Ciência confirma a Igreja: “Na dieta dos Templários, o segredo de sua longevidade?” plus 1 mais |
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Posted: 04 Jul 2016 01:30 AM PDT
O estudo e a produção de alimentos saudáveis é uma área na qual a ciência vem aplicando seus melhores recursos e conhecimentos. Diversas especialidades da Medicina também se aplicam na análise das dietas mais apropriadas para a saúde dos variados tipos humanos, sadios e doentes, crianças, jovens e velhos, moradores da cidade, esportistas, e até astronautas. Na Igreja Católica, as Ordens religiosas têm – ou tinham – normas especiais para a alimentação de seus membros em função de suas respectivas vocações e missões. Encontramos desde Ordens penitenciais contemplativas de uma austeridade e penitências admiráveis e impressionantes, até Ordens dedicadas às atividades apostólicas, inclusive manuais, que têm um regime muito mais farto. Os adversários da Igreja muitas vezes tentaram explorar os diversos graus de rigor das Ordens religiosas para debochar delas como exemplos de costumes atrasados, primitivos e em desacordo com a natureza humana, sua saúde e bem-estar. Outras vezes, os mesmos difamadores espalham que os monges viviam uma vida desregrada em meio a comilanças e bebedeiras indescritíveis que lhes encurtavam a vida. Agora, uma equipe internacional de professores de Medicina na revista acadêmica 'Digestive and Liver Disease' apresentou um trabalho científico inesperado, cujo título diz tudo: "A dieta dos cavaleiros templários foi o segredo de sua longevidade?" Os Templários – ordem extinta há séculos – pertenciam a uma categoria especial de Ordens religiosas: eram monges cavaleiros, portanto guerreiros, que se dedicavam a proteger os peregrinos na Terra Santa. Nos tempos de paz mantinham hospedagens e hospitais imensos e modelares, gratuitos para todos. Também vigiavam estradas e locais perigosos, com tarefas análogas à das polícias militares e de fronteira modernas. Em tempos de guerra, integravam as tropas de elite cristãs que combatiam contra o Islã e empreendiam campanhas em locais inóspitos ou insalubres, não raras vezes padecendo fome ou sede, constrangidos a comer miseravelmente ou beber água suspeita. Essa vida peculiar os levava a seguir os conselhos de São Bernardo, de se manterem fortes e saudáveis para o momento de enfrentar os inimigos da Cruz. Os autores do trabalho sobre a dieta dos frades templários são o Prof. Francesco Franceschi, docente do Instituto de Medicina Interna da Universidade Católica de Roma; o Prof. Roberto Bernabei, do Departamento de Gerontologia e Geriatria da Universidade Católica do Sagrado Coração de Roma; o Prof. Peter Malfertheiner, do Departamento de Gastrenterologia, Hepatologia e Doenças Infecciosas da Universidade Otto-von-Guericke de Magdeburg, Alemanha; e o Prof. Giovanni Gasbarrini, da Fundação de Pesquisas na Medicina ONLUS, de Bolonha, Itália.
Os cientistas identificaram a explicação desse paradoxo no regime alimentar dos monges guerreiros. Debruçando-se então nos documentos da era medieval em busca de uma explicação científica, chegaram à ideia de que a dieta ajudou esses monges-soldados a viver muito mais tempo que a média da época. Naqueles tempos, a expectativa de vida oscilava entre 25 e 40 anos. Mas, segundo as fontes históricas, muitos Templários não só viveram até 70 anos, mas eram também mais saudáveis e fortes. Tudo isso contribuía a circundar a Ordem dos Cavaleiros do Templo com uma áurea de admiração e reverência. Nos afrescos e nas estátuas eles eram representados como homens altos e robustos, imponentes e cheios de vigor. E em geral eram assim. Para isso não tinham nenhuma fórmula mágica, nem elixir fantasioso: sua excepcional longevidade e sua ótima saúde eram geralmente atribuídas a um dom divino, mas também se deviam muito provavelmente a sua Regra monástica, também inspirada pela graça. O regime alimentar dos monges-guerreiros não era nada pobre, mas muito variegado e, sobretudo, muito sadio quando analisado à luz do que ensina a dietética moderna. Comiam pouca carne: não mais que duas ou três vezes por semana. Em seu lugar, muitos legumes e peixe, queijo, azeite e frutas frescas. Além do mais, deviam respeitar regras de higiene para ir à mesa, dispor o refeitório e os pratos, e dar grande atenção à qualidade do que comiam. Os Templários, como os monges em geral, comiam com muita sabedoria e por isso se alimentavam melhor. As categorias sociais que não participavam dessa sabedoria podiam pecar por excesso ou carência num sentido ou noutro. Mas podiam bater sempre na porta dos conventos e serem acolhidos com generosidade na mesa dos religiosos. Os monges hospitalários de São João de Jerusalém, mais conhecidos como Ordem de Malta, ainda hoje existentes, também eram guerreiros de elite. Nos tempos de paz fundaram em Jerusalém o Hospital, no sentido de hospedagem. A instituição virou também hospital para doentes e foi tão modelar que os hospitais hoje herdam seu nome. No Hospital os monges guerreiros e hospitalares não podiam tomar refeições até terem garantido as dos doentes e romeiros dos quais cuidavam. Pela Regra, deviam tratá-los como se fossem o próprio Jesus Cristo. Em todas as classes a obesidade era considerada símbolo de riqueza e bem-estar. As categorias sociais mais ricas em geral exageravam o consumo de carnes e gorduras. Por isso, observa o estudo, na nobreza eram frequentes a gota, a obesidade, a diabete e as doenças provocadas por altos níveis de colesterol e triglicérides. Mas os Templários, que provinham em geral de famílias nobres, em virtude de uma dieta nutritiva, sã e equilibrada, gozavam de uma saúde decididamente melhor.
Assim diz o Dr. Franceschi no referido estudo: Estavam proibidos de caçar e se dedicavam preferentemente à criação de peixes. Consumiam muitos frutos do mar. Os autores do estudo consideram que agindo dessa maneira "se beneficiavam do efeito positivo dos ácidos grassos ômega-3 sobre os níveis hemáticos de colesterol e triglicérides, além do efeito antioxidante e antidepressivo dos moluscos". Mas não era só isso: os Cavaleiros Templários, obedecendo às disposições de sua Regra, lavavam as mãos antes das refeições, mantinham o refeitório sempre bem arrumado e as toalhas muito limpas. Aqueles que executavam tarefas manuais de tipo agrícola, por exemplo, não podiam servir os alimentos na mesa. Trata-se obviamente de regras de boa conduta que favorecem a higiene na mesa e previnem a difusão de infecções. Nos documentos históricos transparece que também seu modo de beber era muito saudável. Bebiam em quantidades moderadas um vinho de palmeira de baixa graduação alcoólica, típico da Terra Santa, que, segundo o estudo, "tem uma propriedade antiplaquetária inteiramente semelhante à cardioaspirina". Acrescentavam polpa de Aloe vera, uma planta dotada de efeitos antissépticos e fungicidas muito útil nos países de clima desértico cálido. Bebiam a água misturada com suco de laranja para desinfetá-la e aproveitar o necessário aporte de vitamina C.
Como conclusão, os professores de medicina acreditam que a dieta e o estilo de vida podem ser a explicação da extraordinária longevidade dos Cavaleiros Templários. E, se isto for verdadeiro, o ditado "aprender do passado" nunca se aplicou com tanta propriedade. | ||||||||||
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Posted: 20 Jun 2016 01:30 AM PDT
O matemático Bruno Barberis, professor de Mecânica Racional na Universidade de Turim, desenvolveu um cálculo estatístico sobre a probabilidade de o Santo Sudário ser efetivamente o lençol mortuário que envolveu o corpo de Jesus. O cálculo tomou como ponto de partida a imponente massa de dados coletados por outras ciências e submetidos à crítica da comunidade científica. O resultado do professor Barberis é que a chance de o Santo Sudário não ser verdadeiro é de uma em 200 bilhões. O autor publicou seus resultados explicando o método empregado no trabalho "L'uomo della Sindone e il calcolo delle probabilità" (O homem do Santo Sudário e o cálculo de probabilidade, Bruno Barberis, in AaVv, "Sindone. Vangelo-storia-scienza", Elledici 2010, pp.231-246). Numa entrevista à agência Zenit o professor Barberis explicou como chegou a tal número. "Trata-se de um cálculo feito para verificar a correlação entre a descrição que emerge da imagem que vemos no Santo Sudário e a narração da Paixão e Morte de Jesus que lemos nos Evangelhos. "Podemos avaliar de modo quantitativo a probabilidade de que o Homem do Sudário seja verdadeiramente o mesmo Homem do Evangelho? "Pelos exames confirmados sabemos que se trata de um homem torturado e crucificado. Um dos muitos da História, considerando que a crucificação foi usada desde o século VII antes de Cristo até pelo menos a época do imperador Constantino. "Trata-se de um período de pouco mais de mil anos, no qual se pode calcular talvez alguns milhões de crucificados e com certeza algumas centenas de milhares.
"Portanto, os números são elevados. Mas podemos deduzir algumas características do Santo Sudário ligadas a tudo o que aconteceu a esse homem em particular. "Por exemplo: – os golpes no rosto, – a fratura da cartilagem nasal, – o hematoma no pômulo direito, – as feridas nas arcadas ciliares, – o casco de objetos pontiagudos sobre a cabeça que provocou uma trintena de feridas com suas respectivas hemorragias, – o fato de ter carregado nas costas uma peça rústica e pesada que lhe provocou duas grandes chagas, que terá sido muito provavelmente a trave horizontal da cruz. "Podemos acrescentar: – o fato de ter sido flagelado, crucificado com pregos numa época em que se preferia cordas em lugar de pregos; – o fato de ter sido ferido no tórax depois da morte; – o fato de ter sido envolvido num pano fúnebre como se fazia só com as personalidades importantes, porque os ritos fúnebres custavam caríssimo e os crucificados em geral eram escravos ou prisioneiros de guerra, certamente não romanos, porque era proibido crucificar os cidadãos romanos. "Também destacamos como o corpo ficou no lençol durante poucas horas, porque não se veem as manchas da decomposição que aparecem por volta de 50-60 horas depois da morte. "Isso significa que esse corpo ficou no Sudário durante um número inferior de horas e depois foi tirado e nunca mais reposto. "Todas essas características estão presentes no Santo Sudário e na narração evangélica de Jesus e coincidem na perfeição." O entrevistador perguntou ao matemático Bruno Barberis qual seria a probabilidade de que essas características se verificassem em algum outro homem crucificado ao longo da História. O professor de Turim respondeu: "A flagelação é um dado pouco significativo, porque era aplicada a pelo menos 80% dos crucificados. A crucificação com pregos é mais significativa, pois foi usada em pelo menos 50% dos supliciados.
"Certamente não era costume nas crucificações. Não poso garantir que tenha sido o único caso, mas sim que apresenta certamente uma probabilidade muito baixa. "Inclusive a ferida no tórax está fora das normas: se se queria provocar a morte do crucificado, fraturavam-lhe as pernas. Além do mais, a ferida do lado foi infligida depois de ter morrido. "Até a existência do Santo Sudário é um dado significativo: ninguém reclamava os corpos dos crucificados, que certamente não eram envoltos num pano que se costumava comprar dos comerciantes importadores. "Os crucificados eram deixados sobre as cruzes ou sepultados em fossas comuns. Além do mais, o enterro foi feito com presteza e deve ter acontecido algo significativo por onde o corpo ficou poucas horas envolto no véu mortuário. "Se atribuo a cada fato uma probabilidade matemática, a probabilidade geral de que estas condições se verifiquem num outro caso se obtém um número pequeníssimo: 1 entre 200 bilhões. "Quer dizer, a probabilidade de que esses fatos possam se verificar ao mesmo tempo num outro crucificado é quase zero. "Se tivessem sido crucificadas mais de duzentos bilhões de pessoas, eu poderia dizer que poderia haver a probabilidade de um. "Mas no caso isto equivale a dizer que não pode ter acontecido algo do gênero, nem sequer a um só dos supliciados. "Quando eu tenho dois casos que apresentam características similares – Jesus e o Homem do Sudário – e a probabilidade matemática de que eles coincidem é altíssima, eu tenho quase uma certeza". |
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