Boletim IPCO - Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
Posted: 07 May 2017 07:52 AM PDT
Em sua bela alocução do Natal de 1952, a nosso ver um dos documentos mais profundos, até aqui publicados por um Papa, o Santo Padre Pio XII pôs em evidência que o tecnicismo contemporâneo, ao par das realizações brilhantes que tem alcançado, cria também para o homem problemas complexíssimos. Com efeito, a máquina – “alma” […]
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Plinio Corrêa de Oliveira
Vida mecânica, vida natural
Por Plinio Corrêa de Oliveira
- 7 de maio de 2017
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Nosso primeiro clichê apresenta um conglomerado de homens nessas condições. Trata-se de trabalhadores utilizados em construções civis destinadas ao esforço de guerra aliado. Operários à espera de entrar na fábrica, público aguardando a abertura de um estádio, massa humana num pátio de estação esperando um trem; por toda a parte as fisionomias são estas. Infelizes multidões vivendo sob o jugo sombrio, nivelador, despersonalizante, da máquina.
* * *
Publicamos hoje um aspecto típico do ambiente popular alsaciano [reproduction d’aquarelle de P. KAUFFMANN (1877-1937) parue dans l’ILLUSTRATION en 1919], ainda impregnado da atmosfera da vida agrícola tradicional, não mecanizada. Os personagens, numa atitude plácida, distendida, afável, bem característica do camponês, conversam. Com plena naturalidade, as personalidades se manifestam em sua riqueza e diversidade. Nada aí é padronizado. Muito pelo contrário, as diferenças de sexo, idade, temperamento pessoal, são evidentes. Os homens são homens, as mulheres são mulheres, o velho é um velho, e o menino, um menino. Ninguém tem a preocupação de ser moço antes… ou depois do tempo. Mais ainda. A grande variedade de trajes que aí se observa tem sua explicação. Cada um destes trajes é típico de uma pequena região, ou aldeia. É que tal é a variedade de ambiente psicológico em cada uma, que lhe foi como que necessário desabafa-la em uma arte local própria, da qual a indumentária não é senão um dos aspectos.
Quanta riqueza de alma nesta variedade. E quanto empobrecimento espiritual nas nossas modas cosmopolitas, em que o mesmo corte, a mesma forma, os mesmos tecidos, quase as mesmas cores são impostas ao mundo inteiro.
- Publicado originalmente na revista “Catolicismo” Nº 55 – Julho de 1955, na seção Ambientes, Costumes e Civilizações.
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Plinio Corrêa de Oliveira
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Homem de fé, de pensamento, de luta e de ação, Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995) foi o fundador da TFP brasileira. Nele se inspiraram diversas organizações em dezenas de países, nos cinco continentes, principalmente as Associações em Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), que formam hoje a mais vasta rede de associações de inspiração católica dedicadas a combater o processo revolucionário que investe contra a Civilização Cristã. Ao longo de quase todo o século XX, Plinio Corrêa de Oliveira defendeu o Papado, a Igreja e o Ocidente Cristão contra os totalitarismos nazista e comunista, contra a influência deletéria do "american way of life", contra o processo de "autodemolição" da Igreja e tantas outras tentativas de destruição da Civilização Cristã. Considerado um dos maiores pensadores católicos da atualidade, foi descrito pelo renomado professor italiano Roberto de Mattei como o "Cruzado do Século XX".
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