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Comunicado do IPCO sobre a votação do Impeachment no Senado
Reação contra o ensino público obrigatório no século XIX
100 anos das aparições do Anjo de Portugal que prepararam os três pastorinhos para receber a Mensagem de Fátima
Comunicado do IPCO sobre a votação do Impeachment no Senado
Posted: 13 May 2016 04:26 PM PDT
O país está em uma crise moral, social, política e econômica sem precedentes. Diante dessa crise, não podemos esmorecer a determinação de restaurar esse Brasil verdadeiro, profundo, fiel a si mesmo, que todos os brasileiros almejam.
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Reação contra o ensino público obrigatório no século XIX
Posted: 13 May 2016 11:42 AM PDT
O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, líder católico do século XX, falando em sua monumental obra Revolução e Contra-Revolução sobre uma das características da crise pela qual passa o mundo hodierno, diz que ela "se desenvolve numa zona de problemas tão profunda, que se prolonga ou se desdobra, pela própria ordem das coisas, em todas as […]
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100 anos das aparições do Anjo de Portugal que prepararam os três pastorinhos para receber a Mensagem de Fátima
Posted: 13 May 2016 06:59 AM PDT
Não é fácil discernir o que há de mais central na Mensagem de Fátima. Revelada aos poucos por desejo expresso de Nossa Senhora ou por determinações humanas, é tão rica em aspectos relevantes que, conforme o feitio próprio de alma de cada um, ele se deterá ora num, ora noutro desses aspectos, sem fixar-se em nenhum como o seu substrato fundamental.
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Home » Religião » Cultura Católica » 100 anos das aparições do Anjo de Portugal que prepararam os três pastorinhos para receber a Mensagem de Fátima
100 anos das aparições do Anjo de Portugal que prepararam os três pastorinhos para receber a Mensagem de Fátima
- Por Revista Catolicismo em 13 de maio de 2016
- Sem comentários
“As revelações de Fátima sobrepujam tudo quanto a Providência tem dito aos homens na iminência das grandes borrascas da História”
Capa da revista Catolicismo, edição de maio/2016
Há 63 anos, em maio de 1953, o Professor Plinio Corrêa de Oliveira escrevia nestas páginas as palavras que seguem:
“O Império Romano do Ocidente se encerrou com um cataclismo iluminado e analisado pelo gênio de um grande Doutor, que foi Santo Agostinho. O ocaso da Idade Média foi previsto por um grande profeta, São Vicente Ferrer. A Revolução Francesa, que marca o fim dos Tempos Modernos, foi prevista por outro grande profeta, e ao mesmo tempo grande Doutor, São Luís Maria Grignion de Montfort. Os Tempos Contemporâneos, que parecem na iminência de se encerrar com nova crise, têm um privilégio maior. Veio Nossa Senhora falar aos homens.
Santo Agostinho não pôde senão explicar para a posteridade as causas da tragédia que presenciava. São Vicente Ferrer e São Luís Grignion de Montfort procuraram em vão desviar a tormenta: os homens não os quiseram ouvir. Nossa Senhora a um tempo explica os motivos da crise e indica o seu remédio, profetizando a catástrofe caso os homens não a ouçam.
De todo ponto de vista, pela natureza do conteúdo como pela dignidade de quem as fez, as revelações de Fátima sobrepujam pois tudo quanto a Providência tem dito aos homens na iminência das grandes borrascas da História.
Os diversos pontos das revelações relativos a este tema constituem propriamente o elemento essencial das mensagens. O mais, por importante que seja, constitui mero complemento.”
Era, portanto, mais do que oportuno retomar o tema no momento em que o mundo católico se prepara para celebrar o centenário das aparições ocorridas na localidade portuguesa de Fátima, de maio a outubro de 1917. Para isso, Catolicismo pediu a um de seus colaboradores que elaborasse uma atualização da importante matéria. Este apresentou então um artigo que escreveu para a revista “Radici Cristiane”, editada em Roma, a qual lhe fizera semelhante pedido. É o que temos a alegria de oferecer na presente edição.
Ademais, em 1916 ocorreram as três aparições do Anjo da Paz, ou Anjo de Portugal, que prepararam as privilegiadas crianças para as visões de Nossa Senhora, no ano seguinte. Entendemos que uma nova leitura dessas aparições também prepararia nossos leitores para uma comemoração condigna do centenário das aparições de Nossa Senhora no ano vindouro.
Eis por que elas aparecem em continuação ao presente artigo, extraídas do livro Fátima, Mensagem de tragédia ou de esperança, do nosso mesmo colaborador.
A Direção de Catolicismo
A mensagem de Fátima, esta desconhecida
Antonio Augusto Borelli Machado
Não é fácil discernir o que há de mais central na Mensagem de Fátima. Revelada aos poucos por desejo expresso de Nossa Senhora ou por determinações humanas, é tão rica em aspectos relevantes que, conforme o feitio próprio de alma de cada um, ele se deterá ora num, ora noutro desses aspectos, sem fixar-se em nenhum como o seu substrato fundamental.
Ora, quando num assunto qualquer não se discerne o ponto essencial, sua compreensão fica gravemente prejudicada. Nessas condições, pode-se dizer que a Mensagem de Fátima é desconhecida do grosso do público, mesmo do público devoto, no que ela tem de mais próprio a mover as almas.
Em síntese, Nossa Senhora diz que a sociedade humana se encontra em tal oposição às vias de Deus que, caso não se emendar, um grande Castigo se abaterá sobre o mundo, reduzindo-o a ruínas. Para ser preciso, “meio em ruínas”, o que nos dá a esperança de que preciosos monumentos da Cristandade serão preservados.
Ademais, como Mãe misericordiosa, Nossa Senhora não se limita a anunciar o Castigo: ela aponta os meios que os homens podem empregar para evitá-lo. Indica meios tradicionais, válidos para qualquer época histórica, e ações concretas aplicáveis aos dias de hoje.
Oração e penitência
Os três pastorinhos, Lúcia, Francisco e Jacinta. No alto, eles antes da visão que tiveram do Inferno. Na foto de baixo, eles logo após tal visão.
Começando pelos tradicionais, não poderiam ser outros senão aqueles mesmos já apregoados por seu Divino Filho no Evangelho: oração e penitência. E para estimular os três pequenos videntes — Lúcia (dez anos), Jacinta (sete anos) e Francisco (nove anos) — a se engajarem nessa via, mostra-lhes o inferno, para onde vão as almas dos que morrem impenitentes (primeira parte do Segredo). Ademais, fala-lhes de guerras que produzirão ruínas muito grandes — várias nações serão aniquiladas (segunda parte do Segredo) — e perseguições aos bons, os quais serão martirizados aos pés de uma Cruz. E pelo célebre princípio enunciado por Tertuliano, segundo o qual o sangue dos mártires é semente de novos cristãos, o sangue dos mártires dos tempos atuais não se perderá, infiltrando-se inutilmente pela terra. Para que isso não aconteça, esse sangue é recolhido em regadores de cristal por dois Anjos postados sob os braços da Cruz, e em seguida derramado sobre homens ignotos que vão se reaproximando de Deus (terceira parte do Segredo). Com estes restos da humanidade que misteriosamente se esgueiravam despercebidos à margem do confronto entre bons e maus que ocorria em torno deles, reconstituir-se-á a civilização cristã do futuro, como continuidade da civilização cristã medieval destruída pela revolução anticristã (veja-se Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-revolução, São Paulo, 1959).
As perspectivas apocalípticas aqui enunciadas parecerão a mais de um leitor fruto de alguma mente visionária! Não obstante, elas desfecham numa perspectiva muito coerente e plena de sentido. Nossa Senhora mesma a anuncia (no final da segunda parte do Segredo): “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”.
Terá o leitor entendido bem o alcance desta afirmação? O triunfo de Maria implica no triunfo de seu Divino Filho, em pleno acordo com a profecia enunciada há três séculos por São Luís Grignion de Montfort. Segundo ele, o Reino de Cristo se estabelecerá, ipso facto, nesta Terra, com o triunfo do Imaculado Coração de Maria! (cfr. Tratado da Verdadeira Devoção, n° 217).
Ora, o processo revolucionário que se desencadeou no fim da Idade Média tentou — e conseguiu, através de etapas e métodos vários — minar a unidade da Igreja e introduzir-se até em seu seio, levando a sociedade humana a descristianizar-se, a ponto de disseminar o princípio da laicidade do Estado por toda a Cristandade.
Segundo este princípio, o Estado proclama-se oficialmente laico em matéria de Religião, não se pronunciando sobre qual seja a religião verdadeira e concedendo a liberdade de culto a todo agrupamento religioso. Nessa concepção, aparentemente neutra em matéria de Religião, o Estado só interviria para manter a ordem pública.
Porém, essa pretensa neutralidade religiosa do Estado laico não passa de uma falácia.
Na prática, os fatos se passam muito diferentemente. Como mostrou o Papa Leão XIII na encíclicaImmortale Dei, de 1° de novembro de 1885, “nessa situação política, que muitos favorecem hoje em dia, há uma tendência das ideias e das vontades para expulsar inteiramente a Igreja da sociedade, ou para mantê-la sujeita e acorrentada ao Estado. […] Relativamente à religião, pensar que é indiferente tenha ela formas disparatadas e contrárias equivale simplesmente a não querer nem escolher nem seguir qualquer delas. É o ateísmo menos o nome” (n°s 35 e 37).
Assim, na realidade dos fatos, do pretenso indiferentismo religioso apregoado pelo Estado laico passa-se ao ateísmo tout court. E daí a uma perseguição religiosa ostensiva, com o intuito de remover da legislação do Estado laico todos os princípios da moral natural e da teologia católica, com a admissão do aborto, da eutanásia, da Ideologia de Gênero, etc.
Entretanto, passa-se algo em certo sentido mais grave. Se pelo menos as populações católicas se mantivessem imunes e firmes na observância da moral e da doutrina em que foram formadas!… O efeito prático da implantação do Estado laico/ateu é o deslizamento paulatino das fileiras católicas para a aceitação de situações totalmente condenadas pela Moral católica, como o convívio pré-matrimonial, seguido, na melhor das hipóteses, depois de algum tempo, da realização do matrimônio na Igreja. Num grande número de casos, a intenção de casar na Igreja fica para as calendas gregas…
Tal fenômeno corresponde ao que está sendo chamado — e de fato é — uma “apostasia silenciosa” (cfr. João Paulo II, Ecclesia in Europa, 28 de junho de 2003, n° 9), que atinge todos os campos da vida católica, inclusive a própria liturgia! “Certos aspectos da cultura de massa pós-moderna — contrariamente a certas batalhas ideológicas filhas do Iluminismo, que permaneceram patrimônio de elites muito restritas por todo o século XIX e parte do século XX — levam a reconhecer influências externas muito difusas sobre a liturgia, e que são propriamente não-cristãs ou diretamente anticristãs” (Giannicola D’Amico, Il canto gregoriano: itinerario storico-giuridico, in Alla scuola del canto gregoriano, a cura di Fulvio Rampi, Musidora, Parma, 2015, p. 168).
Nesta perspectiva concreta e realista, surpreende que muitos dentre os mais denodados propagandistas de Fátima omitam este aspecto fundamental. Sobretudo na Hierarquia eclesiástica, muitos estimaram que o anúncio de tão grande castigo assustaria muita gente!…
Sem dúvida, muitos se assustariam. Porém, de outro lado — fenômeno auspicioso! — cresce pouco a pouco o número dos que percebem o desconcerto geral que afeta o mundo moderno, tendo-se criado uma situação tão desprovida de remédio humano, que sem uma intervenção extraordinária da Providência não tem mais conserto!
A originalidade da Mensagem de Fátima é justamente esta: Nossa Senhora veio anunciar ao mundo que Deus preparou uma saída divina para uma situação humana sem saída.
Ela envolve uma alternativa drástica: a) ou o mundo moderno se converte, faz penitência e assim o castigo é afastado; ou b) não se converte e será castigado com uma destruição de proporções apocalípticas.
Mas nesta alternativa se discerne a Misericórdia divina: uma nova civilização autenticamente católica se reconstituirá sobre os escombros do mundo laico e ateu, que hoje nos constrange. Fátima se revela uma mensagem de esperança que supera de muito a tragédia que anuncia.
Continua na próxima publicação da Parte II desta matéria da revista Catolicismo, edição de maio/2016.
Idade Média, Nossa Senhora de Fátima, Revolução Francesa, São Luís Grignion de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção
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