados e assim o façam pelo menos até o dia dez de maio, quando Lula deverá estar perante Sérgio Moro, em Curitiba.
A mensagem, numa variante perversa daquilo que o Regime Nazista escreveu na entrada do Campo de Concentração de Auschwitz, poderia ser resumida em algo como "O Silêncio Liberta".
Aparentemente funcionou muito bem. Enquanto eu escrevo, a Revista Época publica que Palocci suspendeu suas tratativas de delação premiada. Quanto a Renato Duque, numa de suas primeiras declarações depois da prisão, já havia afirmado que"existe uma hora de falar e uma hora de calar e que aquela era a hora de calar-se".Impossível, portanto, acreditar que ele mesmo (Duque) possa ter esquecido a lição que ensinou a uma imprensa que, ao contrário da Organização Criminosa, não pode calar-se e precisa mentir o tempo inteiro.
Do silêncio que libertou Dirceu, do silêncio que pode libertar Duque e Palocci, existe uma distância gigantesca para o silêncio que se impõem, que na verdade se auto impôs, até hoje, a sociedade brasileira. Uma sociedade tropical, tão barulhenta e tão feliz, tão terrivelmente obrigada a ser feliz...Uma nação que foi às ruas aos milhões e aos berros para derrubar uma criminosa como Dilma Rousseff, tem hoje no silêncio, no isolamento, na incapacidade de cercar o STF e destruí-lo, uma explicação diferente daquela que até então se podia invocar.
Antes era possível dizer que esta é uma nação de covardes, de egoístas ou de indiferentes. Agora não – é uma nação estupefata, é um povo perplexo que começa, pela primeira vez, a entender que já não pode mais contar com instituição alguma.
Calaram-se os cientistas políticos, emudeceram aqueles que chamavam os intervencionistas de loucos, sumiram os que diziam que ainda existem instituições funcionando, não sumiram?? Sair pelas ruas para derrubar uma criminosa imbecil, uma estelionatária capaz de "estocar vento" e "saudar mandioca" é bem mais complicado do que derrubar o Tribunal que manteve seus direitos políticos, não é mesmo ?
A soltura de José Dirceu encerra uma fase, termina um período, decreta o fim de uma crença (já muito frágil) na ideia de um Poder Judiciário que teve sua instância suprema, o maior de seus tribunais, tomado por um grupo de facínoras que o transformou numa espécie de Departamento de Operações Estruturadas do Direito Brasileiro. Digo, sem medo algum de exagerar, que o STF está para Justiça como a Odebrecht esteve para PETROBRAS.
O Supremo Tribunal Federal é parte da Organização Criminosa que destruiu nosso país, seus membros foram escolhidos a dedo por chefes de executivo (antes, durante e depois do Regime Petista) para que se configurasse, ali dentro, uma maioria sem escrúpulos, um grupo de gente sem pudor, sem vergonha nem temor de prestar contas à população quando chegasse a hora de libertar os criminosos que lhes deram, eles mesmos, os cargos de "Ministros".
Dias Toffoli, ao dizer que "a sociedade compreenderá", queria na verdade dizer que"a sociedade aceitará calada". Deixou claro que não acredita numa reação popular à libertação de Dirceu, mostrou que cumpriu a missão para qual foi colocado lá e acabou, de uma vez por todas, com a fantasia de que a Lava Jato vai mudar o país.
Já escrevi uma vez, e repito agora, que a Operação Lava Jato não veio para garantir Estado de Direito algum no Brasil. A Lava Jato só tomou a dimensão que tem hoje porque este Estado de Direito não existe mais. Digo ainda que os membros da Força Tarefa arriscam-se (e Gilmar Mendes e Renan Calheiros já deram voz a esta ideia) a terminar seus dias detidos e acusados de insubordinação, de prisões ilegais, de tortura psicológica ou qualquer outra coisa que a Organização Criminosa possa caracterizar como "abuso de autoridade" para manter seus integrantes livres.
A liberdade de Dirceu veio para manter Duque e Palocci em silêncio e com isso eles podem ganhar a liberdade. O silêncio da sociedade brasileira precisa lhe garantir a consciência, a percepção completa e total, de que não existe mais Justiça nem instituição alguma no país capaz de sustentar uma mudança não traumática, um processo gradual e não violento que combine, que case tão bem, com nosso"jeitinho" ...com a nossa maneira de resolver as coisas "numa boa"..
Decisões de Sérgio Moro não tem mais importância alguma: serão revogadas se assim for conveniente à Organização Criminosa. A prisão de Lula já não é mais relevante: ele será, inevitavelmente, colocado em liberdade pelo STF.
A Operação Lava Jato "acabou" porque chegou, finalmente, ao maior, na verdade ao único, dos seus alvos – o próprio poder Judiciário que lhe deu, até hoje, legitimidade.
Dirceu está solto, Lula está livre, Dilma viaja com despesas pagas pelo povo que a derrubou...O Brasil inteiro é como um daqueles personagens de Eugene O'Neill... Um bêbado, uma viciada em morfina, um avarento, um tuberculoso, presos numa casa que é um inferno, numa noite sem fim, numa Longa Jornada Noite Adentro.
Milton Simon Pires é Médico. Editor do Ataque Aberto.
Posted: 05 May 2017 03:30 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maria Lúcia Victor Barbosa
Em 5 de dezembro de 2016, durante o 10º Encontro Nacional do Poder Judiciário, em Brasília, a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia afirmou que "a sociedade precisa acreditar no Poder Judiciário para que não faça justiça com as próprias mãos".
Seria ideal concordar com a ministra, mas a questão é que justiça se faz através do cumprimento das leis o que não é comum no Brasil. Geralmente ocorrem opiniões pessoais, interpretações esdrúxulas das leis, julgamentos políticos e sai livre quem tem recursos financeiros para pagar bons advogados. Acrescente-se a lentidão da justiça, notadamente do STF.
Exceção se faça ao juiz Sérgio Moro, que apoiado no trabalho de promotores e da Polícia Federal tem prendido provisoriamente e depois sentenciado donos das maiores empreiteiras do país, altos executivos dos governos petista, políticos, ou seja, "presos ilustres", como disse o próprio juiz. Algo inédito no Brasil e sem alongamento de prazos que levam à prescrição dos crimes.
Depois do ministro Joaquim Barbosa, que pôs na cadeia figurões petistas e demais personagens ligadas ao "mensalão", o juiz Moro faz de modo impressionante a diferença no país da impunidade, dos direitos humanos só para bandidos, que parece ainda seguir o costume do tempo das colônias espanholas quando se dizia: "La ley se acata, pero non se cumple".
A atuação de Moro na operação Lava Jato não pode atingir o grande número de deputados e senadores envolvidos em crimes variados porque tais parlamentares desfrutam de foro privilegiado e só podem ser julgados pelo STF de conhecida morosidade, onde falta entrosamento entre os ministros e sobram atitudes incoerentes e impróprias a guardiães da Constituição. Nesse último caso recorde-se o espetáculo deprimente dos então presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-Al) e do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, quando estes rasgaram a Constituição para que os direitos políticos de Dilma Rousseff fossem preservados mesmo tendo sido ela cassada.
É verdade que uma comissão do Senado aprovou nesta semana uma emenda que põe fim ao foro privilegiado. Se depois de transitar nos plenários do Senado e da Câmara se tornardefinitiva, políticos eleitos serão julgados por juízes de primeira instância e não pelo STF. Entretanto, já apareceu uma pegadinha: cogita-se no Congresso que o político só poderá ser julgado em seu domicílio eleitoral e não onde o crime ocorreu. Isso facilita as coisas, pois pode haver eventual pressão sobre o juiz local.
Realmente, há sempre a possibilidade de escapar quando se é poderoso. Afinal, no Brasil o crime compensa e os honestos é que são penalizados com a burocracia infernal, com cobranças absurdas e rigorosas, com dificuldades de toda espécie.
E falando em escapar, os ministros da 2ª Turma, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, contrariando o voto dos ministros Edson Fachin e Celso de Mello libertaram o grande amigo de Lula, José Carlos Bumlai e o ex-tesoureiro do PP, João Cláudio Genu, ambos condenados por Moro. Mantiveram em prisão domiciliar o lobista Fernando Moura e Eike Batista foi para casa com a ajuda providencial do ministro Gilmar Mendes.
A decisão dos três ministros, diferente do entendimento de seus pares da 1ª Turma, baseia-se na opinião de que a pena só pode começar a partir da condenação em segunda instância. Naturalmente, eles ignoram que 34% da população carcerária presa preventivamente apodrece em calabouços pelo país afora. Será que Toffoli, Mendes e Lewandowski pretendem também libertar tais encarcerados na medida em que todos são iguais perante a lei? Isso parece fora de cogitação na medida em que eles não são ilustres, não possuem um exército de advogados bem pagos nem influência política.
Contudo, um outro tipo de "igualdade" continua a favorecer figurões da Lava Jato e, assim, José Dirceu, outrora homem forte do governo Lula, inventor do mensalão, "capitão do time" de mafiosos, acusado de vários crimes foi solto no dia 2 de abril por decisão de Mendes, Toffoli e Lewandowski, que abriram caminho para o fim da Operação Lava Jato.
Na brecha do modus operandi liberou geral a defesa de Antonio Palocci enviou ao STF pedido de sua libertação, negado em decisão liminar – provisória – pelo ministro Edson Fachin, que decidiu enviar o parecer final para plenário do STF. Resta aguardar a deliberação dos 11 ministros a ser feita, não sabe quando, com longos discursos em "juridiquês" incompreensíveis ao comum dos mortais.
De todo modo, o que já ocorreu no STF indica a dificuldade de se aceitar a exortação da ministra Cármen Lúcia, pois não há como acreditar no Poder judiciário. Diante de tal insegurança jurídica não passamos de um país sem respeito às leis, portanto, sem futuro e sem esperança.
Maria Lucia Victor Barbosa é Socióloga.
Posted: 05 May 2017 03:28 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Marcos Coimbra
O Brasil atravessa um dos períodos mais difíceis de sua existência como Nação. A corrupção é um tsunami ilimitado. Os três poderes encontram-se desacreditados. E as consequências são as já esperadas. Vale tudo. Os corruptos são presos por decisão de primeira instância e soltos em grau superior, independentemente do grau de lesão à sociedade brasileira.
É inadmissível que magistrados decidam sobre processos em que deveriam declarar seu impedimento, em franco descumprimento da legislação vigente. O exemplo dado é um claro sinalizador para todos os cidadãos. A recente decisão de membros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao mandar libertar o Sr. José Dirceu, bem como as anteriores, em relação aos Srs. Bumlai, Genu e Eike representam um tapa na cara do cidadão honesto.
Até o goleiro Bruno foi inicialmente solto em decisão monocrática, reformada em boa hora pela primeira turma do Supremo, devido ao clamor público. Agora, agentes penitenciários invadem o ministério da Justiça, reivindicando sua retirada do regime geral proposto pelo Executivo. Querem passar para o regime especial. Aliás, todo mundo quer que os demais paguem a conta da corrupção, da criminosa concessão de subsídios, isenções e da não cobrança da dívida existente por organizações de porte como JBS, Banco do Brasil, CEF etc. Não os próprios. Já é uma excrescência os privilégios concedidos ao andar de cima, imunes a qualquer reforma prejudicial aos seus interesses corporativos. E cada vez aumenta mais a composição da categoria dos príncipes. Até o limite máximo do teto constitucional é flexibilizado pelo Supremo.
De acordo com a decisão, o cálculo do teto vale para cada salário isoladamente, e não sobre a soma das remunerações. Na prática, estes servidores poderão ganhar mais que R$ 33,7 mil, valor dos salários dos próprios ministros do Supremo, valor máximo para pagamento de salário a servidores públicos. A decisão da Corte também terá impacto no Judiciário e no Ministério Público, porque muitos juízes e promotores também são professores em universidades públicas, inclusive, alguns ministros do STF. Enquanto isto mais de 60% dos aposentados no Brasil recebem menos de dois salários mínimos (SM). Quanto a pensionistas é melhor nem falar. E a tendência, caso a reforma da previdência proposta em sua forma ortodoxa seja aprovada, é todo mundo receber pouco mais de um SM, apesar de contribuir para obtenção de valores mais elevados. Isto caso consiga trabalhar formalmente durante o tempo exigido.
No Rio de Janeiro, estamos vivendo uma situação de guerrilha urbana. Os acontecimentos do dia 02 de maio demonstram claramente aquilo que qualquer pessoa com o mínimo de discernimento já sabia. As ações ocorridas no dia 28 de abril já sinalizavam o cenário existente, com a clara indicação de seu agravamento. Naquele dia eram grupos de vândalos em ação coordenada, depredando próprios públicos e particulares, impedindo o direito de ir e vir da população, intimidando o cidadão comum e ocasionando vultosos prejuízos, a serem pagos pelo contribuinte, ao final do processo.
O crescimento do poder dos agentes do narcotráfico, agora bem organizados, possuidores de armamento sofisticado, apoiados por uma mídia permissiva, com a cobertura de "comissões de direitos humanos" protetoras destas agressões, alicerçadas em uma crescente tentativa de imobilização das forças de segurança através de medidas diretas e indiretas, configuram o caos profundo existente na antiga cidade maravilhosa. Era o que faltava para a constatação do predomínio da barbárie. Não temos mais segurança sequer para caminhar nas ruas.
Não há mais governo, nem autoridade. O descumprimento por parte das "autoridades" estaduais e municipais da satisfação das necessidades coletivas do povo é um escândalo. A brava Polícia Militar do Rio de Janeiro, apesar das adversidades, da falta de apoio e de comando eficaz e da insuficiência de meios (combustível, armas modernas, munição etc.) revela-se uma tropa de alto rendimento. Sua atuação é digna de todos os elogios. Fazem o impossível, sem que obtenham um mínimo de reconhecimento por grande parte da população anestesiada pela vil campanha empreendida por mal intencionados. Imaginem se eles resolvessem entrar em greve como a do Espírito Santo.
Para o Brasil, a esperança é apenas em Deus. Para o Rio, uma intervenção federal urgente, mas só sob o comando de um oficial general.
Economista Marcos Coimbra, Professor, Assessor Especial da Presidência da ADESG, Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Acadêmico fundador da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano.
Página: www.brasilsoberano.com.br- mcoimbra@antares.com.br
Posted: 05 May 2017 03:27 AM PDT
Garotão Stalin























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