Alerta Total
Brincadeira temerária do Meirelles
O perigo das escolhas temerárias
O Novo Governo
Vitória da Internet: Liberdade, Liberdade!
A inviolabilidade dos Dragões
Mensagem dos Maçons ao "maçom" Michel Temer
O primeiro discurso do Presidento Interino
Brincadeira temerária do Meirelles
Posted: 13 May 2016 02:55 PM PDT
2a Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Considerado o ministro-chave para que se cumpra a promessa de "salvação nacional", Henrique Meirelles já começou produzindo a primeira brincadeira de péssimo gosto, altamente temerária, da gestão Michel Temer - aquele que é vice da afastada Dilma Rousseff desde o primeiro mandato dela. Sem combinar com ninguém da equipe governamental, Meirelles cometeu a bobagem sincera de defender a criação de um tributo temporário para viabilizar o tão propalado ajuste fiscal.
Henrique Meirelles perdeu a chance de ficar calado, mas o holofote da mídia mexe com a vaidade de quem adoraria ser Presidente da República, mas não tem capacidade de conquistar um mandato no voto. Meirelles não falou explicitamente na CPMF, mas a referência que fez foi clara: "O nível tributário do Brasil é elevado e, para que o país volte a crescer, é importante que tenhamos uma diminuição do nível de tributação. Mas também é importante hoje o equilíbrio fiscal. Assim, caso seja necessário algum tributo, ele será aplicado e, certamente, será temporário. Segundo Meirelles, o governo começa hoje, e as ações que serão tomadas não podem ser anunciadas com pressa apenas para satisfazer uma curiosidade natural".
O papo de "ajuste fiscal" é o mesmo de sempre. O desgoverno nunca faz a parte dele. Mas cumpre a extorsiva tarefa de sugar cada vez mais os recursos de quem comete a ousadia de produzir no Brasil. Não fosse a economia informal, que a gestapiana máquina de arrecadação tenta combater impiedosamente, o País já teria se fragmentado em uma crise ainda maior. Nosso problema é estrutural, mas a zelite política e rentista prefere não mudar o modelo. Até a hora em que os efeitos de uma ruptura institucional violenta acabar com os "bernes".
Com a primeira mancada de Meirelles a gestão tampão de Temer começa esquisita. O próprio Presidento já havia cometido a primeira falha política ontem, logo no primeiro discurso, ao não assumir, claramente, o compromisso explícito com a redução dos 93 impostos, taxas, contribuições, e a imensa "burrocracia" que inviabilizam a atividade produtiva no Brasil. Nada custa repetir a Meirelles e Temer: os brasileiros não são apenas contra; eles não aguentam mais sustentar uma máquina pública ineficiente, perdulária e corrupta.
Para de brincadeira, Meirelles. É mais que temerário falar de CPMF, com 25 milhões de desempregados, 70 milhões de endividados-inadimplentes e milhares de empresas quebrando ou pedindo recuperação judicial. Menos "Original" que isto é o companheiro Meirelles (amigão de Lula) pegar um Banco Central que já ficou sob comando de um empregado do Bradesco e entregá-lo, agora, para um alto-funcionário do Itaú.
Releia a primeira edição desta sexta-feira 13: O perigo das escolhas temerárias
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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 13 de Maio de 2016.
O perigo das escolhas temerárias
Posted: 13 May 2016 03:34 AM PDT
Edição de Sexta-feira 13 do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
A imprensa internacional, que reflete o pensamento do mercado transnacional, recebeu o Presidento Michel Miguel Elias Temer Lulia com ceticismo. No primeiro discurso, na assinatura de posse dos 24 ministros, em nenhum momento, Temer assumiu o compromisso explícito com a redução dos 93 impostos, taxas, contribuições, e a imensa "burrocracia" que inviabilizam a atividade produtiva no Brasil. Pelas escolhas temerárias iniciais de um ministério excessivamente político e pouco técnico, o velho-novo governo de "salvação nacional", que promete austeridade e diálogo, em nome de uma união e "democracia da eficiência", terá de sair, rapidamente, do mero discurso para uma prática efetiva de governança.
Além de não focar no gravíssimo problema tributário - o que reflete uma certa resistência em mexer, de verdade, no desperdício da máquina pública perdulária e corrupta, o Presidento Temer pecou pelo tímido discurso, em apenas duas frases, para cuidar do compromisso efetivo com a continuidade da Operação Lava Jato. Até o áudio falhou neste ponto da fala... Os puxa-sacos no salão do Palácio do Planalto não aplaudiram com entusiasmo, depois que Temer tentou fazer média: "A moral pública será permanentemente buscada por meio dos instrumentos de controle e apuração de desvios. Nesse contexto, tomo a liberdade de dizer que a Lava Jato tornou-se referência e como tal, deve ter (falha no áudio) e proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la".
Atitudes práticas conseguem desmentir, imediatamente, a inconsistência do discurso. Um sinal de que o combate à corrupção não começa tão bem quanto o desejável na Era Temer foi o apadrinhamento político para a escolha do ministro da Fiscalização, Transparência e Controle. A nova designação da "Controladoria Geral da União" ganhou, como titular, um nome indicado pessoalmente pelos senadores Renan Calheiros e Romero Jucá. A dupla tem seus nomes citados, de forma altamente comprometedora, nas delações premiadas daquela Lava Jato que Temer, timidamente, promete proteger. Este fato é o mais preocupante da velha nova administração federal interina, até a decisão final sobre o impedimento definitivo ou não de Dilma Rousseff.
O Alerta Total insiste por 13 x 13 na análise crítica: Até o momento, Temer não deu indicações seguras de que tem competência para solucionar a crise estrutural brasileira. A situação econômica é péssima. A máquina estatal dá sinais de falência múltipla. Os problemas institucionais ainda são gravíssimos. Temer dependerá demais da relação com a Câmara e o Senado. Ou seja, querendo ou não, fica refém da politicagem patrimonialista e fisiológica, se quiser garantir a maioria para aprovar tudo que propuser.
Novamente, o Brasil segue no falido Presidencialismo de coalizão, que sempre acaba em colisão... Hoje, Temer teria o apoio de 370 deputados e 60 senadores... Mais que a mera conta fisiológica, necessitará do efetivo apoio popular. Temer sabe muito bem que Dilma se deu mal porque perdeu o apoio do parlamento e das ruas. Por isso, o Presidento corre contra o tempo. Tem pouco tempo para provar a que veio. A estrutura errada, corrupta e debilitada do Brasil jogam contra ele. Temer tem de acertar. Do contrário, a petelândia, craque em oposição desleal, vai massacrá-lo.
Uma inegável vantagem Temer leva em relação a Dilma. Sabe operar muito bem nos bastidores. Tem capacidade comprovada de diálogo político. É corretíssimo seu discurso sobre pacificação e união nacional. A questão fundamental é que o Brasil necessita de transformações e mudanças estruturais. Se Temer abrir caminho para elas pode ficar bem no julgamento da História. Novamente, o risco concreto fala mais alto: a politicagem, parceira do desgoverno do crime organizado, continua dando as cartas para fazer pequenas reformas que permitam deixar as coisas como sempre estiveram no Brasil...
O novo ministério tem reunião agendada nesta sexta-feira 13. Temer reduziu de 32 para 23 o número de ministérios. Até agora, cometeu uma ligeira mancada em relação a Dilma. O maridão daquela moça bela, recatada e do lar não escalou mulheres como ministras. A mulherada, maioria no eleitorado, vai reclamar... Nas próximas semanas, Temer enfrentará outra prova de fogo: terá de exonerar uns 10 mil petistas dos bem remunerados cargos em comissão. Este será o dramático momento em que a máquina ineficiente irá travar - o que tende a piorar a situação.
Resumindo a ópera: Temer dependerá muito do sucesso de Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda. Terá de torcer muito para que nada ocorra de errado na ação do ministro-oculto Moreira Franco nos bastidores bilionários dos negócios de infra-estrutura. A mesma torcida vale para outro sujeito-oculto da gestão peemedebista, Nelson Jobim, responsável pelo meio de campo da gestão Temer com os bastidores do Judiciário, enquanto segue na missão de coordenação de ações jurídicas na defesa de importantes réus políticos na Lava Jato.
Na verdade, Temer vai ser dar bem se conseguir reverter a queda livre na economia brasileira. Resta aguardar para constatar se isso acontecerá no velho formato de maquiagem ou com mudanças estruturais verdadeiras. O mercado, com ceticismo, aposta no sucesso... As velhinhas de Taubaté são sempre otimistas, para sorte dos políticos espertalhões em Bruzundanga...
De todo modo, boa sorte para quem fará a primeira reunião ministerial em uma sexta-feira 13... Como disse o bondoso FHC, Temer vai precisar fazer um milagre...
Indo para onde?
Maldição por trás da placa
A dureza da realidade costuma ser implacável para desmontar discursos demagógicos...
Michel Temer deu o maior azar com a citação que fez, em seu discurso, à necessidade de se trabalhar mais para combater a crise:
"Dizia aos senhores que a partir de agora nós não podemos mais falar em crise. Trabalharemos. Aliás, há pouco tempo, eu passava por um posto de gasolina, na Castelo Branco, e o sujeito botou uma placa lá: Não fale em crise, trabalhe. Eu quero ver até se consigo espalhar essa frase em 10, 20 milhões de outdoors por todo o Brasil, porque isso cria também um clima de harmonia, de interesse, de otimismo, não é verdade? Então, não vamos falar em crise, vamos trabalhar",
Ironicamente, essa frase-lema ("Não fale em crise, trabalhe") - citada por Michel Temer em seu primeiro discurso - está afixada em um posto de gasolina que foi desativado (certamente pela crise) no Km 68 da Rodovia Castelo Branco.
Legitimado
As palavras mais gostosas que o Michel Temer ouviu ontem, nas primeiras horas de exercício na Presidência da República, saíram da boca de um petista aparentemente arrependido.
O ministro do Supremo Tribunal Federal José Antônio Dias Toffoli aproveitou a passagem de bastão para Gilmar Mendes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, com a presença de Temer, para detonar a falsa tese de "golpe" empregada pela petelândia e pela afastada Dilma Rousseff:
"Registro a presença do presidente da República, Michel Temer. Aqui, nesta data de hoje, gostaria de fazer dois registros históricos. Desde 1902, vossa excelência natural de Tietê, um paulista não assumia a Presidência da República. Segundo registro, desde 1960, um aluno do Largo de São Francisco, da velha e sempre nova academia, não assumia a Presidência da República. Vossa excelência esteve aqui e foi diplomada por esta Justiça Eleitoral, estando devidamente legitimado como chefe de Estado da nação brasileira".
As carinhosas palavras de Toffoli representam um avanço para quem foi advogado do PT e super-assessor do presidiário José Dirceu de Oliveira e Silva, até ser nomeado para o empregão vitalício no STF.
Altíssimo risco
Existe a suspeita de que a chapa Dilma-Temer recebeu dinheiro desviado da Petrobras.
Um dos processos pedindo a impugnação da chapa, em ação que anda a passo de cágado no Tribunal Superior Eleitoral, contém provas obtidas nas delações premiadas da Lava-Jato.
O material já foi compartilhado pelo juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações na Justiça Federal em Curitiba.
A relatora dos processos contra Dilma-Temer no TSE é a ministra Maria Thereza, que não tem previsão de quando levará a questão ao plenário...
Temer torce para que isso aconteça no Dia de São Nunca ou bem depois dos 180 dias de interinidade no Palácio do Planalto...
O Presidento-tampão sabe que a evolução do processo, a favor ou contra ele, vai depender, diretamente, do sucesso imediato de sua atuação no lugar de Dilma.
Recadinhos
O ministro Gilmar Mendes deu recados importantes em seu discurso de posse estrategicamente presenciado por Michel Temer no TSE:
"O Brasil requer políticas públicas eficientes em vez de estratégias publicitárias. O Brasil clama por planejamento realista e execução competente, ao invés de ilusões pirotécnicas".
"Este tribunal, tenho repetido, não compactuará com qualquer tipo de astúcia que conduza à mínima assimetria capaz de deslegitimar o processo eleitoral, a exemplo dos abusos econômicos e políticos que tanto macularam as últimas disputas, agora objeto de detida e rigorosa análise judicial".
"Entre perplexo e indignado, o Brasil de hoje é um país tomado por sobressaltos. É como se, a cada manhã, os brasileiros se pusessem a postos para esperar o escândalo da hora. Vexames se sucedem em tal velocidade que até a já habitual demanda de manchetes sensacionalistas resulta estrangulada. Olhando-se o mal engendrado conjunto formado por esse impressionante ciclo de descalabros, tem-se a viva impressão de que nossa combalida República parece ter sido tomada de assalto por empedernida trupe de insensatos".
Maçom irregular
Muitos leitores indagam por que se faz referência à "irregularidade" maçônica de Michel Temer.
Todo membro da Maçonaria brasileira que não esteja filiado a uma potência regular ou que não esteja no exercício pleno de seus direitos na ordem maçônica é considerado "irregular".
Consta do boletim oficial número 7 de 2015, do Grande Oriente do Brasil, referente ao mês de abril do ano passado, o chamado "Quite Placet" (saída) de Michel Miguel Elias Temer Lulia da Loja maçônica Colunas Paulistas 3333, de São Paulo.
Assim, como não se filiou a outra Loja ou Potência Maçônica Regular, encontra-se irregular o "irmão" com o cadastro 213065...
Leia, abaixo, as propostas feitas publicamente a Michel Temer por um grupo de maçons nas redes sociais: Mensagem dos Maçons ao "maçom" Michel Temer
Confira, também, o primeiro discurso de Temer: O primeiro discurso do Presidento Interino
Sem sala
A sobra
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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 13 de Maio de 2016.
O Novo Governo
Posted: 13 May 2016 03:29 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gilberto Pimentel
Está consumado o afastamento da presidente Dilma. Tudo teve início com a manifestação popular, em 15 de março de 2015, naquele que foi considerado o maior protesto contra um governante brasileiro em todos os tempos – 6,9 milhões ao longo do território nacional segundo os organizadores. Razões de sobra existiam para isso, pois o Brasil já se encontrava mergulhado na maior crise econômica, política, ética e moral de que temos conhecimento em nossos já muitos anos de vida.
A corrupção foi institucionalizada nos órgãos públicos. Os desvios de verbas públicas atingiram números inacreditáveis. O desemprego níveis assustadores. O País, desacreditado na comunidade internacional, praticamente paralisado. Chegamos, e ainda hoje nos encontramos, a um passo do caos.
Instalado o processo de impeachment, aprovado o rito processual pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, por esmagadora maioria dos seus integrantes, determinaram o afastamento da presidente por 180 dias, período em que assume um governo interino, enquanto no próprio Senado a dirigente afastada passa a ser julgada pelos crimes de responsabilidade de que é acusada. Tudo em total respeito à Lei Maior, a Constituição Federal, e agora sob a coordenação do próprio presidente do STF.
O mais é o "jus sperniandi" de gente que jamais esteve preparada – ética e moralmente e muito menos sob o aspecto da competência – para dirigir os destinos do Brasil.
Mas os problemas estão longe de terminar, e disso temos plena convicção. Nossas atenções devem voltar-se, sobretudo, para o comportamento do novo governo. Se o afastamento do antigo tornou-se absolutamente necessário para que houvesse a esperança de reerguimento e reconquista do orgulho nacional, ninguém deve ter tantas ilusões quanto aos que chegam. A vigilância e cobrança permanentes da sociedade são essenciais.
O povo brasileiro foi às ruas, também, para repudiar a cleptocracia comandada pelo PT. Não suportaremos novos desapontamentos. Entre os ministros anunciados para compor a equipe do novo presidente, estão algumas raposas velhas e até investigados pela Justiça. Ninguém ignora as dificuldades de Michel Temer para montar uma equipe ideal nas circunstâncias atuais, no entanto, ele aceitou e até, a partir de um determinado momento, pareceu incentivar o desenlace da tragédia petista.
Sua responsabilidade é, pois, imensa. Não pode falhar.
Gilberto Pimentel, General, é Presidente do Clube Militar.
Vitória da Internet: Liberdade, Liberdade!
Posted: 13 May 2016 03:28 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso
A internet tem o DNA do Grito do Ipiranga, da Proclamação da República, da liberdade dos escravos, da expulsão dos invasores desta terra de Santa Cruz. Marcas singulares da formação da nacionalidade mestiça do povo pacífico, partícipe dos acontecimentos, muitas das vezes no embalo da motivação orquestrada por fontes específicas sob o norte dos seus interesses.
A internet ampliou o número de cadeiras de bares e botequins, colocou na grande sala de estar poltronas e sofás sem gravidade, flutuando no espaço, com gente, muita gente conversando, debatendo as questões, ouvindo, pesquisando, falando, escrevendo, se identificando e fundamentalmente, opinando.
O espaço dos ambientes se expandiu ao infinito, as poltronas das cabeceiras estão soltas, livres para quem desejar ocupá-las, a moderna távola redonda virtual, sem dono da verdade. A cadeira principal e o púlpito estão disponíveis sempre. Nas mãos, nos bolsos, nas bolsas, poucos centímetros, cinco, seis polegadas na diagonal.
Arma de elevado poder de comunicação eletrônica, imediata, cuja munição se recarrega com som e imagem — o telefone celular — ao alcance das gentes de todas as idades. Assim, a internet e o celular romperam barreiras e cortaram os grilhões que submetiam as sociedades ainda que democráticas a uma imprensa livre, múltipla, mas não no tamanho, na intensidade e na velocidade que transformam o mundo na mesa de bar, na sala de estar, no banco da praça.
Essa mudança ficou patente no combate à corrupção no pós mensalão. Se o poder internet - celular estivesse no ápice quando do seu julgamento, o lulopetismo teria expirado naquela oportunidade, nem o crime de organização criminosa seria anulado na prorrogação da Ação Penal 470, em benefício dos petistas condenados José Dirceu, José Genoíno...
A imprensa escrita e os livros viveram a fase de esplendor, reinaram e conduziram a História. O rádio e a televisão incrementaram os meios de comunicação e contribuíram na efetivação de eventos de repercussão nacional, cada um a seu tempo.
Para não ir muito longe, do mar de lama a envolver Getúlio Vargas que o levou ao suicídio em 1954, o movimento cívico-militar de 1964, guerrilha e terrorismo nas décadas de 60/70, o movimento pelas eleições diretas 1983/84, impeachment de Fernando Collor em 1992, eleição do Lula em 2002, condenação no mensalão do PT em 2013, com destaque para o ministro Joaquim Barbosa, manifestações populares, escândalo das divulgações torpes com a participação de Lula, Dilma e outros da cúpula petista 2014 e 2015, culminando no processo de impeachment da Dilma em 2016.
Já ultrapassadas a fase de autorização pela Câmara dos Deputados por expressivo resultado de 367 votos contra 137, por mais de 2/3 dos seus representantes e que no dia 11 de maio, a "presidenta" Dilma é afastada do cargo por até 180 dias para ser processada pelo Senado, conforme relevantes 55 votos a favor e 22 contra, também por mais de 2/3 dos senadores.
A comparar a influência de partidos, organizações sociais integrantes dos movimentos sindicais e estudantil, CUT, UNE, imprensa pró e contra, nos episódios passados, com destaque para os comícios dos partidos como fonte de impulsão e embasamento popular; caras pintadas no impeachment do Collor. Caracterizado pela unanimidade contra a corrupção.
Diferente no caso impeachment da Dilma, sem os comícios, sem partidos, sem CUT, sem UNE, só função da pressão popular, do movimento e grito das ruas. Sem a unanimidade, pois o petismo e a esquerda do mote "os fins justificam os meios" se encontram no mesmo caminho.
Vitória da internet ajudada pelo telefone celular! Que não vai parar contra os corruptos. Curtir, compartilhar, atitude.
Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado-Maior, reformado.
A inviolabilidade dos Dragões
Posted: 13 May 2016 03:26 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas
Ao longo da carreira militar aprendi muitas coisas que, quando da minha despedida do serviço ativo, há dez anos, procurei relatar como forma de agradecimento a Deus e a todos que para isto contribuíram.
Está registrado em minha mensagem que, quando Tenente, fui Dragão, e que, no "1º de Cavalaria", aprendi, o que é, de fato, ser um Oficial do Exército de Caxias. Devo isto aos exemplos, aos ensinamentos e às exigências dos meus comandantes de Regimento e de Esquadrão, Cel Armando Luiz Mallan de Paiva Chaves e Cap Ariel Rocha De Cunto, com quem aprendi que ser nobre não é a ostentação de títulos, mas a retidão de caráter, a vida regrada, a disciplina, a elegância de atitudes e a dedicação integral ao serviço da Pátria, sem dela nada exigir.
Registrei que considero a função de Comandante do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas a maior comenda posta à ambição de um Oficial da minha Arma e aprendi, por tantas vezes que me emocionei enquanto a exercia, que nada na carreira se compara ao privilégio de comandar os Dragões da Independência!
Não omiti sentimentos ao declarar que durante aquele tempo, não houve jornada em que, pelo menos por um momento, meus olhos não se tivessem marejado, ou minha garganta não se tivesse embargado na intimidade dos meus pensamentos, motivado pelo prazer de assistir os Dragões vibrarem e superarem-se no exercício de importantes e dignificantes tarefas ou nas simples atividades de rotina, onde a dedicação pessoal e espontânea era fator decisivo para manter-nos em parceria com o sucesso!
Ao finalizar a despedida, atribui a Deus a benção de realizá-la no quartel do Regimento de Dragões da Independência, cenário dos melhores momentos de minha carreira e única missão que gostaria de repetir!
Dito isto, deixo à imaginação de cada um os adjetivos que atribui à imagem dos dois Dragões que enobrecem a rampa do Palácio do Planalto com a simbologia da sua presença em uniforme da Imperial Guarda de Honra de D. Pedro I, tendo como pano de fundo bandeiras da CUT, da UNE e de outros movimentos mercenários e apátridas que dão suporte ao governo incompetente, corrupto, traiçoeiro, dissimulado e mentiroso que, em breve, será despejado daquele imóvel!
Foi repugnante, para todo e qualquer Dragão, assistir àquela cena na véspera do dia do nascimento do Patrono da Cavalaria, Marechal Manuel Luis Osorio, e na semana em que o "1º de Cavalaria" completa 208 anos de sua criação.
Dilma Rousseff é ainda, infelizmente, a "Comandanta" em Chefe das FFAA. Todos sabemos que pouco aprendeu no tempo em que se dedicou a destruir o Brasil, mas não custava nada aos bons soldados que a protegem ensiná-la que há limites para o exercício da autoridade, tanto para cima quanto para baixo.
Assim como é crime a prepotência e o seu abuso - motivo mestre do processo que a tirará de onde nunca deveria ter estado -, é crime também a promiscuidade caracterizada pela conivência na invasão do Palácio do Planalto, pelo comportamento inadequado da ralé que a apoia em seus momentos derradeiros e pela utilização da sede do poder executivo para manifestações irresponsáveis, assembleias de sindicatos e para o incentivo à violência e ao desrespeito à ordem jurídica e aos procedimentos legais.
Não menos grave é o crime de desrespeito à inviolabilidade física e moral das Sentinelas da Hora, neste caso, à dos dois Dragões cuja imagem, difundida por todas as mídias, é a prova e o símbolo desse desrespeito e da promiscuidade praticados pela "governanta" em seus últimos dias de desgoverno!
Se, como Comandante, por vibrar com os meus comandados, marejei os olhos e embarguei a garganta, confesso que, desta vez, foi por revolta!
Paulo Chagas é General de Brigada na reserva. (Pena Branca – 1996/97)
Mensagem dos Maçons ao "maçom" Michel Temer
Posted: 13 May 2016 03:22 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maçons Br
Caro Michel Temer,
Veritas liberate vos.
Veritas semper una est.
Diante dessas verdades, estamos aqui para lhe render apoio a um governo que tenha como objetivo garantir as liberdades individuais, promover a igualdade de direitos e deveres a todos os cidadãos, incluindo os da classe política, e manter a fraternidade como base da convivência do povo brasileiro.e
Iremos apoiá-lo incondicionalmente, sempre que forem colocados em prática os nossos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.
As nossas demandas são as demandas do povo brasileiro. Não se trata de algo irreal e inexequivel o que pedimos aqui. Queremos a sua atenção nesse trabalho contínuo de desbaste da pedra bruta que é o Brasil, para promover os seguintes pontos:
LIBERDADE, que se traduz em buscar:
• Diminuição do tamanho do estado, começando pela quantidade de ministérios e escolha de ministros que não estejam sendo investigados na operação Lava Jato;
• Diminuição de gastos governamentais com cargos comissionados e de gastos desnecessários com diárias para funcionários públicos;
• Privatização de empresas públicas deficitárias, que o Estado não tem capacidade de administrar corretamente;
• Liberdade TOTAL de pensamento, seja na imprensa, na Internet e Mídias Sociais;
• Fim da Propaganda Estatal e de blogs e jornais mantidos com dinheiro público ou indevido;
• Proteção da Propriedade Privada e fim de movimentos que acreditam que podem invadir propriedades privadas como se fossem suas;
• Liberdade na economia, facilitando o empreendedorismo e diminuindo impostos, juros e inflação;
• Liberdade de expressão garantida na Internet, sem políticos com medo de críticas querendo censurar as pessoas;
• Liberdade de ir e vir garantida, com melhorias reais em nossa infraestrutura, sem corrupção e propinas que encarecem os custos das obras;
• Livre concorrência, eliminando monopólios estatais e abrindo espaço para que concorrentes possam oferecer melhores preços, produtos e serviços;
• Privatização de órgãos governamentais e de empresas públicas ou mistas, para diminuir a corrupção, os indicados governistas e aumentar a qualidade dos serviços prestados;
• Menos impostos, o que é possível com um menor nível de corrupção e uma gestão pública justa e transparente de verdade.
IGUALDADE, que se traduz em apoiar:
• O projeto de lei das 10 medidas contra a corrupção promovidas pelo Ministério Público Federal, tornando mais difícil aos corruptos que continuem agindo sem punição;
• O projeto de lei que cria o crime de lesa-pátria, promovido pela Confederação da Maçonaria Simbólica no Brasil, chamado de "Corrupção Nunca Mais";
• O estabelecimento do voto impresso com a auditoria pública e transparente da contagem eletrônica para a confirmação das eleições, igualando-nos às principais democracias do mundo que registram os votos fisicamente em papel;
• A igualdade perante a lei, pelo fim do foro privilegiado de políticos, ministros e outros cargos públicos, tornando os políticos iguais à população;
• A igualdade nos serviços públicos, principalmente com uma educação universal em escolas públicas;
• A igualdade na possibilidade de obtenção de armamentos para que os brasileiros possam se defender, não somente dos criminosos, como também da possibilidade de tiranos e usurpadores darem golpes pelo poder, como vemos na Venezuela, Cuba, Coreia do Norte e em outros países com governos Marxistas/Leninistas;
• A reforma fiscal, sem mais impostos progressivos, que punem os que conseguem o sucesso com o trabalho e com emprendendorismo;
• A redução do tamanho do estado, do aparelhamento, com a extinção de cargos fantasmas imediatamente e com o fim de cargos que não geram serviços decentes para a sociedade;
• A igualdade no tratamento do dinheiro público de forma similar aos países mais avançados no mundo;
• A igualdade na punição de criminosos dentro e fora da política.
FRATERNIDADE, que se traduz em atuar para:
• Melhor relação comercial e diplomática com as principais democracias ocidentais;
• Relação mais dura contra tiranos e usurpadores da América Latina que sacrificam o próprio povo;
• Comércio fraterno e livre entre os países, diminuindo barreiras comerciais;
• Impostos que não lesem a vida do povo brasileiro que trabalha mais de 5 meses ao ano para sustentar uma máquina pública que, evidentemente, não funciona bem por má gestão;
• Juros mais justos, que levam a um crédito realista para o povo brasileiro;
• Responsabilidade fiscal,4 para que os políticos respeitem o dinheiro do pagador de impostos como tem que ser, sem mau uso ou gastos desnecessários que acabam endividando o estado e gerando inflação alta;
• Responsabilidade na contratação de funcionários públicos, sem exageros e sem que sejam contratados funcionários fantasmas, com salários que se tornam verdadeiros cabrestos e compra de apoio e consciências;
• Por uma educação iluminadora e produtiva, que não seja baseada em ideologias de quaisquer tipos, que tenha compromisso com a Verdade, com a Ciência, com a História e com os fatos e dados, levando a profissionais que gerarão valor para o Brasil do futuro, e não apenas funcionários públicos fantasmas;
• Transparência, mostrando aos cidadãos de forma simples os dados da administração pública, liberando informações sobre gastos com cartão de crédito, gastos de gabinete e muito mais, mostrando ao povo como é usado o dinheiro do pagador de imposto;
• Eleições limpas, com o fim de horário político, com o fim do financiamento público de campanha e a permissão apenas para doações individuais. Com a participação efetiva do povo em todo o processo eleitoral, evitando assim o cabresto direto ou indireto e o assistencialismo usado como moeda de troca dos políticos, práticas que devem ser criminalizadas;
• Saúde que prolongue a vida e dignidade dos brasileiros, e não o contrário, com médicos capazes de ajudar os pacientes e revalidando o registro de médicos estrangeiros no país;
• Combater ao Foro de São Paulo, o qual tem unicamente o objetivo de transformar a América Latina, em uma região dominada e usurpada por um estado totalitário;
• Justiça perfeita, com leis que façam sentido, simplificando o nosso sistema legal e evitando distorções desnecessárias que levam a injustiças ou ao excesso de recursos. Justiça que tarda, falha.r
Esses pontos, que também estavam presentes em4 nosso Manifesto lido no Congresso Nacional no dia 17/2/2016, são essenciais para que consigamos reconstruir a nossa democracia dilacerada pelo socialismo stalinista-castrista promovido pelo PT.
Cabe a você, caro irmão Michel Temer, atuar para que o Brasil volte a ser um país democrático de fato. E isso não será feito fazendo mais do mesmo. Essa é a hora de não pensar em ser popular, mas sim de ser justo e perfeito. De não pensar em promover sucessores, e sim ser bem-sucedido.
O apoiaremos em todos empreendimentos de um homem livre e de bons costumes. Mas também, sempre na condição de ajudá-lo a sempre traçar ângulos retos, estaremos diligentes e atentos a tudo que possa desviá-lo do caminho dos justos.
Condenaremos severamente a velha política fisiológica que vem sendo promovida a anos em nossa pátria.
O Brasil merece mais. Inspire-se em Itamar Franco, que promoveu o Plano Real, acabou com a inflação e, com isso, tirou pessoas da pobreza. Sabemos que e que tira as pessoas da pobreza é termos um país propício e facilitador dos negócios com inflação baixa, e não o populismo escravagista e miserável dos socialistas brasileiros de vários partidos.
Com inflação e desemprego altos, a miséria no Brasil tende a aumentar. Daí a importância de abandonarmos esse populismo para que o nosso país volte a crescer com toda a força e vigor.
Contamos com a vossa sabedoria na execução desses trabalhos, tendo muita esperança que asb suas ações sejam condizentes com os princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade acima propostos.
Como mensagem final, lembramos:
Carpe diem quam minimum credula postero.
Alea jacta est.
Laos Deo.
Ordo Ab Chao.
Salus, Sapientia, Stabilitas!
Com um Tríplice e Fraternal Abraço,
Movimento Avança Brasil Maçons.BR
O primeiro discurso do Presidento Interino
Posted: 13 May 2016 03:20 AM PDT
Reprodução de discurso no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Michel Temer
Olhe, meus amigos, eu quero cumprimentar todos os ministros empossados, os senhores governadores, senhoras e senhores parlamentares, familiares, amigos, senhoras e senhores...
Eu pretendia que esta cerimônia fosse extremamente sóbria e discreta, como convém ao momento que vivemos. Entretanto, eu vejo o entusiasmo dos colegas parlamentares, dos senhores governadores, e tenho absoluta convicção de que este entusiasmo deriva, precisamente, da longa convivência que nós todos tivemos ao longo do tempo. Até pensei, num primeiro momento, que não lançaria nenhuma mensagem neste momento. Mas percebi, pelos contatos que tive nestes dois últimos dias, que indispensável seria esta manifestação.
E minha primeira palavra ao povo brasileiro é a palavra confiança. Confiança nos valores que formam o caráter de nossa gente, na vitalidade da nossa democracia; confiança na recuperação da economia nacional, nos potenciais do nosso país, em suas instituições sociais e políticas e na capacidade de que, unidos, poderemos enfrentar os desafios deste momento que é de grande dificuldade.
Reitero, como tenho dito ao longo do tempo, que é urgente pacificar a Nação e unificar o Brasil. É urgente fazermos um governo de salvação nacional. Partidos políticos, lideranças e entidades organizadas e o povo brasileiro hão de emprestar sua colaboração para tirar o país dessa grave crise em que nos encontramos. O diálogo é o primeiro passo para enfrentarmos os desafios para avançar e garantir a retomada do crescimento. Ninguém, absolutamente ninguém, individualmente, tem as melhores receitas para as reformas que precisamos realizar. Mas nós, governo, Parlamento e sociedade, juntos, vamos encontrá-las.
Eu conservo a absoluta convicção de que é preciso resgatar a credibilidade do Brasil no concerto interno e no concerto internacional, fator necessário para que empresários dos setores industriais, de serviços, do agronegócio, e os trabalhadores, enfim, de todas as áreas produtivas se entusiasmem e retomem, em segurança, com seus investimentos. Teremos que incentivar, de maneira significativa, as parcerias público-privadas, na medida em que esse instrumento poderá gerar emprego no País.
Sabemos que o Estado não pode tudo fazer. Depende da atuação dos setores produtivos: empregadores, de um lado, e trabalhadores de outro. São esses dois polos que irão criar a nossa prosperidade. Ao Estado compete — vou dizer, aqui, o óbvio —, compete cuidar da segurança, da saúde, da educação, ou seja, dos espaços e setores fundamentais, que não podem sair da órbita pública. O restante terá que ser compartilhado com a iniciativa privada, aqui entendida como a conjugação de ação entre trabalhadores e empregadores.
O emprego, sabemos todos, é um bem fundamental para os brasileiros. O cidadão, entretanto, só terá emprego se a indústria, o comércio e as atividades de serviço, estiverem todas caminhando bem.
De outro lado, um projeto que garanta a empregabilidade, exige a aplicação e a consolidação de projetos sociais. Por sabermos todos, que o Brasil lamentavelmente ainda é um País pobre. Portanto, reafirmo, e o faço em letras garrafais: vamos manter os programas sociais. O Bolsa Família, o Pronatec, o Fies, o Prouni, o Minha Casa Minha Vida, entre outros, são projetos que deram certo, e, portanto, terão sua gestão aprimorada. Aliás, aqui mais do que nunca, nós precisamos acabar com um hábito que existe no Brasil, em que assumindo outrem o governo, você tem que excluir o que foi feito. Ao contrário, você tem que prestigiar aquilo que deu certo, completá-los, aprimorá-los e insertar outros programas que sejam úteis para o País. Eu expresso, portanto, nosso compromisso com essas reformas.
Mas eu quero fazer uma observação. É que nenhuma dessas reformas alterará os direitos adquiridos pelos cidadãos brasileiros. Como menos fosse sê-lo-ia pela minha formação democrática e pela minha formação jurídica. Quando me pedirem para fazer alguma coisa, eu farei como Dutra: "o que diz o livrinho?" O livrinho é a Constituição Federal.
Nós temos de organizar as bases do futuro. Muitas matérias estão em tramitação no Congresso Nacional, eu até não iria falar viu, mas como todo mundo está prestando atenção, eu vou dar toda uma programação aqui. As reformas fundamentais serão fruto de um desdobramento ao longo do tempo. Uma delas, eu tenho empenho e terei empenho nisso, porque eu tenho nela, é a revisão do pacto federativo. Estados e municípios precisam ganhar autonomia verdadeira sobre a égide de uma federação real, não sendo uma federação artificial, como vemos atualmente.
A força da União, nós temos que colocar isso na nossa cabeça, deriva da força dos estados e municípios. Há matérias, meus amigos, controvertidas, como a reforma trabalhista e a previdenciária. A modificação que queremos fazer, tem como objetivo, e só se este objetivo for cumprido é que elas serão levadas adiante, mas tem como objetivo o pagamento das aposentadorias e a geração de emprego. Para garantir o pagamento, portanto. Tem como garantia a busca da sustentabilidade para assegurar o futuro.
Esta agenda, difícil, complicada, não é fácil, ela será balizada, de um lado pelo diálogo e de outro pela conjugação de esforços. Ou seja, quando editarmos uma norma referente a essas matérias, será pela compreensão da sociedade brasileira. E, para isso, é que nós queremos uma base parlamentar sólida, que nos permita conversar com a classe política e também com a sociedade.
Executivo e legislativo precisam trabalhar em harmonia e de forma integrada. Até porque no Congresso Nacional é que estão representadas todas as correntes da opinião da sociedade brasileira, não é apenas no executivo. Lá no Congresso Nacional estão todos os votos de todos os brasileiros. Portanto, nós temos que governar em conjunto.
Então, nós vamos precisar muito da governabilidade e a governabilidade exige — além do que eu chamo de governança que é o apoio da classe política no Congresso Nacional — precisam também de governabilidade, que é o apoio do povo. O povo precisa colaborar e aplaudir as medidas que venhamos a tomar. E nesse sentido a classe política unida ao povo conduzirá ao crescimento do País. Todos os nossos esforços estarão centrados na melhoria dos processos administrativos, o que demandará maior eficácia da governança pública.
A moral pública será permanentemente buscada por meio dos instrumentos de controle e apuração de desvios. Nesse contexto, tomo a liberdade de dizer que a Lava Jato tornou-se referência e como tal, deve ter (falha no áudio) e proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la.
O Brasil, meus amigos, vive hoje sua pior crise econômica. São 11 milhões de desempregados, inflação de dois dígitos, deficit quase de R$ 100 bilhões, recessão e também grave a situação caótica da saúde pública. Nosso maior desafio é estancar o processo de queda livre na atividade econômica, que tem levado ao aumento do desemprego e a perda do bem-estar da população.
Para isso, é imprescindível, reconstruirmos os fundamentos da economia brasileira. E melhorarmos significativamente o ambiente de negócios para o setor privado. De forma que ele possa retomar sua rotação natural de investir, de produzir e gerar emprego e renda.
De imediato, precisamos também restaurar o equilíbrio das contas públicas, trazendo a evolução do endividamento no setor público de volta ao patamar de sustentabilidade ao longo do tempo. Quanto mais cedo formos capazes de reequilibrar as contas públicas, mais rápido conseguiremos retomar o crescimento.
A primeira medida, na linha dessa redução, está, ainda que modestamente, aqui representada, já eliminamos vários ministérios da máquina pública. E, ao mesmo tempo, nós não vamos parar por aí. Já estão encomendados estudos para eliminar cargos comissionados e funções gratificadas. Sabidamente funções gratificadas desnecessárias. Sabidamente, na casa de milhares e milhares de funções comissionadas.
Eu quero, também, para tranquilizar o mercado, dizer que serão mantidas todas as garantias que a direção do Banco Central hoje desfruta para fortalecer sua atuação como condutora da política monetária e fiscal. É preciso, meus amigos, — e aqui eu percebo que eu fico dizendo umas obviedades, umas trivialidades, mas que são necessárias porque, ao longo do tempo, eu percebo como as pessoas vão se esquecendo de certos conceitos fundamentais da vida pública e da vida no Estado.
Então, quando eu digo "é preciso dar eficiência aos gastos públicos", coisa que não tem merecido maior preocupação do Estado brasileiro, nós todos estamos de acordo com isso. Nós precisamos atingir aquilo que eu chamo de "democracia da eficiência". Porque se, no passado, nós tivemos, por força da Constituição, um período da democracia liberal, quando os direitos liberais foram exercitados amplamente. Se, ao depois, ainda ancorado na Constituição, nós tivemos o desfrute dos chamados direitos sociais, que são previstos na Constituição, num dado momento aqueles que ascenderam ao primeiro patamar da classe média, começaram a exigir eficiência, eficiência do serviço público e eficiência nos serviços privados. E é por isso que hoje nós estamos na fase da democracia da eficiência, com o que eu quero contar com o trabalho dos senhores ministros, do Parlamento e de todo o povo brasileiro.
Eu quero também remover — pelo menos nós faremos um esforço extraordinário para isto — a incerteza introduzida pela inflação dos últimos anos. Inflação alta — vai mais uma trivialidade — atrapalha o crescimento, desorganiza a atividade produtiva e turva o horizonte de planejamento dos agentes econômicos. E sabe quem sofre as primeiras consequências dessa inflação alta? É a classe trabalhadora e os segmentos menos protegidos da sociedade, é que pagam a parte mais pesada dessa conta.
Nós todos sabemos que, há um bom tempo, o mundo está de olho no Brasil. Os investidores acompanham, com grande interesse, as mudanças no nosso país. Havendo condições adequadas — e nós vamos produzi-las —, a resposta será rápida, pois é grande a quantidade de recursos disponíveis no mercado internacional e até internamente, e ainda maior as potencialidades no nosso País. E com base no diálogo, nós adotaremos políticas adequadas para incentivar a indústria, o comércio, os serviços e os trabalhadores. E a agricultura, tanto a familiar quanto o agronegócio. Precisamos prestigiar a agricultura familiar, que é quase um microempreendimento na área da agricultura, especialmente apoiando e incentivando os micros, pequenos e médios empresários.
Além de modernizar o País, estaremos realizando o maior objetivo do governo: reduzir o desemprego. Que há de ser, os senhores percebem, estou repetindo esse fato porque eu tenho tido — e os senhores todos têm tido —, contato em todas as partes do País, com famílias desempregadas. E nós vemos o desespero desses brasileiros, que contam com um País com potencialidades extraordinárias e que não consegue levar adiante uma política econômica geradora de empregos para todos os brasileiros.
Quero falar um pouco sobre a atuação nas linhas interna e externa do Brasil. E esses princípios estão consagrados na Constituição de [19]88, senador Mauro Benevides, que nós ajudamos a redigir, não é? Eu indico, porque esses preceitos indicam caminho natural para definição das linhas da atuação interna e externa do Brasil. Os senhores veem que eu insisto muito no tema da Constituição porque, ao meu modo de ver, toda vez que nós nos desviamos dos padrões jurídicos, e o Direito existe, exata e precisamente, para regular as relações sociais, quando nós nos desviamos as (incompreensível) dos limites do Direito, nós criamos a instabilidade social e a instabilidade política. Por isto eu insisto sempre em invocação do texto constitucional.
Muito bem, nesta Constituição, a independência nacional, a defesa da paz e da solução pacífica de conflitos, o respeito à autodeterminação dos povos, a igualdade entre os estados, a não-intervenção, a centralidade dos direitos humanos e o repúdio ao racismo e ao terrorismo, dentre outros princípios, são valores profundos da nossa sociedade. E traça uma imagem de um País pacífico e ciente dos direitos e deveres estabelecidos pela nossa Constituição.
São, meus amigos, esses elementos de consenso que nos permite estabelecer bases sólidas para a política externa que volte a representar os valores e interesses permanentes no nosso País. A recuperação do prestígio do País e da confiança em seu futuro serão tarefas iniciais e decisivas para o fortalecimento da inserção internacional da nossa economia.
Agora em agosto o Brasil estará no centro do mundo com a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro. Bilhões de pessoas assistirão jogos, jornalistas de vários países estarão presentes para reportar o país-sede das competições. Muito além dos esportes, sabemos disso, as pautas se voltaram para as condições políticas e econômicas do País. Tão cedo não voltaremos oportunidade como esta de atrair a atenção de tanta gente, ao mesmo tempo, em todos os cantos do mundo.
Nesta tarde de quinta-feira, porém, e desde já pedindo desculpas pelo possível, para usar um refrão, pelo possível alongado da exposição, eu quero dizer, reiterar, que a minha intenção era realizar essa cerimônia, digamos assim, com a maior sobriedade possível. Estamos fazendo porque, sem embargo do entusiasmo de todos os senhores, todos nós compreendemos o momento difícil, delicado, ingrato que estamos todos passando.
Por isso, nessa tarde de quinta-feira não é momento para celebrações, mas para uma profunda reflexão: é o presente e o futuro que nos desafiam e não podemos olhar para frente com os olhos de ontem. Olhamos com olhos no presente e olhos no futuro.
Faço questão, e espero que sirva de exemplo, e declarar meu absoluto respeito institucional à senhora presidente Dilma Rousseff. Não discuto aqui as razões pelas quais foi afastada. Quero apenas sublinhar a importância do respeito às instituições e a observância à liturgia nas questões, no trato das questões institucionais. É uma coisa que nós temos que recuperar no nosso País. Uma certa cerimônia não pessoal, mas uma cerimônia institucional, uma cerimônia em que as palavras não sejam propagadoras do mal-estar entre os brasileiros, mas, ao contrário, que sejam propagadoras da pacificação, da paz, da harmonia, da solidariedade, da moderação, do equilíbrio entre todos os brasileiros.
Tudo o que disse, meus amigos, faz parte de um ideário que ofereço ao País, não em busca da unanimidade, o que é impossível, mas como início de diálogo com busca de entendimento. Farei muitos outros pronunciamentos. E meus ministros também. Meus ministros é exagerado, são ministros do governo. O presidente não tem vice-presidente, não tem ministro, quem tem ministro é o governo. Então, os ministros do governo farão manifestações nesse sentido, sempre no exercício infatigável de encontrar soluções negociadas para os nossos problemas. Temos pouco tempo, mas se nos esforçarmos, é o suficiente para fazer as reformas que o Brasil precisa.
E aí, meus amigos, eu quero dizer, mais uma vez, da importância dessa harmonia entre os Poderes, em primeiro lugar. Em segundo lugar, a determinação, na própria Constituição — e eu a cumprirei — no sentido de que cada órgão do Poder tem as suas tarefas: o Executivo executa, o Legislativo legisla, o Judiciário julga. Ninguém pode interferir em um ou outro poder por uma razão singela: a Constituição diz que os poderes são independentes e harmônicos entre si.
Ora, bem, nós não somos os donos do poder, nós somos exercentes do poder. O poder, está definido na Constituição, é do povo. Quando o povo cria o Estado, ele nos dá uma ordem: "Olha aqui, vocês, que vão ocupar os poderes, exerçam-no com harmonia porque são órgãos exercentes de funções". Ora, quando há uma desarmonia, o que há é uma desobediência à soberania popular, portanto há uma inconstitucionalidade. E isso nós não queremos jamais permitir que se pratique.
Dizia aos senhores que a partir de agora nós não podemos mais falar em crise. Trabalharemos. Aliás, há pouco tempo, eu passava por um posto de gasolina, na Castelo Branco, e o sujeito botou uma placa lá: "Não fale em crise, trabalhe". Eu quero ver até se consigo espalhar essa frase em 10, 20 milhões de outdoors por todo o Brasil, porque isso cria também um clima de harmonia, de interesse, de otimismo, não é verdade? Então, não vamos falar em crise, vamos trabalhar.
O nosso lema — que não é um lema de hoje —, o nosso lema é Ordem e Progresso. A expressão da nossa bandeira não poderia ser mais atual, como se hoje tivesse sido redigida.
Finalmente, meus amigos, fundado num critério de alta religiosidade. E vocês sabem que religião vem do latim religio, religare, portanto, você, quando é religioso, você está fazendo uma religação. E o que nós queremos fazer agora, com o Brasil, é um ato religioso, é um ato de religação de toda a sociedade brasileira com os valores fundamentais do nosso País.
Por isso que eu peço a Deus que abençoe a todos nós: a mim, à minha equipe, aos congressistas, aos membros do Poder Judiciário e ao povo brasileiro, para estarmos sempre à altura dos grandes desafios que temos pela frente.
Meu muito obrigado e um bom Brasil para todos nós.
Michel Miguel Elias Temer Lulia é Presidento Interino (tampão ou em exercício) do Brasil.
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