Videversus
- Justiça americana apresenta novas suspeitas contra o cartola Marco Polo Del Nero
- Temer acusa Joesley de proteger o PT
- Banco do Brasil investiga o petista Aldemir Bendine
- O empresário bucaneiro caipira Joesley Batista diz que não está protegendo o PT e Lula
Posted: 17 Jun 2017 06:53 PM PDT
A Justiça dos Estados Unidos confirmou as suspeitas em relação ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e manteve seu nome entre os dirigentes esportivos que teriam recebido propinas em 2014, quando Del Neto assumiu a entidade. A conclusão faz parte da nova versão do indiciamento da Justiça americana no caso envolvendo dirigentes esportivos da Fifa. Datados de 14 de junho, os documentos representam a primeira atualização no processo, que começou em maio de 2015. Para investigadores, a volta das menções a Del Nero após dois anos deve ser interpretada como confirmação de que ele está no radar da Justiça e que pode ser preso se deixar o Brasil. Em nota explicativa, a Justiça dos Estados Unidos aponta que foram excluídos dos trechos de acusação dirigentes que fecharam acordos de delação ou que, como Del Nero, estão em países que não extraditam suspeitos. O documento se concentra no julgamento que começa em novembro envolvendo José Maria Marin, Juan Napout e Manuel Burga.
A concentração do documento no caso de Marin — em prisão domiciliar nos Estados Unidos — não significa, no entanto, que as suspeitas sobre Del Nero foram abandonadas. Fontes do FBI explicaram que, depois de dois anos de investigações, o inquérito avançou nas suspeitas sobre o atual presidente da CBF e, por isso, seu nome foi citado. No que se refere à Copa América, os americanos apontam que o contrato de direitos de TV envolvia 317 milhões de dólares (1,03 bilhão de reais), com validade até 2023. Ainda que os torneios sob investigação sejam os mesmos de 2015, os investigadores indicam que os detalhes sobre propinas a Del Nero mereceram mais destaque na nova versão da ação. Ele é apresentado como um dos co-conspiradores, ao lado de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF.
O documento traz novos detalhes de como funcionaram os acordos entre empresas e dirigentes para a venda de direitos. No que se refere à Copa América, os americanos apontam que o contrato de direitos de TV envolvia 317 milhões de dólares (1,03 bilhão de reais), com validade até 2023. Nessa conta estaria o pagamento de "dezenas de milhões de dólares de propinas" a doze dirigentes, entre eles Del Nero. "Em vários momentos, Marin, Del Nero, Teixeira e outros solicitaram e receberam propinas em troca de apoio" para contratos de transmissão de jogos, aponta a investigação.
Foi revelado ainda que parte dos pagamentos ocorreu a partir de contas secretas na Suíça, num total de 13 milhões de dólares (42,3 milhões de reais). Outros três pagamentos foram realizados entre junho e setembro de 2013 e distribuído entre os cartolas. "Propinas foram subsequentemente distribuídas para dirigentes da Conmebol", aponta.
Em relação à Libertadores, as revelações indicam que esquemas de corrupção foram montados até nos Estados Unidos. "Em vários momentos, Marin, Del Nero, Teixeira e outros solicitaram e receberam propinas em troca de apoio" para contratos de transmissão de jogos, aponta a investigação. Del Nero foi arrolado na Copa do Brasil, em trama envolvendo ele, J. Hawilla e Marin. "Hawilla concordou em pagar metade do custo de propinas e distribuir entre Marin, Teixeira e Del Nero", diz o documento.
Posted: 17 Jun 2017 05:56 PM PDT
A nota oficial da Presidência da República sobre a entrevista de Joesley Batista à Época destaca que o grupo JBS obteve seu primeiro financiamento no BNDES em 2005 – portanto, no primeiro mandato de Lula. Dois anos depois, a JBS faturou R$ 4 bilhões; e, em 2016, R$ 183 bilhões, o que o Planalto atribui a uma relação construída com governos anteriores à chegada de Michel Temer. "Toda essa história de 'sucesso' é preservada nos depoimentos e nas entrevistas do senhor Joesley Batista. Os reais parceiros de sua trajetória de pilhagens, os verdadeiros contatos de seu submundo, as conversas realmente comprometedoras com os sicários que o acompanhavam, os grandes tentáculos da organização criminosa que ele ajudou a forjar ficam em segundo plano, estrategicamente protegidos". O Planalto lembra ainda que o BNDES impediu a transferência do domicílio fiscal do grupo JBS para a Irlanda, o que levou a perdas acionárias da família Batista na bolsa de valores e os manteve ao alcance das autoridades brasileiras: "Havia milhões de razões para terem ódio do presidente e de seu governo". (O Antagonista)
COMENTO - Ninguém é santo nessa história. O empresário bucaneiro caipira Joesley Batista (e seus irmãos) é um rapinante que montou, sim, a sua gigantesca fortuna durante o regime petista. Obteve tudo com os petistas. Mas não diz nada a respeito dessa organização criminosa. Temer também não é santo. Qualquer país sério já o teria removido do poder. Mas, o Brasil é escravo da hermenêutica, aqui a lei existe para ser dobrada ao interesse político do momento. Lula e Fernando Henrique Cardoso são as duas maiores desgraças do Brasil.. Deveriam estar ambos presos. Se eles fossem engaiolados já desapareceriam pelo menos metade dos problemas dos brasileiros.
Posted: 17 Jun 2017 05:37 PM PDT
O Banco do Brasil informou que abriu investigação interna para apurar informações prestadas por colaboradores na operação Lava Jato sobre o ex-presidente da instituição, e também da Petrobras, Aldemir Bendine. Bendine é alvo de um inquérito aberto pelo juiz Sérgio Moro, para investigar suspeita de recebimento de R$ 3 milhões de propina da Odebrecht. (O Antagonista)
COMENTO - Podem anotar e cobrar depois. Investigação interna no Banco do Brasil não apurará nada ao final, assim como investigação interna na Petrobras nada apurou sobre os ex-presidente petista Sérgio Gabrieli e Graça Foster. Corporações se protegem ferreamente.
Posted: 17 Jun 2017 04:55 PM PDT
Em sua entrevista à revista Época, Joesley Batista negou que protege a cúpula do PT, embora Michel Temer o tenha acusado disso, na tarde deste sábado. Eis o que disse o empresário sobre a roubalheira profissional dentro do Estado brasileiro: "Foi no governo do PT para frente. O Lula e o PT institucionalizaram a corrupção. Houve essa criação de núcleos, com divisão de tarefas entre os integrantes, em Estados, ministérios, fundos de pensão, bancos, BNDES. O resultado é que hoje o Estado brasileiro está dominado por organizações criminosas. O modelo do PT foi reproduzido por outros partidos". Questionado por que não gravou conversa com Lula, Joesley disse que nunca tratou com o petista sobre propina porque seu interlocutor no PT era o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, a quem fazia pagamentos em uma conta na Suíça: "Nunca tive conversa não republicana com o Lula. Zero. Eu tinha com o Guido". No BNDES, segundo o empresário, Guido "resolvia" tudo. "Então pronto. Pra que ter outro (interlocutor)? Não estou protegendo ninguém, mas só posso falar do que fiz e do que posso provar. O que posso fazer se a interlocução era com o Guido?" E ainda: "Estávamos nas mãos deles. Era só o Guido dizer no BNDES que não era mais do interesse do governo (do PT) investir no agronegócio. Pronto. Bastava uma mudança de diretriz de governo para acabar com o nosso negócio". (O Antagonista)
COMENTO - O empresário bucaneiro caipira Joesley Batista é o exemplo cabal do capitalismo páraestatal brasileiro. É uma classe parasitária, que só existe e cresce à sombra do Estado, que se alimenta do Estado e vive em conúbio criminoso com a classe política, especialmente com os esquerdistas de todos os matizes, que alimentam ideologicamente a matriz do intervencionismo estatal na vida nacional, em todas as esferas. Essa classe empresarial é essencialmente corrupta em sua origem.
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