A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las.
(Santo Agostinho)
Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)-
Leia o primeiro capítulo
Aí está um poder maior que o de transportar montanhas, esgotar o mar e
abalar os céus; poder comparável, de certo modo, àquele primeiro Fiat com que DEUS fez surgir do nada todas as coisas, e que pode mesmo parecer sobrepujar, em outro sentido, aquele Fiat pelo qual a Virgem Santíssima atraiu a seu seio o Verbo Divino.
A Virgem Maria nada mais fez que fornecer a matéria do Corpo de Cristo,
dela formado, de seu puríssimo sangue, mas não por ela nem por sua
operação: enquanto que a voz do sacerdote, sendo instrumento de CRISTO
no ato da Consagração, O reproduz de um modo novo e admirável, quer
dizer, sacramentalmente, e isto tantas vezes quantas consagra.
O bem-aventurado João, o Bom, de Mântua, levou um eremita seu
companheiro a compreender esta verdade. Este não conseguia se persuadir
de que a palavra de um padre tivesse o poder de mudar a substância do
pão no Corpo de JESUS CRISTO, e a do vinho em seu Sangue. O que é mais
deplorável, tinha cedido a essa tentação diabólica. O servo de DEUS
percebeu o erro do companheiro e, conduzindo-o a beira de uma fonte, aí
encheu de água uma taça e deu-lhe de beber.
Depois de sorver toda a água, o outro confessou que jamais, em toda a
sua vida, provara um vinho tão delicioso. Então João, o Bom, disse-lhe:
“Não vedes o milagre, meu querido irmão? Se, por meio de um miserável
como eu, a água se mudou em vinho pela onipotência divina, quanto mais
deveis crer, por meio das palavras do sacerdote, que são palavras de
DEUS, o pão e o vinho mudam-se no Corpo e Sangue de JESUS CRISTO? Quem
ousaria jamais pôr limites à onipotência de DEUS?”. Bastou isso para
dissipar o engano do eremita, que, expulsando de seu espírito toda a
dúvida, fez grande penitência por seu pecado.
Um pouco de fé, – mas de fé viva, – e confessaremos que inúmeras são as
prodigiosas prerrogativas contidas neste admirável Sacrifício. Aí
veremos, com admiração, renovar-se a toda hora esse prodígio da sagrada
humanidade de JESUS CRISTO, presente em milhares e milhares de lugares, e
desfrutando, por assim dizer, de algo de imensidade que não possui
nenhuma outra coisa, e só a este reservada, em recompensa do Sacrifício
de sua vida, feita a DEUS Altíssimo.
Uma mulher fez com que um judeu incrédulo compreendesse esta verdade por
meio de uma comparação material e grosseira. O homem achava-se numa
praça com muitas pessoas. Nesse momento passou um padre que levava o
Santo Viático a um doente. Todos os presentes se ajoelharam e prestaram
homenagem ao Santíssimo Sacramento. Só o judeu ficou imóvel e não deu
sinal algum de respeito. Vendo isso, a mulher levantou-se furiosa,
arrancou-lhe o chapéu e deu-lhe um vigoroso bofetão, dizendo-lhe:
“Desgraçado, porque não te prostras diante do verdadeiro DEUS presente
neste Divino Sacramento?” – “Que Deus?”, replicou o judeu, “Se fosse
verdade, a consequência seria haver muitos deuses, pois, ao celebrarem a
Missa estaria um em cada um dos vossos Altares”. A estas palavras,
aquela mulher tomou um crivo e, opondo-se ao sol, disse ao judeu que
olhasse os raios filtrando-se pelos buracos. Em seguida, ajuntou:
“Dize-me, há então muitos sóis passando pelas aberturas deste crivo, ou
um só?” E, à resposta do judeu de que não havia senão um sol, a mulher
replicou: “Por que te espantas, então, de que DEUS, feito Homem e feito
Sacramento, possa ter, por um excesso de amor, uma Presença real e
verdadeira sobre vários Altares, permanecendo, no entanto, uno,
indivisível e imutável?”.
Foi o suficiente para confundir a incredulidade do judeu, que por esse
raciocínio se viu constrangido a confessar a verdade de nossa Fé. Ó
santa Fé! Apenas um raio de tua luz, e exclamaremos com fervor: Quem
ousaria estabelecer limites à onipotência de DEUS?
Nesta grande concepção que tinha do poder de DEUS, Santa Teresa dizia,
muitas vezes, que quanto mais sublimes eram os Mistérios de nossa fé, e
profundos e impenetráveis à nossa inteligência, com tanto mais força e
felicidade neles acreditava, sabendo bem que DEUS Todo-poderoso pode
fazer prodígios infinitamente maiores. Reanimai, espontaneamente, vossa
fé e confessai que este Divino Sacramento é o Milagre dos milagres, a
Maravilha das maravilhas, e que sua maior excelência consiste em
ultrapassar nossa pobre inteligência. E tomados de admiração dizei e
repeti muitas vezes: Oh! Que grande Tesouro! Que imenso Tesouro! Se,
porém, sua excelência prodigiosa não vos comove, que vos toque, ao
menos, sua soberana necessidade.
** Ler o quarto capítulo
** Assine a revista O Fiel Católico digital e receba nossas
novas edições mensais em seu e-mail por uma colaboração mensal de apenas
R$7,00. Ajude-nos a continuar trabalhando pelo esclarecimento da fé
cristã e católica!
AVISO aos comentaristas:
Este
não é um espaço de "debates" e nem para disputas inter-religiosas que
têm como motivação e resultado a insuflação das vaidades. Ao contrário,
conscientes das nossas limitações, buscamos com humildade oferecer
respostas católicas àqueles sinceramente interessados em aprender. Para
tanto, somos associação leiga assistida por santos sacerdotes e composta
por professores doutores, mestres e pesquisadores. Aos interessados em
batalhas de egos, advertimos: não percam precioso tempo (que pode ser
investido nos estudos, na oração e na prática da caridade) redigindo
provocações e desafios infantis, pois não serão publicados.
(Santo Agostinho)
Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)-
A palavra de um homem opera o Sacrifício (Excelências da Santa Missa– III)
Leia o primeiro capítulo
Por S. Leonardo de Porto-Maurício, da Ordem dos Frades Menores
ADMIRAI-VOS, TALVEZ, de me ouvir dizer que a Missa é uma obra
maravilhosa? E não é, com efeito, inefável Maravilha o que opera a
palavra de um humilde sacerdote? Que língua angélica ou humana poderia
explicar Poder tão excessivo?
Quem, jamais, poderia imaginar que a palavra de um homem, que não tem,
naturalmente, a força de levantar da terra uma palha, receberia da Graça
o poder surpreendente de fazer descer do Céu o Filho de DEUS?
![]() |
| S. Leonardo de Porto-Maurício |
maravilhosa? E não é, com efeito, inefável Maravilha o que opera a
palavra de um humilde sacerdote? Que língua angélica ou humana poderia
explicar Poder tão excessivo?
Quem, jamais, poderia imaginar que a palavra de um homem, que não tem,
naturalmente, a força de levantar da terra uma palha, receberia da Graça
o poder surpreendente de fazer descer do Céu o Filho de DEUS?
Aí está um poder maior que o de transportar montanhas, esgotar o mar e
abalar os céus; poder comparável, de certo modo, àquele primeiro Fiat com que DEUS fez surgir do nada todas as coisas, e que pode mesmo parecer sobrepujar, em outro sentido, aquele Fiat pelo qual a Virgem Santíssima atraiu a seu seio o Verbo Divino.
A Virgem Maria nada mais fez que fornecer a matéria do Corpo de Cristo,
dela formado, de seu puríssimo sangue, mas não por ela nem por sua
operação: enquanto que a voz do sacerdote, sendo instrumento de CRISTO
no ato da Consagração, O reproduz de um modo novo e admirável, quer
dizer, sacramentalmente, e isto tantas vezes quantas consagra.
O bem-aventurado João, o Bom, de Mântua, levou um eremita seu
companheiro a compreender esta verdade. Este não conseguia se persuadir
de que a palavra de um padre tivesse o poder de mudar a substância do
pão no Corpo de JESUS CRISTO, e a do vinho em seu Sangue. O que é mais
deplorável, tinha cedido a essa tentação diabólica. O servo de DEUS
percebeu o erro do companheiro e, conduzindo-o a beira de uma fonte, aí
encheu de água uma taça e deu-lhe de beber.
Depois de sorver toda a água, o outro confessou que jamais, em toda a
sua vida, provara um vinho tão delicioso. Então João, o Bom, disse-lhe:
“Não vedes o milagre, meu querido irmão? Se, por meio de um miserável
como eu, a água se mudou em vinho pela onipotência divina, quanto mais
deveis crer, por meio das palavras do sacerdote, que são palavras de
DEUS, o pão e o vinho mudam-se no Corpo e Sangue de JESUS CRISTO? Quem
ousaria jamais pôr limites à onipotência de DEUS?”. Bastou isso para
dissipar o engano do eremita, que, expulsando de seu espírito toda a
dúvida, fez grande penitência por seu pecado.
Um pouco de fé, – mas de fé viva, – e confessaremos que inúmeras são as
prodigiosas prerrogativas contidas neste admirável Sacrifício. Aí
veremos, com admiração, renovar-se a toda hora esse prodígio da sagrada
humanidade de JESUS CRISTO, presente em milhares e milhares de lugares, e
desfrutando, por assim dizer, de algo de imensidade que não possui
nenhuma outra coisa, e só a este reservada, em recompensa do Sacrifício
de sua vida, feita a DEUS Altíssimo.
Uma mulher fez com que um judeu incrédulo compreendesse esta verdade por
meio de uma comparação material e grosseira. O homem achava-se numa
praça com muitas pessoas. Nesse momento passou um padre que levava o
Santo Viático a um doente. Todos os presentes se ajoelharam e prestaram
homenagem ao Santíssimo Sacramento. Só o judeu ficou imóvel e não deu
sinal algum de respeito. Vendo isso, a mulher levantou-se furiosa,
arrancou-lhe o chapéu e deu-lhe um vigoroso bofetão, dizendo-lhe:
“Desgraçado, porque não te prostras diante do verdadeiro DEUS presente
neste Divino Sacramento?” – “Que Deus?”, replicou o judeu, “Se fosse
verdade, a consequência seria haver muitos deuses, pois, ao celebrarem a
Missa estaria um em cada um dos vossos Altares”. A estas palavras,
aquela mulher tomou um crivo e, opondo-se ao sol, disse ao judeu que
olhasse os raios filtrando-se pelos buracos. Em seguida, ajuntou:
“Dize-me, há então muitos sóis passando pelas aberturas deste crivo, ou
um só?” E, à resposta do judeu de que não havia senão um sol, a mulher
replicou: “Por que te espantas, então, de que DEUS, feito Homem e feito
Sacramento, possa ter, por um excesso de amor, uma Presença real e
verdadeira sobre vários Altares, permanecendo, no entanto, uno,
indivisível e imutável?”.
Foi o suficiente para confundir a incredulidade do judeu, que por esse
raciocínio se viu constrangido a confessar a verdade de nossa Fé. Ó
santa Fé! Apenas um raio de tua luz, e exclamaremos com fervor: Quem
ousaria estabelecer limites à onipotência de DEUS?
Nesta grande concepção que tinha do poder de DEUS, Santa Teresa dizia,
muitas vezes, que quanto mais sublimes eram os Mistérios de nossa fé, e
profundos e impenetráveis à nossa inteligência, com tanto mais força e
felicidade neles acreditava, sabendo bem que DEUS Todo-poderoso pode
fazer prodígios infinitamente maiores. Reanimai, espontaneamente, vossa
fé e confessai que este Divino Sacramento é o Milagre dos milagres, a
Maravilha das maravilhas, e que sua maior excelência consiste em
ultrapassar nossa pobre inteligência. E tomados de admiração dizei e
repeti muitas vezes: Oh! Que grande Tesouro! Que imenso Tesouro! Se,
porém, sua excelência prodigiosa não vos comove, que vos toque, ao
menos, sua soberana necessidade.
** Ler o quarto capítulo
___
Fonte:
Fonte:
MAURÍCIO, Leonardo de Porto. As Excelências da Santa Missa, conforme a ed. romana de 1737 dedicada a S.S. o Papa Clemente XII
ofielcatolico.com.br
ofielcatolico.com.br
Um comentário:
** Assine a revista O Fiel Católico digital e receba nossas
novas edições mensais em seu e-mail por uma colaboração mensal de apenas
R$7,00. Ajude-nos a continuar trabalhando pelo esclarecimento da fé
cristã e católica!
AVISO aos comentaristas:
Este
não é um espaço de "debates" e nem para disputas inter-religiosas que
têm como motivação e resultado a insuflação das vaidades. Ao contrário,
conscientes das nossas limitações, buscamos com humildade oferecer
respostas católicas àqueles sinceramente interessados em aprender. Para
tanto, somos associação leiga assistida por santos sacerdotes e composta
por professores doutores, mestres e pesquisadores. Aos interessados em
batalhas de egos, advertimos: não percam precioso tempo (que pode ser
investido nos estudos, na oração e na prática da caridade) redigindo
provocações e desafios infantis, pois não serão publicados.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postar comentários (Atom)

















certeza a Santa Missa é a renovação do santo sacrifício do calvário,
além de nos alimentar da palavra de Deus nos alimenta da santa
eucaristia, do pão do Céu que é Jesus Cristo.