A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las.
(Santo Agostinho)
Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)-
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cristã e católica!
AVISO aos comentaristas:
Este
não é um espaço de "debates" e nem para disputas inter-religiosas que
têm como motivação e resultado a insuflação das vaidades. Ao contrário,
conscientes das nossas limitações, buscamos com humildade oferecer
respostas católicas àqueles sinceramente interessados em aprender. Para
tanto, somos associação leiga assistida por santos sacerdotes e composta
por professores doutores, mestres e pesquisadores. Aos interessados em
batalhas de egos, advertimos: não percam precioso tempo (que pode ser
investido nos estudos, na oração e na prática da caridade) redigindo
provocações e desafios infantis, pois não serão publicados.
(Santo Agostinho)
Não é o suplício que faz o mártir, mas a causa. (Santo Agostinho)-
Pela Santa Missa agradecemos dignamente a Deus todos os benefícios (Excelências da Santa Missa – VIII)
Leia o primeiro capítulo
Por S. Leonardo de Porto-Maurício, da Ordem dos Frades Menores
A TERCEIRA DÍVIDA ou obrigação é a do reconhecimento pelos benefícios de
que nos cumulou carinhosamente nosso DEUS. Computai todos os favores
que dele tendes recebido, os bens da natureza e da Graça, o corpo, a
alma, os sentidos, as faculdades, a saúde, a vida... A própria Vida,
enfim, de seu Filho JESUS, e a Morte que por nós sofreu, elevam além de
qualquer medida a divida de gratidão que temos para com DEUS. Como
poderemos agradecer-Lhe suficientemente?
Se, duma parte, a lei da gratidão é observada mesmo pelos animais
selvagens, que às vezes mudam sua ferocidade em afeição àqueles que lhe
fazem bem (como quando recebem alimento ou um afago carinhoso), quanto
mais deverá ser ela observada entre os homens, dotados de razão e tão
prodigiosamente favorecidos pela liberalidade de DEUS! Doutra parte,
porém, nossa miséria é tão grande que não temos sequer o meio de
satisfazer pelos menores benefícios recebidos de DEUS. Pois o menor de
todos, provindo das Mãos de tão grande REI e acompanhado dum Amor
infinito, adquire um preço infinito e nos obriga a um reconhecimento
também infinito. Infelizes que somos! Se não podemos suportar o peso de
um só benefício, como poderemos arcar com o fardo de Graças inumeráveis?
Sendo assim, portanto, estaremos destinados à triste contingência de
viver e morrer ingratos para com nosso Benfeitor. Consolai-vos, porém,
pois o meio de dar ações de graças suficientes ao Boníssimo DEUS nos é
ensinado pelo rei Davi, que, contemplando com espírito profético o
Divino Sacrifício, confessava que só ele bastava para dar a DEUS ações
de graças adequadas. "Quid retribuam Domino pro omnibus quae retribuit mihi?", perguntava. “Que retribuirei ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?”
E responde: Calicem Salutaris, ou, segundo outra versão: Calicem Levabo!
“Elevarei ao Céu o Cálice do Senhor”, isto é, oferecer-Lhe-ei um
Sacrifício que será infinitamente agradável, e com o qual somente
satisfarei a minha dívida por tantos e tão grandes benefícios.
Acresce que este Sacrifício foi instituído pelo nosso Redentor,
principalmente para este fim, quero dizer, para reconhecer a divina
Munificência e agradecer-Lhe, e por isso chama-se Eucaristia por
excelência, o que significa “Ação de Graças”. Ele mesmo nos deu o
exemplo, quando na Última Ceia, antes de pronunciar nessa primeira Missa
as palavras da Consagração, elevou os olhos ao céu e deu graças a seu
PAI: "Elevatis oculis in caelum, tibi gratias apens fregit".
Ó divina Ação de Graças, que nos descobre o fim sublime para que foi
instituído este augusto Sacrifício, e nos convida a conformar-nos a
nosso Chefe, a fim de que sempre, ao assistir à Santa Missa, saibamos
servir-nos de tão grande Tesouro, oferecendo-o em ação de graças a nosso
soberano Benfeitor, e associando-nos ao Paraíso todo, à Santíssima
Virgem, aos Anjos e Santos, que se enchem de alegria ao ver-nos render a
nosso adorável DEUS este Tributo de reconhecimento!
A venerável Irmã Francisca Farnese vivia em contínuos tormentos de Amor,
por se ver inteiramente cumulada de Benefícios divinos, sem encontrar o
meio de depor tão pesado fardo, dando ao Senhor um reconhecimento
suficiente. Certo dia apareceu-lhe a Santíssima Virgem e, depondo-lhe
nos braços o Divino Infante (!), disse-lhe: “Toma-O, Ele é teu, e saibas dele servir-te, pois com Ele pagarás todas as tuas dívidas.”!
Ó bem-aventurada Santa Missa, graças à qual o Filho de DEUS é
depositado, não em nossos braços, mas em nossas mãos e em nosso coração!
Uma Criancinha nos é dada, a fim de que dela nos sirvamos, e não há
dúvida de que com ela possamos solver completamente a Dívida de
reconhecimento que temos para com DEUS. Mais ainda: se bem refletirmos,
na Santa Missa damos, de certo modo, a DEUS algo mais do que Ele nos
deu: pois DEUS PAI nos deu somente uma vez o seu Divino FILHO, na
Encarnação, enquanto nós lho damos sem cessar neste Santo Sacrifício.
De modo que parece o sobrepujamos, por assim dizer, se não no próprio
Dom, pois maior não pode haver que o FILHO de DEUS, mas ao menos em
aparência, renovando tantas vezes o mesmo Dom!
Ó imenso, infinito DEUS! Ó DEUS, Fonte do Amor! DEUS todo Amor! Quem
dera pudéssemos ter uma infinidade de línguas para agradecer-vos pelo
incalculável Tesouro que nos destes, instituindo a Santa Missa! E vós,
que fazeis? Abristes enfim os olhos para reconhecer tão preciosíssimo
Tesouro? Se, no passado, Ele foi para vós como um Tesouro Oculto, agora
que começais a conhecê-lo, não exclamais transportados de admiração: Oh! Que admirável Tesouro! Que imenso Tesouro!
** Ler o nono capítulo
Por S. Leonardo de Porto-Maurício, da Ordem dos Frades Menores
![]() |
| S. Leonardo de Porto-Maurício |
que nos cumulou carinhosamente nosso DEUS. Computai todos os favores
que dele tendes recebido, os bens da natureza e da Graça, o corpo, a
alma, os sentidos, as faculdades, a saúde, a vida... A própria Vida,
enfim, de seu Filho JESUS, e a Morte que por nós sofreu, elevam além de
qualquer medida a divida de gratidão que temos para com DEUS. Como
poderemos agradecer-Lhe suficientemente?
Se, duma parte, a lei da gratidão é observada mesmo pelos animais
selvagens, que às vezes mudam sua ferocidade em afeição àqueles que lhe
fazem bem (como quando recebem alimento ou um afago carinhoso), quanto
mais deverá ser ela observada entre os homens, dotados de razão e tão
prodigiosamente favorecidos pela liberalidade de DEUS! Doutra parte,
porém, nossa miséria é tão grande que não temos sequer o meio de
satisfazer pelos menores benefícios recebidos de DEUS. Pois o menor de
todos, provindo das Mãos de tão grande REI e acompanhado dum Amor
infinito, adquire um preço infinito e nos obriga a um reconhecimento
também infinito. Infelizes que somos! Se não podemos suportar o peso de
um só benefício, como poderemos arcar com o fardo de Graças inumeráveis?
Sendo assim, portanto, estaremos destinados à triste contingência de
viver e morrer ingratos para com nosso Benfeitor. Consolai-vos, porém,
pois o meio de dar ações de graças suficientes ao Boníssimo DEUS nos é
ensinado pelo rei Davi, que, contemplando com espírito profético o
Divino Sacrifício, confessava que só ele bastava para dar a DEUS ações
de graças adequadas. "Quid retribuam Domino pro omnibus quae retribuit mihi?", perguntava. “Que retribuirei ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?”
E responde: Calicem Salutaris, ou, segundo outra versão: Calicem Levabo!
“Elevarei ao Céu o Cálice do Senhor”, isto é, oferecer-Lhe-ei um
Sacrifício que será infinitamente agradável, e com o qual somente
satisfarei a minha dívida por tantos e tão grandes benefícios.
Acresce que este Sacrifício foi instituído pelo nosso Redentor,
principalmente para este fim, quero dizer, para reconhecer a divina
Munificência e agradecer-Lhe, e por isso chama-se Eucaristia por
excelência, o que significa “Ação de Graças”. Ele mesmo nos deu o
exemplo, quando na Última Ceia, antes de pronunciar nessa primeira Missa
as palavras da Consagração, elevou os olhos ao céu e deu graças a seu
PAI: "Elevatis oculis in caelum, tibi gratias apens fregit".
Ó divina Ação de Graças, que nos descobre o fim sublime para que foi
instituído este augusto Sacrifício, e nos convida a conformar-nos a
nosso Chefe, a fim de que sempre, ao assistir à Santa Missa, saibamos
servir-nos de tão grande Tesouro, oferecendo-o em ação de graças a nosso
soberano Benfeitor, e associando-nos ao Paraíso todo, à Santíssima
Virgem, aos Anjos e Santos, que se enchem de alegria ao ver-nos render a
nosso adorável DEUS este Tributo de reconhecimento!
A venerável Irmã Francisca Farnese vivia em contínuos tormentos de Amor,
por se ver inteiramente cumulada de Benefícios divinos, sem encontrar o
meio de depor tão pesado fardo, dando ao Senhor um reconhecimento
suficiente. Certo dia apareceu-lhe a Santíssima Virgem e, depondo-lhe
nos braços o Divino Infante (!), disse-lhe: “Toma-O, Ele é teu, e saibas dele servir-te, pois com Ele pagarás todas as tuas dívidas.”!
Ó bem-aventurada Santa Missa, graças à qual o Filho de DEUS é
depositado, não em nossos braços, mas em nossas mãos e em nosso coração!
Uma Criancinha nos é dada, a fim de que dela nos sirvamos, e não há
dúvida de que com ela possamos solver completamente a Dívida de
reconhecimento que temos para com DEUS. Mais ainda: se bem refletirmos,
na Santa Missa damos, de certo modo, a DEUS algo mais do que Ele nos
deu: pois DEUS PAI nos deu somente uma vez o seu Divino FILHO, na
Encarnação, enquanto nós lho damos sem cessar neste Santo Sacrifício.
De modo que parece o sobrepujamos, por assim dizer, se não no próprio
Dom, pois maior não pode haver que o FILHO de DEUS, mas ao menos em
aparência, renovando tantas vezes o mesmo Dom!
Ó imenso, infinito DEUS! Ó DEUS, Fonte do Amor! DEUS todo Amor! Quem
dera pudéssemos ter uma infinidade de línguas para agradecer-vos pelo
incalculável Tesouro que nos destes, instituindo a Santa Missa! E vós,
que fazeis? Abristes enfim os olhos para reconhecer tão preciosíssimo
Tesouro? Se, no passado, Ele foi para vós como um Tesouro Oculto, agora
que começais a conhecê-lo, não exclamais transportados de admiração: Oh! Que admirável Tesouro! Que imenso Tesouro!
** Ler o nono capítulo
___
www.ofielcatolico.com.brFonte:MAURÍCIO, Leonardo de Porto. As Excelências da Santa Missa, conforme a ed. romana de 1737 dedicada a S.S. o Papa Clemente XII
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têm como motivação e resultado a insuflação das vaidades. Ao contrário,
conscientes das nossas limitações, buscamos com humildade oferecer
respostas católicas àqueles sinceramente interessados em aprender. Para
tanto, somos associação leiga assistida por santos sacerdotes e composta
por professores doutores, mestres e pesquisadores. Aos interessados em
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https://www.youtube.com/watch?v=n2ePwz7FZUg
interessante a proposta didática deste vídeo. Talvez, assim, aqueles
que tanto gostam de aplaudir e sambar durante a Santa Missa repensem
algumas de suas convicções...
A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo
Apostolado Fiel Católico
Estou
lendo o livro que você me indicou. É realmente interessante as questões
colocadas, embora eu não veja e nunca tenha vivido convicções como as
que ele coloca. Estou na página 60, conforme for lendo postarei minhas
impressões aqui.
Obrigado.
https://www.facebook.com/video.php?v=1728738370685284&set=vb.1728729460686175&type=2&theater