Alerta Total |
- Políticos permitem que governo roube seu precatório
- Ubiquidade
- Brasil, um País do Futuro
- Ódio a bordo
- Socialismo Real
- Marxismo Cultural - Origens
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Posted: 14 Jun 2017 03:01 AM PDT
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Sob pressão midiática e judicial, Michel Temer já fez uma opção tática bem clara: Não vai renunciar e seguirá sua agenda de "reformas", mesmo com a certeza de que corre risco de ser saído da Presidência – de forma análoga ou até pior com a qual aconteceu com sua ex-companheira Dilma Rousseff. Enquanto isso, a Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, um absurdo que tende a ser referendado pelo Senado: o projeto de lei que permite ao governo federal resgatar R$ 8,6 bilhões em precatórios que estão parados nos bancos e não foram pleiteados por seus beneficiários em dois anos.
Tudo bem que os políticos brasileiros têm demonstrado, na prática, sua tendência a se apropriar do que pertence ao público, e não a eles. Porém, não precisava exagerar tanto na dose de legalização da roubalheira. Precatórios são requisições de pagamento expedidas pela Justiça para cobrar de municípios, Estados ou da União, assim como de autarquias e fundações, o pagamento de valores devidos após condenação judicial definitiva.Portanto, o que a politicalha comete é a legitimação de um crime de apropriação indébita.
A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, ou qualquer autoridade judiciária com bom senso tem a obrigação moral de vir a público condenar tal "roubo legalizado" do dinheiro de quem recorreu ao judiciário para reparar danos cometidos pela máquina estatal na União, Estados e municípios. O lamentável é que a sacanagem com os precatórios faz parte daquele pacotão de reformas que Michel Temer prioriza aprovação no Congresso Nacional.
Não é à toa que a maioria da população vibra de alegria quando vê o juiz Sérgio Moro condenar elementos como Sérgio Cabral Filho a 14 anos de prisão em regime fechado, por crimes relacionados à usurpação do dinheiro público. Mesma felicidade ocorrerá se a primeira turma do Supremo Tribunal Federal determinar, na semana que vem, a prisão preventiva do senador tucano afastado Aécio Neves – denunciado por corrupção. O delírio máximo será quando sair a primeira sentença contra Luiz Inácio Lula da Silva – o que pode ocorrer brevemente.
Triste é a notícia de que Deus levou o jornalista Jorge Bastos Moreno, aos 63 anos,vítima de um edema pulmonar. Sic transit gloria mundi...
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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento. © Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 14 de Junho de 2017. |
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Posted: 14 Jun 2017 02:59 AM PDT
"País Canalha é o que não paga precatórios"
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira
Ontem foi Dia de Santo Antônio.
De Lisboa ou de Pádua?
Isso é relevante?
Sim, não quero rezar pro santo errado!
Qual a graça que você pensa pedir?
Um pouco de sossego em minha vida.
Só isso?
Escuta aqui seu bocó: eu vivo no Brasil e é por isso que clamo por paz.
Sei que há muitos paspalhos. Isso não serve?
Até hoje só conseguiram fazer merda!
Mas é uma temeridade!
Você ainda não viu nada!
E o que farão os brasileiros?
Sei lá!! Talvez esperar a porca torcer o rabo.
É mais fácil o rabo torcer a porca!
E dona Onça?
Está com a síndrome da Bela Adormecida.
Modus in rebus!
Não; penso que é medus in rabus.
Tanto faz; o povo não entende latim! Nem mesmo o tabajara!
Bom! Mas isso um dia terá fim?
Acho que só rezando pro Senhor do Bomfim.
É verdade que há uma guerra?
Sim; a de todos contra todos, também chamada do Fim do Mundo!
Está mais pro Fim dos Imundos.
E o que fazer se não há remédio?
Rir pra não morrer de tédio!
E o palhaço o que é?
Ladrão de "muié" e de otras cositas mas.
Por exemplo?
De nosso futuro, de nossa saúde, de nossa honra e talvez de nossa Pátria.
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
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Posted: 14 Jun 2017 02:57 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Rômulo Bini Pereira
Será exibido em breve nas salas cinematográficas do País um filme sobre Stefan Zweig. Nascido na Áustria, filho de judeus, que se autoexilou no Brasil em 1940 em consequência da ascensão do regime nazista e de sua política antissemita. Era na época — e ainda é — um escritor de renome mundial e que, em sua estada no País, escreveu um ensaio de título "Brasil, Um País do Futuro" para elogiar e ressaltar os pontos positivos do Brasil, enfatizando o modo de vida simples e feliz dos brasileiros, "como se estivessem no paraíso". As citações envaideciam os jovens e lhes davam esperança de tempos áureos para o Brasil.
Passados 80 anos, impera no Brasil um estado de total perplexidade e de revolta diante da desonestidade e desfaçatez que emergiram das delações premiadas de processos judiciais em curso. Bandidos e quadrilhas mancomunados com líderes governamentais e políticos de todos os partidos levaram o País a um caos político, econômico e social que fragiliza, sobremaneira, as maiores instituições nacionais
O Executivo e o Legislativo estão envoltos em crises quase que diárias e em fatos desabonadores, sendo praticamente impossível relatá-los e analisá-los num simples artigo. Resta ao povo o Poder Judiciário, até porque inúmeras decisões dos outros Poderes terminam em questionamentos na mais alta Corte, o STF. Uma inevitável "judicialização" da vida política brasileira. Um procedimento de se transferir responsabilidades nos processos decisórios, um hábito costumeiro das lideranças políticas.
O Poder Judiciário ainda é uma esperança dos brasileiros, em especial pela ação dos Juízes federais de primeira instância. O televisionamento das sessões do pleno do STF permitiu um conhecimento imediato tanto dos processos em curso como dos integrantes da Corte e dos votos que são proferidos. Uma transparência positiva, mas que também mostra alguns aspectos negativos como a influência da política partidária, as desavenças entre seus membros, bem como afrontas ao conhecido jargão que propala que o "juiz só fala nos autos". Alguns analisam e opinam sobre grandes causas em curso, mesmo antes de proferir seu voto e esta exposição, sempre em órgãos televisivos, não tem sido aprovada pela opinião pública, bem como três fatos recentes acontecidos na Instituição.
O primeiro refere-se à delação dos irmãos Batista da JBS, cujas denúncias são liberadas por procuradores em doses homeopáticas, deixando o País em estado total de estupor e incertezas quanto às futuras soluções institucionais. Órgãos de imprensa já apontam falhas que colocam em dúvida a lisura no processo de delação e dos papeis exercidos pelo Ministro Relator e pela Procuradoria Geral da República. E como repercussão maior na sociedade o perdão concedido aos delatores, criando um novo preceito jurídico de que "o crime compensa".
O segundo diz respeito à possibilidade de revisão da decisão adotada pelo pleno do STF quanto à prisão de condenados em segunda instância. A descentralização do Poder Judiciário pela CF/88, criando os Tribunais Regionais, objetivou aliviar a Corte maior e, segundo os constituintes, combater a morosidade e a impunidade dos processos judiciais. Passados 30 anos o quadro jurídico permanece o mesmo com uma única e salutar ação: a Operação Lava Jato, cuja ação, porém, poderá ser esvaziada, em benefício dos infratores com atos recursais que prolongarão seus processos, inclusive com o objetivo de prescrição dos mesmos. Não era este o objetivo dos constituintes de 88. A proposta de revisão provoca, também, um questionamento. Será que os juízes das instâncias inferiores não possuem "saber jurídico e idoneidade" para julgar tais processos?
O terceiro fato é a declaração de um Ministro da Corte a respeito do emprego das Forças Armadas nas recentes manifestações ocorridas na Esplanada dos Ministérios em Brasília. Sua Excelência declarou-se "preocupado" com a medida adotada. Para conhecimento do Sr. Ministro, o emprego é constitucional e já fora, anteriormente, realizado na própria Esplanada. Assim, não se sabe corretamente a razão de sua declaração.
Talvez, data vênia, sua Excelência estivesse "preocupado" com a possibilidade de os baderneiros queimarem o STF ou que as Forças Armadas adotassem uma postura radical de intervenção militar. Nesta última "preocupação", os Comandantes das Forças já alertaram de imediato que suas ações se basearão na legalidade, legitimidade e estabilidade, atitudes que dão relevo aos nossos Poderes constituídos, no nosso frágil sistema democrático.
O País, entretanto, vive num vazio institucional e em meio a um clima de radicalização que está no limite do ponderável e agravado pelas constantes declarações de parlamentares oposicionistas, de líderes sindicais e estudantis que pregam " a luta armada com sangue" para alcançar o poder, como já tentaram no passado e levaram o País a uma luta fratricida. Esses brasileiros, por meio de suas cantilenas ideológicas, concitam, irresponsavelmente, o uso de armas para atingir seus objetivos, procurando, sem dúvida, novos mártires, tal qual o já quase esquecido secundarista Edson Luís.
Os baderneiros estão próximos a conseguir e é o que desejam os gramscistas do Foro de São Paulo. Neste quadro, improvável até pouco tempo atrás, as Forças Armadas não se omitirão e estarão preparadas para garantir a lei e a ordem, pois a Nação- que não pode ser tutelada--, estará em perigo. Todavia, o momento exige um posicionamento acima de quaisquer questiúnculas e consequências. Desde o início da nacionalidade brasileira, o respeito e a credibilidade que elas possuem junto à sociedade serão os fiadores de seus atos.
Por isso, uma comparação do Brasil da década de 40 com os dias atuais permite que se afirme que, se Stefan Zweig estivesse ainda vivo, com tristeza, frustração e desesperança arrepender-se-ia de ter escrito o seu ensaio e poderia induzi-lo a dar outro nome a ele:: Brasil, Um País sem Futuro.
Rômulo Bini Pereira, General de Exército na reserva, foi Chefe do Estado/Maior de Defesa.
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Posted: 14 Jun 2017 02:56 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Miriam Leitão
Sofri um ataque de violência verbal por parte de delegados do PT dentro de um voo. Foram duas horas de gritos, xingamentos, palavras de ordem contra mim e contra a TV Globo. Não eram jovens militantes, eram homens e mulheres representantes partidários. Alguns já em seus cinquenta anos. Fui ameaçada, tive meu nome achincalhado e fui acusada de ter defendido posições que não defendo.
Sábado, 3 de junho, o voo 6237 da Avianca, das 19h05, de Brasília para o Santos Dumont, estava no horário. O Congresso do PT em Brasília havia acabado naquela tarde e por isso eles estavam ainda vestidos com camisetas do encontro. Eu tinha ido a Brasília gravar o programa da Globonews.
Antes de chegar ao portão, fui comprar água e ouvi gritos do outro lado. Olhei instintivamente e vi que um grupo me dirigia ofensas. O barulho parou em seguida, e achei que embarcariam em outro voo.
Fui uma das primeiras a entrar no avião e me sentei na 15C. Logo depois eles entraram e começaram as hostilidades antes mesmo de sentarem. Por coincidência, estavam todos, talvez uns 20, em cadeiras próximas de mim. Alguns à minha frente, outros do lado, outros atrás. Alguns mais silenciosos me dirigiram olhares de ódio ou risos debochados, outros lançavam ofensas.
" Terrorista, terrorista" gritaram alguns.
Pensei na ironia. Foi "terrorista" a palavra com que fui recebida em um quartel do Exército, aos 19 anos, durante minha prisão na ditadura. Tantas décadas depois, em plena democracia, a mesma palavra era lançada contra mim.
Uma comissária, a única mulher na tripulação, veio, abaixou-se e falou:
"O comandante te convida a sentar na frente".
" Diga ao comandante que eu comprei a 15C e é aqui que eu vou ficar" respondi.
O avião já estava atrasado àquela altura. Os gritos, slogans, cantorias continuavam, diante de uma tripulação inerte, que nada fazia para restabelecer a ordem a bordo em respeito aos passageiros. Os petistas pareciam estar numa manifestação. Minutos depois, a aeromoça voltou:
"A Polícia Federal está mandando você ir para frente. Disse que se a
senhora não for o avião não sai".
"Diga à Polícia Federal que enfrentei a ditadura. Não tenho medo. De
nada".
Não vi ninguém da Polícia Federal. Se esteve lá, ficou na porta do avião
e não andou pelo corredor, não chegou até a minha cadeira.
Durante todo o voo, os delegados do PT me ofenderam, mostrando uma visão totalmente distorcida do meu trabalho. Certamente não o acompanham. Não sou inimiga do partido, não torci pela crise, alertei que ela ocorreria pelos erros que estavam sendo cometidos. Quando os governos do PT acertaram, fiz avaliações positivas e há vários registros disso.
Durante o voo foram muitas as ofensas, e, nos momentos de maior tensão, alguns levantavam o celular esperando a reação que eu não tive. Houve um gesto de tão baixo nível que prefiro nem relatar aqui. Calculavam que eu perderia o autocontrole. Não filmei porque isso seria visto como provocação. Permaneci em silêncio. Alguns, ao andarem no corredor, empurravam minha cadeira, entre outras grosserias. Ameaçaram atacar fisicamente a emissora, mostrando desconhecimento histórico mínimo: "quando eles mataram Getúlio o povo foi lá e quebrou a Globo", berrou um deles. Ela foi fundada onze anos depois do suicídio de Vargas.
O piloto nada disse ou fez para restabelecer a paz a bordo. Nem mesmo um pedido de silêncio pelo serviço de som. Ele é a autoridade dentro do avião, mas não a exerceu. A viagem transcorreu em clima de comício, e, em meio a refrões, pousamos no Santos Dumont. A Avianca não me deu " nem aos demais passageiros" qualquer explicação sobre sua inusitada leniência e flagrante desrespeito às regras de segurança em voo. Alguns dos delegados do PT estavam bem exaltados. Quando me levantei, um deles, no corredor, me apontou o dedo xingando em altos brados. Passei entre eles no saguão do aeroporto debaixo do coro ofensivo.
Não acho que o PT é isso, mas repito que os protagonistas desse ataque de ódio eram profissionais do partido. Lula citou, mais de uma vez, meu nome em comícios ou reuniões partidárias. Como fez nesse último fim de semana. É um erro. Não devo ser alvo do partido, nem do seu líder. Sou apenas uma jornalista e continuarei fazendo meu trabalho.
Miriam Leitão é Jornalista. Texto escrito junto com Alvaro Gribel, de São Paulo. Originalmente publicado em o Globo em 13 de junho de 2017.
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Posted: 14 Jun 2017 02:55 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant'Ana
A notícia saiu no bem informado Site Diário do Poder. Um diretor da estatal venezuelana PDVSA (a Petrobras de lá), passou por Paris como um sheik. Na capital francesa, alheio à miséria que infelicita a Venezuela, hospedou se no hotel Four Seasons George V e, só em vinhos finos, gastou uma obscenidade.
Em um canto da adega do hotel, aberta a visitação, ficaram dezenas de garrafas vazias de Petrus, um dos vinhos mais caros do mundo, todas esvaziadas pelo marajá bolivariano. A garrafa de Petrus custa no mínimo US$4 mil (equivalentes a R$13 mil). Mas ele entornou o que havia de mais caro: uma garrafa de Petrus magnum de R$120 mil. E, a julgar pela quantidade, não terá bebido sozinho: entre as garrafas vazias havia várias magnum (1,5 litro).
Que há de estranho? Nada. Em todos (TODOS!) os países em que se esboçou o socialismo é igual: luxo, ostentação, esbanjamento (do dinheiro dos outros!), eis a conduta típica da elite burocrática do socialismo. Nada de inusitado há, pois, em que um apaniguado do regime chavista haja optado por hospedar-se no George V, cuja adega é tida por uma das mais completas do mundo, com mais de 50 mil garrafas consideradas "preciosidades".
Mas quem é o indigitado socialista? Por ora, ninguém saberá seu nome. O atencioso funcionário do Four Seasons George V conta a história, mas não revela quem é o privilegiado. A menos que o acaso favoreça a sagacidade de algum jornalista, o nome desse agente da revolução bolivariana permanecerá como segredo do regime.
Aliás, o jornalista que desvendar a treta correrá o risco de levar uns tabefes. Em junho de 2015, o repórter Yasar Anter, da agência Dogan, flagrou Antonio Castro Soto del Valle (filho do ditador cubano Fidel Castro, socialista icônico) gozando férias como um potentado - alheio à pobreza de seu país. Em Bodrum, na Turquia, aonde chegou em um iate alugado em Mykonos (charmosa ilha grega), Castro pagou, para seus 12 acompanhantes, cinco suítes de um resort cuja diária custava US$ 1 mil. Por causa do flagrante, o repórter acabou tomando porradas de um guarda-costas daquele príncipe da revolução cubana.
Afinal, o que é que vale, o socialismo real ou o do devaneio dos militantes? Até hoje, em todos os lugares, o socialismo manteve um padrão: liberdade de imprensa inexistente, poder concentrado nas mãos do partido único, população empobrecida, uma elite improdutiva que vive do bom e do melhor, e repressão violenta a quem questiona os abusos do regime. Daí, fica difícil saber se é sincera ou cínica uma declaração como, por exemplo, a da ex-deputada Luciana Genro, que diz que o socialismo não deu certo até hoje porque, segundo ela, "os outros" não entenderam o que Marx falou, mas vai dar certo quando o seu partido (Psol) assumir o poder. Ora, uma cinquentona com discurso de colegial...
Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.
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Posted: 14 Jun 2017 02:49 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja
Segundo Antonio Gramsci, teórico do marxismo cultural, "O mundo civilizado em sido saturado com cristianismo por 2000 anos, e um regime fundado em crenças e valores judaico-cristãos não pode ser derrubado até que suas raízes sejam cortadas"
(O texto abaixo foi transcrito do Wikipedia) ------------------------------------------- As origens do marxismo cultural devem ser procuradas nos primeiros anos do século XX. Justamente depois da revolução russa, os marxistas ocidentais esperavam uma iminente revolução das massas trabalhadoras no resto da Europa. No entanto, essa revolução não teve lugar além de Hungria e Alemanha. Nestes dois países, os revolucionários não tiveram o seguimento esperado entre os trabalhadores, e ambas as revoluções foram abortadas. Porque os trabalhadores não se revoltaram? A resposta a esta pergunta deram os pensadores marxistas, o italiano Antonio Gramsci e o judeu-húngaro Georg Lukács. A resposta foi que os trabalhadores não eram capazes de ver seus interesses de classe porque estavam imersos na cultura ocidental, portanto, é no plano cultural onde se deve preparar a revolução.
O trabalhador deve estar interessado em ter extirpada a sua cultura e sua história, isso deve ser feito através do que Gramsci denomina "combate cultural", "caminho largo" ou "marcha larga". Esta "marcha larga" devia dirigir-se para todas as instituições possíveis: escolas, museus, igrejas, seminários, jornais, revistas, televisão, cinema, etc., desde onde se propagaria uma anti-cultura, que acabaria com as fundações e as convicções da cultura ocidental, para que as pessoas aderissem aos ideais marxistas que haviam rejeitado de forma natural.
Em 1923 o multimilionário marxista judeu Felix Weil, estabeleceu em Frankfurt um círculo de reflexão dirigido por Lukács. Este círculo recebeu o nome de Instituto para a Investigação Social, e é mais conhecido como Escola de Frankfurt. Em 1930, o Instituto passa ser dirigido pelo judeu Max Horkheimer, um seguidor de Sigmund Freud e da psicanálise. Horkheimer reafirma as teses marxistas, segundo as quais a superestrutura é uma mera conseqüência da infra-estrutura econômica. Suas reflexões o levaram a formular o que o mesmo denominou "Teoria Crítica".
O que é a Teoria Crítica? Max Horkheimer afirma que a maneira de destruir a civilização ocidental é o ataque sistemático a todos seus valores, e não a formulação teórica de uma sociedade alternativa. Valor: o matrimônio é a união de um homem e uma mulher com o objetivo de formar uma família, ter filhos e transmitir a eles os valores de seus antepassados. Crítica: o matrimônio pode ser qualquer tipo de união onde intervenha a atração sexual sem nenhum fim concreto. Resultado: instauração do "matrimônio homossexual".
Outros membros do Instituto para a Investigação Social foram os judeus Theodor W. Adorno, Erich Fromm e Herbert Marcuse. Estes dois últimos autores desenvolveram uma teoria segundo a qual as diferenças sexuais são construções sociais próprias da sociedade burguesa.
O Instituto para a Investigação Social foi encerrado em 1933 com a chegada dos nacionais socialistas ao poder. Seus membros, em sua grande maioria judeus, se refugiaram nos Estados Unidos e restabeleceram o Instituto com ajuda da Universidade de Columbia, em Nova York. Durante a Segunda Guerra Mundial participaram ativamente no esforço bélico americano, Marcuse, por exemplo, trabalhou para a OSS, organização precursora da CIA.
Pós-Guerra
Depois da guerra, o Instituto para a Investigação Social voltou a ser aberto em Frankfurt. No entanto, Marcuse, seu expoente naquele momento, permaneceu nos Estados Unidos e se converteu no ideólogo das revoltas estudantis dos anos 60, e inspirará a alguns líderes dos movimentos revolucionários negros. Sua obra Eros e Civilização, transformou-se na 'Bíblia' dos hippies.
O marxismo cultural de Marcuse e a Escola de Frankfurt, não foram direcionadas para o proletariado, mas sim aos filhos da alta burguesia e das classes médias. Neste novo contexto, a luta de classes, que pregava o marxismo econômico, foi reformulada: a classe deixa de definir-se com base na propriedade dos meios de produção, mas em função do grupo cultural à qual pertence. A cultura deixa de ser um mero produto das relações de produção. Para o marxista cultural, é a cultura que determina as relações de produção imaginárias: um trabalhador da construção, homem branco e da civilização ocidental é um explorador, enquanto que um desportista, milionário africano, é um explorado.
No marxismo econômico, as leis da História requerem a eliminação dos proprietários dos meios de produção bem como a expropriação desses meios pelo Estado. No marxismo cultural, quem deve desaparecer são todas aquelas pessoas que conservam padrões culturais europeus. As pessoas de cultura ocidental são, por definição, uma classe opressora e malévola por natureza, independentemente de sua situação econômica.
Em contraste, a nova classe oprimida e boa por natureza, é constituída por todos os indivíduos não ocidentais, como negros ou índios. Esta última posição retoma claramente a idéia do bom selvagem, de Rousseau. As raças não-européias devem adicionar grupos como os homossexuais e as feministas.
Igual ao marxismo econômico, que pretendia a expropriação dos bens da burguesia e o desaparecimento final dessa classe social, o marxismo cultural busca o desaparecimento final da civilização ocidental e dos portadores dessa civilização. Isto se realiza mediante a colonização massiva, na Europa e Estados Unidos, pelas massas do Terceiro Mundo, e mediante a aplicação da chamada "discriminação positiva". Por que positiva? Porque se realiza a favor de grupos étnicos e culturais que são, de acordo com esta, "bons por natureza", e indo contra grupos que são "maus por natureza".
Uma vez vistos os novos parâmetros em que se define a luta de classes, ou melhor, a luta de grupos culturais, resta salientar que o programa anti-europeu dos marxistas culturais seja levado a cabo, com muita escassa oposição, em praticamente todos os países da Europa Ocidental, assim como nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Entre os anos 1960 e 1970, as leis que favoreciam a imigração européia, e restringiam a imigração não européia, foram revogadas nos Estados Unidos e Austrália, quando ocorreu o início de um processo de colonização sistemática de ambos os países, por parte das massas do Terceiro Mundo.
Esse processo se acelerou ao longo dos anos, e hoje é mais rápido que nunca. Na Europa Ocidental, o processo de ocupação do Terceiro Mundo tem sido completamente análogo, e em cidades como París ou Londres, a população nativa viu-se reduzida a menos da metade. A colonização veio acompanhada da discriminação, cada vez mais acurada, da população nativa frente aos novos colonos, nos Estados Unidos e na Inglaterra.
A "discriminação positiva" é algo que está presente em todas as partes. Na França, onde esta discriminação já se aplica na concessão de ajudas sociais, se estão fazendo esforços contínuos para impor a mesma em todos os âmbitos da sociedade. A tendência é a mesma em todos os países da Europa.
Tanto a esquerda como a direita tem admitido em uma ou outra medida os postulados do marxismo cultural, para ele não havia sido necessária uma revolução violenta, os marxistas culturais, eles têm imposto graças a três fatores, em primeiro lugar o apoio de banqueiros internacionais, que tem os utilizado para impulsionar o processo de globalização econômica. Em segundo lugar, seu domínio do que Gramsci chamava "combate cultural", ou seja, a infiltração massiva do movimento associativo.
Associações ecologistas, pacifistas, universitárias, culturais, de defesa dos direitos da mulher, e todo tipo de ONGs já criadas ou infiltradas pelos marxistas culturais. O fator mais importante foi, no entanto, a ausência total de resistência. Efetivamente a direita conservadora não teve a capacidade, nem política ou ideológica, para se opor ao avanço do marxismo cultural, de fato, e terminou por aceitar como próprias muitas idéias fabricadas pelos marxistas culturais.
O marxismo político e econômico se encontrou, em seu avanço, com uma ideologia que contribuiu com uma solução alternativa aos problemas sociais dos quais se alimentava a ideologia marxista, uma solução nacional e identidade em contraste com a solução internacionalista marxista. Depois da Segunda Guerra Mundial, não houve nada capaz de frear a expansão do marxismo cultural. Atualmente. uma das invenções mais propaladas, no meio político, através do marxista cultural Theodor Adorno é o Diagrama de Nolan, que coloca o marxismo cultural no mais alto grau de liberdade.
O Diagrama de Nolan é um questionário para auxiliar os indivíduos a entenderem melhor o seu posicionamento político em relação ao governo, Vejam:
O governo deve regular a imprensa e a internet? O alistamento militar deve ser obrigatório? Deve ser feita uma seleção dos estrangeiros que desejarem morar no Brasil? A produção, comercialização e uso de drogas deve ser combatida? A discriminação deve ser considerada um crime?
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.
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